quinta-feira, 10 de abril de 2008

Acesso WiFi Grátis em Curitiba

Os curitibanos agora contam com acesso à internet, gratuito e sem fio (sistema Wi-Fi), em três dos principais pontos da cidade: Mercado Municipal, praça Rui Barbosa e parque Barigüi, que receberam o sistema instalado pela Prefeitura.


Essa é uma notícia auspiciosa para os internautas que estão cada vez requerendo mais mobilidade. Nesses locais foram instalados "hot-spots" com conexão de banda larga acessível por usuários de notebooks, celulares com acesso direto à internet e outros dispositivos digitais.

A iniciativa soma-se às centenas de outros hot-spots disponíveis em hotéis, cafés, restaurantes, shoppings e no aeroporto Afonso Pena, que, embora teoricamente gratuitos, requerem a assinatura a algum serviço de internet ou então uma senha específica, muitas vezes atrelada a algum tipo de compra.

Já é possível ver usuários plugados nesses locais, e a tendência é que os celulares com conectividade direta à internet, evitando a rede tarifada das operadoras, sejam mais usados do que os notebooks.

Testes iniciais mostram uma rede veloz, com qualidade, talvez ainda pouco disputada, por ser coisa nova. É bom ter em mente, contudo, que o acesso através de uma rede aberta permite uma ação mais agressiva de hackers e ciber-bandidos, o que nos faz recomendar o uso de firewalls, anti-viris e todas as medidas de segurança, para que dados preciosos não sejam roubados.

O acesso sem fio tende a ficar cada vez mais popular em cidades como Curitiba, e novos serviços como o WiMax (esse pago, mas que cobre toda a cidade) e, no futuro, os baseados no padrão LTE (Long Term Evolution) ajudarão a acelerar o processo.

Em casa, para quem tem um notebook ou um celular e acesso a banda larga, um roteador sem fio de boa qualidade custa a partir de R$ 100,00 e a instalação é acessível mesmo a leigos que queiram seguir alguns simples passos que vêm descritos no manual do usuário e no software do equipamento.

Sem fio! Saudemos a iniciativa da Prefeitura de Curitiba, esperando que, num futuro próximo, possamos ter mais pontos de acesso público e gratuito.



segunda-feira, 7 de abril de 2008

E a TV de Alta Definição, já chegou a Curitiba?

O site do José Wille noticia a oferta de um receptor de TV digital da AOC que é pequeno o suficiente para caber no bolso. Vale a pena?

Se levarmos em conta que o sinal da TV de alta definição -sem dúvida o futuro da TV- hoje só chega em escala na cidade de São Paulo, devendo estrear em BH ainda em abril e em maio no Rio, a resposta é não. Curitiba deve ter sinais de alta definição das redes abertas ainda em 2008, e provavelmente as principais operadoras de TV a cabo devem igualmente fazê-lo no segundo semestre deste ano.

Se você é fanático por TV e quer ter o prazer de ver TV com alta qualidade de imagem e som quando em trânsito, ou parado no congestionamento, talvez seja uma opção, mas aí o melhor, por enquanto, seja enfrentar as centenas de quilômetros de congestionamento da capital paulista...

Falando sério, se você quer preparar sua casa para a TV digital de alta definição, a hora está chegando. A regrinha para a casa é simples: Para telas menores que 40", não é necessária a resolução plena a 1080p. Basta um televisor "HDTV Ready" com a resolução 720p, que a qualidade será excepcional. Já para as telas iguais ou maiores que 40", a resolução 1080p, ou "Full HD" são quase que compulsórias, se você quer desfrutar de toda a qualidade da imagem.

Mas é só isso?


Calma... ainda temos alguns cuidados adicionais. O primeiro é o tamanho da tela x o tamanho de sua sala. Nada de colocar um telão e depois ficar muito próximo, pois isso, além de ver defeitos de imagem, vai fazer mal à vista... Mas, em qualquer caso, você deve buscar aparelhos com a maior taxa de contraste possível (acima de 10.000:1) e o menor tempo de resposta disponível (abaixo de 6ms).

Outro ponto a considerar: seu bolso! O investimento não vai parar no televisor, que pode ou não ter o decodificador da TV digital embutido. Se tiver, melhor, pois é menos uma caixinha e menos fios para poluir o visual de seu ambiente. Caso contrário, escolha o decodificador com as funcionalidades que você deseja. Os mais baratos são bem basicões, e não possuem todas as funcionalidades da TV digital, só servem para fazer que seu televisor as receba, quando o sinal estiver disponível.

Finalmente, os preços! Os preços dos televisores de plasma e de cristal líquido (LCD) vêm caindo bastante, mas não o suficiente para jsutificar um investimento prematuro. Com certeza, à medida em que a TV digital realmente 'pegue' no mercado, a escala aumenta e os preços devem se alinhar em um patamar mais razoável. Na data da postagem dessa nota, a aquisição de um novo televisor pronto para a TV de alta definição só vai valer a pena se o seu atual pifou ou se você mudou e não tem televisor na sua nova casa. O mercado está muito aquecido e mais pressão só faz a alegria dos fabricantes. Um pouco de moderação é bom, até porque o ritmo de adoção da TV de alta definição em São Paulo está bem abaixo do esperado. A Positivo Informática reporta que menos de 20.000 lares em São Paulo já recebem o sinal de alta definição. Muito pouco, a coisa está leeeeeeeenta....


Falando nisso: você conhece alguém em São Paulo que receba em casa o sinal de alta definição? E você já viu esse sinal, na casa dele? E ele usa Bom Bril pendurado na antena para eliminar fantasmas ou melhorar o sinal? Pois é, coisas da inserção de uma nova tecnologia. Os "early adopters" têm como fazer inveja nos amigos, mas pagam um preço e um 'mico' que nem sempre vale o esforço!

terça-feira, 4 de março de 2008

A Internet Elétrica: Chocante!

De novo uma notícia no blog do José Wille: Internet via rede elétrica pode dobrar número de usuários no Brasil.

É interessante a perspectiva de ter internet de banda larga disponibilizada pelos fios da rede elétrica, através de uma tecnologia denominada
Power Line Communications (PLC). Você pode comunicar-se pela internet simplesmente conectando um modem eespecial, que separa a corrente elétrica do sinal da internet. Como principal vantagem, a eletricidade está presente na grande maioria dos lares brasileiros.

Se a tecnologia é boa, está disponível, porque ainda usamos acesso via telefone (ADSL ou discado), via cabo de operadoras de TV, ou ainda via rário e, eventualmente, satélite?

O número de usuários apontados na nota é de meros 3.000, no Brasil todo. Aqui no Paraná, a nossa COPEL fez uma experiência há cerca de 10 anos, mas não havia viabilidade comercial.

O futuro da tenologia PLC vai depender, antes deetudo, dos entes reguladores de nosso país; depois, da vontade das empresas de transmissão e distribuição de energia de embarcar nesse negócio; finalmente, da capacidade de pagamento dos usuários, em larga escala.

Não se trata simplesmente de ligar o modem na tomada. As elétricas terão de fazer um bom investimento na rede, para que o sinal da internet possa trafegar por ela com qualidade e confiabilidade. Essa é uma tarefa difícil, e, por enquanto, os fornecedores estabelecidos estão bem à frente no mercado.

Vontade política resolve? Provavelmente não. É um negócio que tem como objetivo dar resultados às operadoras do sistema elétrico. Não há limitação tecnológica. Pode ser que o PLC, em seu nível atual de tecnologia, seja competitivo em preço. Resta saber se as empresas de energia terão a agilidade e o faro necessários para coompetir com as gigantes que já estão no mercado, com investimentos amortizados, e buscar batê-las naquilo que efetivamente elas oferecem como diferencial: a cobertura universal do mercado.

TV ao Vivo pela Internet

O site/blog do José Wille, nosso âncora aqui na CBN, aponta para uma notícia sobre a iniciativa do YouTube de passar a disponibilizar vídeos ao vivo pela internet, algo que ainda não é ofereido por esse campeão de audiência na internet.

Se o YouTube não é o site mais acessado, é, seguramente, o que mais consome banda na internet, dada a quantidade de vídeos visualizados e baixados diariamente, sempre na casa dos milhões.

A iniciativa deve frutificar, mas não é pioneira, como aponta a nota do Portal Imprensa. Já existem, inclusive, outras iniciativas importantes, como o Joost, que fornece centenas de canais gratúitos de vídeo pela internet, a maioria uma droga, mas alguns bem bons, como um de músicas brasileiras.

Uma pergunta que fica no ar é: porque isso ainda não aconteceu antes? Afinal, nós já podemos usar webcams para fazer videoconferências entre computadores há anos, os celulares tambéem disponibilizam comunicação de vídeo em tempo real, ao menos para quem tem rede 3G.

A resposta é: ainda não existe banda larga em quantidade e qualidade suficientes para tornar essa aplicação como algo de interesse comercial de larga escala. Mas essa disponibilidade está chegando, e, num futuro bem próximo, talvez ainda eem 2008, ou no começo de 2009, com certeza, vamos ter a possibilidade de testar a real demanda para esse tipo de comunicação "ao vivo".

Num futuro mais remoto, entre 5 e 10 anos, a TV pela internet poderá, enfim, ser uma realidade, em alta definição e tudo. Aí os programas ao vivo pela internet serão possíveis. Limitação de banda, de novo? Não, agora os problemas são regulatórios, pois envolvem dois grupos de titãs, cada um detentor hoje de uma fatia das contas de nossos bolsos: as grandes redes de TV e operadoras de TV por assinatura, de um lado, e as operadoras de telefonia fixa e celular, de outro. Cada grupo olha o galinheiro do outro e acha que as do lado de lá são mais gordas...

DVD de ALta Definição: E o Vencedor é... BluRay!

Há pouco mais de um ano, eu arriscava a previsão de que o formato BluRay, capitaneado pela Sony, prevaleceria sobre o rival HD-DVD, desenvolvido pela também japonesa Toshiba.

Era a revanche dos formatos de fita de vídeo, quando o formato Betamax, da Sony, embora melhor, perdeu para o VHS, que tinha à frente a JVC e a maioria dos concorrentes.

Desta vez, além de um padrão técnico superior, a Sony procurou arregimentar a maior quantidade de estúdios de cinema para o seu formato. Claro que ela saiu com uma vantagem enorme, por ter em seu rol de empresas a Sony Pictures, ex Columbia. O jogo estava meio que empatado, quando há uns 15 dias atrás a Warner anunciou que estaria deixando o padrão HD-DVD em favor do BluRay. Poucos dias se passaram para que a Toshiba emitisse um comunicado ao mercado anunciando o fim do desenvolvimento do HD-DVD, a garantia de manutenção dos equipamentos vendidos e a reafirmação de que seu formato era, de todos, o melhor.

Essa dúvida sobre qual o melhor formato está sepultada com a saída de um dos atores. Um verdadeiro nocaute técnico, que a Toshiba resolveu não pagar para ver seu lutador com os dois olhos fechados de tanta pancada.

Resta saber como os compradores do formato HD-DVD irão reagiar, pois a maioria deles pagou muita grana para seus players de alta definição. Dentre os que subscreveram o padrão, destaca-se, na área de TI, a Microsoft, que inclusive adota o HD-DVD no seu popular videogame XBox.

À época, alguns ouvintes me questionaram sobre minha suposta 'predileção' pelo padrão da Sony. Hoje, seria mais fácil dizer que eu estava certo, ou que minha bola de cristal era melhor do que a dos que nos ouviam. Mas a verdade é que esse desfecho estava cantado pela maioria dos analistas. Alguns até achavam que haveria convivência do BluRay com o HD-DVD e, até mesmo alguns fabricantes lançaram players híbridos, que liam os dois formatos de DVD de alta definição, além dos tradicionais DVDs e CDs que tão bem conhecemos.

Aí eu resgatei mais alguns comentários que fiz, não sobre esses formatos, mas sobre os cuidados que devemos ter ao sermos 'early adopters' de novas tecnologias. Além de pagarmos mais caro, corremos o risco de ficar com o mico na mão.

Ainda mais no Brasil, onde a TV de alta definição está engatinhando em 2 ou 3 capitais, e os títulos em vídeo com imagem 1080pcomeçam a aparecer timidamente em locadoras e lojas especilizadas, fica a mensagem: quem tem pressa...

Ao menos temos um padrão para armazenagem em discos de 12cm. O BluRay veio ara ficar e reinar. Mas... será? Com a internet de banda larguíssima que vem aí, quem vai precisa armazenar ou comprar vídeos armazenados em meio físico?

A Ausência de um Formato Padrão para Música Digital

Quero comentar sobre os padrões de gravação de música digital, pelos ouvidos e bolsos dos usuários. Embora haja um acordo sobre o padrão mp3 de compressão e registro, a verdade é que o "padrão" de fato varia entre os 3 principais atores do ramo -nenhuma gravadora ou empresa do mundo antigo da música!

Hoje quem domina a maior parte do mundo dos downloads legais e pagos da música pela internet, um negócio de dezenas de bilhões de dólares ao ano, são 3 conhecidas do mundo digital: Apple, Nokia e Microsoft, nessa ordem. E, embora os programinha de tocar música ou de sincronização com dispositivos portáteis reconheçam o padrão mp3, cada uma dessas empresas tem seu padrão próprio, alegando melhoria de performance e de qualidade.

O fato é que as três competem entre si para dominarem esse mercado. Nos Estados Unidos, parte da Europa e alguns países da Ásia, a Apple é campeã disparada, e mesmo onde ela não vende através da Apple Store e do iTunes, quem tem o iPod acaba usando o padrão da Apple; já quem ouve música pelo celular, tem chances de ter um Nokia, e de usar seu padrão; e, no caso da Microsoft, bem é a Microsoft com seu Windows Media Player presente na maioria absoluta dos computadores e numa fatia interessante de telefones celulares, e seu padrão acaba sendo o escolhido por inércia ou até por desconhecimento dos usuários.

Na minha opinião, esse é um erro estratégico dessas grandes empresas, pois no mundo de hoje não há espaço mais para padrões proprietários. Existem programas de conversão de um padrão para outro (os CODECs), mas sempre há perda de qualidade. O mercado é grande, já, mas poderia ser imenso se houvesse um padrão global aceito por todas as empresas, como é a porta USB como conectividade de aparelhos digitais.

Enquanto persistirem padrões concorrentes, uma ou outra empresa podem se beneficiar. No caso atual, parece até que há uma divisão de mercado, à las gangues mafiosas, com a Microsoft ficando com os computadores, a Apple com os players de música e a Nokia com os celulares. Mas, como elas competem entre si nesses 3 ramos, esperamos ver uma sangrenta batalha, onde o vencedor, certamante, não será o público consumidor.

Memórias Flash: Chegando para ficar!

O tema vem do ouvinte Luciano, que pergunta sobre memórias flash, uma tendência que parece inevitável e pode substituir os HD nos computadores. Poder, pode, mas vai levar tempo, por causa do custo.

Aliás, hoje já usamos memórias flash em nossas câmeras digitais, players de música e vídeo, telefones celulares e tudo aquilo que 'guarda' informações digitais. O seu estado mais puro é um pen-drive, que nada mais faz do que armazenar dados. Ou quase isso... Hoje você pode carregar um pen-drive de vários Gb e pouquíssimos gramas com seus arquivos de computador, mais um pedaço do sistema operacional de modo que, pedindo licença, você pode ter o 'seu' computador em qualquer máquina, sem que as informações sensíveis sejam partilhadas.

É uma alternativa viável, mas... cuidado! Ao contrário dos disco s magnéticos, as memórias flash dificultam a ação de recuperação de dados, em caso de apagamento acidental ou não. Sem contar que, por serem pequenos e fáceis de perder, são alvos fáceis para serem garfados.

Os computadores portáteis já oferecem a opção de memória auxiliar usando a tecnologia flash, seja para complementar o disco magnético, seja para substituí-lo totalmente. As vantagens maiores são a rapidez do acesso, o peso menor e o consumo de energia quase desprezível. Mas o bom e velho HD está quase de graça, logo, ainda vai ter vida longa.

Por uma centena de reais, já se pode ter um pen-drive bem parrudinho, mas é preciso, no mínimo, ter um back-up sempre dos dados, se possível tê-los armazenados com criptografia e, de prefeência, pendurado ao pescoço como se fosse um crachá.

Nos demais dispositivos, então, as memórias flash chegaram e dominaram. A maioria dos telefones celulares usam esse tipo de memória para armazenamento em massa, e, com um tamanho menor do que uma unha da mão, é possível guardar mais de 1Gb!

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Balanço de uma conta de e-mail

Hoje, 1/1/2008, quero partilhar com você um número: 54.025. Essa é a quantidade de mensagens categorizadas como lixo eletrônico em nossos servidores corporativos e pelas regras que criei, para minha conta de correio eletrônico principal, na empresa que trabalho, no período de 1/1 a 31/12/2007.

Ou seja, tirando as que deletei, e os lixos que possam ter escapado, são mais de 4.500 porcarias/mês, ou 150/dia, a cada dia do ano, sem feriadão, sem final de semana. A quantidade de spams, mensagens maliciosas, links para abrir o computador para virus, programas espiões e outras arapucas mais só fazem diminuir a relevância do correio eletrônico como uma forma eficaz de comunicação. Aquilo que parecia ser o nirvana da troca de informação assíncrona acabou sendo apenas 'mais um meio'. A popularização das ferramentas de mensagens instantâneas, a telefonia VoIP chegaram para ficar, e, de repente, o nosso e-mail de cada dia vai ficando velho, mais parecido com o fax, ou com o telex...

E-mail com os dias contados? Mas e os super-encriptados, ou os web-mails gratuitos, que têm tanto capacidade de Gb em caixa de entrada quanto habilidade para filtrar lixo?

Não se assuste, não faço a apologia do fim do e-mail nem vou deixar de usá-lo ou recomendar que você, leitor desse blog, o faça. É uma reflexão de virada de ano, um balanço para evidenciar a quantidade de lixo que trafega na internet, com suas múltiplas armadilhas. A idéia é sempre tomar cuidado com as mensagens que chegam, usar anti-virus, anti-spam, anti-spyware, anti-tudo, e também cuidar para não ser propagador de lixo. É com o descaso de muitos que os crackers contam para ter novas janelas de acesso aos computadores conectados à internet, hoje já beirando os 1,5 bilhões no mundo.

Feliz 2008, e use suas contas de e-mail com cautela.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Aprendendo Informática

No debate da CBN de 14/12/2007, um ouvinte perguntou sobre cursos de informática disponíveis no mercado, e de qualidade, mas não os basicões. A lista é enorme, e resolvi recomendar os do SENAI, e fiquei de comentar aqui no blog sobre as alternativas de qualidade do mercado. Pois é... as alternativas são tantas que resolvi ampliar o leque ainda mais.

Para começar, não existe uma receita mágica, aplicável à maioria de nossos ouvintes. Cada um tem uma necessidade particular, e, de início, ousaria dizer que um pouco de investigação individual e auto-estudo devem resolver boa parte das carências que alguém possa ter nesse final de 2007. Tente, experimente, erre, tente de novo, descubra... é a curva de aprendizado funcionando como deve ser.

Outra alternativa interessante é contratar um personal coach, ou instrutor individual, desde que você saiba em que áreas você quer apreder. Tem um monte de gente no mercado querendo aumentar sua renda, e que pode disponibilizar umas horasa extras para ajudá-lo nas suas dificuldades ou expectativas tecnológicas. A partir de R$ 30 por hora.

As comunidades de relacionamento, orkut à frente, unem grupos de pessoas com interesses comuns. Existem comunidades para todos os gostos e expectativas. Procure as que se encaixam no seu perfil e você pode encontrar soluções interessantes.

Aprender tecnologia usando tecnologia pode ser a maneira mais inteligente de ir ao fundo do problema que o aflige. Educação à distância está madura hoje em dia, e se você tem um computador com acesso à internet por banda larga, você pode fazer quase que qualquer tipo de curso, no Brasil ou no exterior, sem sair de casa!

Apenas para referência, uma busca pelo argumento "ensino a distância" no Google retornou 1.480.000 páginas em português, na data e hora que escrevo esta postagem. A maioria das melhores universidades do mundo oferecem cursos completos à distância, sejam eles de curta, média ou longa duração.

A título de exemplos, o Portal da Educação oferece um leque interessante de cursos das mais diversas modalidades; A pouco conhecida mas avançada Universidade Federal de Lavras oferece cursos de pós-graduação lato-sensu à distância; o portal Webaula oferece um leque enorme de cursos de curta duração em tecnologia. Mas esses são 3 exemplos em milhares que estão por aí. E isso mostra a potencialidade da forma de ensino que mais cresce na atualidade e que já engaja, no Brasil, milhões de alunos.

Será que esclareci ou confundi ainda mais? Sei lá... Mas ao menos o debate está iniciado a partir da provocação do nosso ouvinte.

Compras de Última Hora para o Natal

O Natal de 2007 promete ser bem gordo para quem vende produtos de tecnologia digital. Só não será melhor porque alguns ítens estarão em falta, especialmente modelos intermediários de computadores, games e alguns modelos de televisores LCD. Mas ainda dá tempo de fazer boas compras. Isto é... se você quiser encarar o bolo de gente nos shoppings ou ousar arriscar a entrega de um produto comprado pela internet antes que o trenó de Papai Noel esteja sobrevoando sua casa...

Mas, se sua lista não está completa, e se o tempo for curto, e a grana idem, você pode ter pechinchas extraordinárias logo após o Natal. Espere liqüidações interessantes de produtos eletrônicos.

Se sua pedida passa por computadores, e se a demanda é por mobilidade, então os notebooks finalmente cairam bastante de preço para justificar o prêmio pago em relação a um desktop de configuração equivalente. Na faixa de R$ 2.000 a R$ 3.000 você vai encontrar máquinas bastante bem configuradas, com acesso wireless embutido, um HD maior que 80Gb e 1 Gb de memória. Mas atenção: evite comprar micros com o Windows Vista Starter Edition ou o Vista Home Basic. São verdadeiros engodos, não entregam nem as novas funcionalidades do Vista nem a estabilidade do bom e velho Xp. Aliás, existem notebooks ainda com o Windows Xp, que pode ser uma excelente opção para quem quer robustez do software e um leque amplo de aplicativos. Ele vai bem por pelo menos mais 3 anos, sem sustos...

Mas se você pode se dar ao luxo de desembolsar mais dinheiro, a partir de R$ 5.000 você pode comprar notebooks com 2Gb de memória, um Windows Vista Home Premium ou Business, um HD bem parrudo, acima de 100Gb, gravador de DVD, webcam embutida e outros quetais. No topo da cadeia alimentar -e de preços- você encontra os lindões Sony Vaio, com um design de estúdio italiano, processador Intel Core2 Duo, e, à medida em que o peso cai, o preço vai às alturas. Mas o pequenino Vaio de 1,1kg e tela de 11" pod chegar a custar R$ 11 mil. Tem gente que paga!

Nessa mesma faixa, os Powerbooks da Apple dominam a faixa dos usuários mais exigentes. Com a vantagem de poderem rodar o estável OSX, bem à frente do Windows Vista, além do próprio Vista, ele tem uma confraria de 'connoisseurs' que dele não abrem mão. No Natal -e nos dias que se seguem- podemos esperar que os preços dos Macintoshes portáteis finalmente sejam comparáveis com máquinas equivalentes com Windows.

Uma boa opção de compra, a partir de R$ 500, são os HDs externos de 150Gb até 300Gb, que servem para fazer backup de seus dados mais preciosos, ainda mais se você tem mais de um computador e intercambia dados através de uma rede em sua casa, por exemplo. Eles são extremamente confiáveis, e seus preços estão num ponto ótimo.

Monitores LCD estão com bons preços, e não dá para pensar em nada menor do que 17". Os que estão com melhores preços são os de 19" widescreen, já no formato 16x9, da TV Digital. Prefira os modelos com contraste acima de 5.000:1 e tempo de resposta menor que 5 ms. A diferença de conforto de um monitor grande para os pequenos, de 15" é enorme, e você ganha na qualidade da imagem, no espaço ocupado e na conta de energia, bem menor do que a dos monitores de tubo. Os monitores de 21" e acima já encostam no patamar de R$ 1.000, e vão continuar caindo.

Televisores LCD estão com perços próximos aos de plasma, e são sempre melhor compra. Mas os que oferecem compatibilidade plena com a TV de alta definição (1.080p) estão cerca de R$ 1.000 mais caros que os que oferecem apenas 780p, uma nitidez um pouco menor. Mas a TV de alta definição vai demorar para chegar a Curitiba, ao menos com intensidade e qualidade de conteúdo. Embora anunciada para o segundo semestre de 2008, não esperem nada substancial antes do final de 2009. E os preços devem cair muito, inclusive dos conversores para a TV digital, sejam eles externos ou embutidos nos teevisores. É uma compra que só deve ser feita se a substituição de seu modelo atual for imprescindível.

Uma compra interessante são os gravadores de DVD, que já baixaram do patamar de R$ 400, sem HD interno, e os com HD já estão na faixa de R$ 1.000. Uma boa pedida para quem quer migrar suas imagens de vídeo VHS para DVD, ou mesmo gravar seus programas favoritos da TV.

Câmeras fotográficas estão bem mais em conta que no ano passado, e hoje o patamar mínimo de resolução é de 8 megapixels. Mas prefira câmeras que tenham lente de qualidade, como Nikor, Zeiss , Pentax ou Leica. Se você optar por uma superzoom, que tem zoom óptico maior que 8x, exija que ela venha com dispositivo de estabilização de imagem, para quando você estiver usando a lente como teleobjetiva. A partir de R$ 500, já existem boas opções. Mas aqui vão duas dicas: é bom ter bateria e cartão de memória de reserva, pois essas máquinas consomem energia e memória, ainda mais no modo de alta resolução.

E, no pós-Natal, espere por preços convidativos para Home-Theaters, desktops e filmadoras, além de telefones celulares. Que, aliás, já fazem de tudo, inclusive são bons tocadores de mp3 e alguns modelos têm câmeras digitais com resolução até de 5Mp e zoom óptico, o que pode ser uma boa aternativa às cãmeras digitais e aos players de música, até porque são subsidiados pelas operadoras de telefonia. Mas aí aparecem os celulares 3G, com acesso à internet de banda larga e aí... bem, aí já é outra história, boa para 2008.