No começo do ano, fiz uma postagem sobre o sucesso de vendas de Natal do Wii Fit, da Nintendo. Mas faltava falar um pouco mais sobre a inovadora plataforma, que conta com sensor de movimento, e isso faz a diferença.
Não conheço uma só pessoa que tenha experimentado o Wii Fit e não tenha gostado, mesmo os "gameófobos" e os cidadãos analógicos.
Quando o Fit está junto com o Wii Sports então, a coisa fica séria... Não dá para encostar o console, e o jeito é malhar, mesmo seja você um sedentário ou um rato de academia.
O que não dá para entender é a opção de relativa timidez da Nintendo no marketing desse fantástico produto. O que poderia ser uma arrancada feroz à liderança duradoura no segmento de consoles de jogos apenas serviu para reavivar a empresa japonesa, jururu que estava com o domínio alternado da Sony e da Microsoft, com o PlayStation e o XBox, respectivamente.
Mais que tudo, o Wii Fit abre uma enorme porta para um mundo novo, onde a poltrona decididamente cede seu espaço ao exercício físico, tão importante para uma geração majoritariamente de sedentários.
Mesmo com os preços abusivos do mercado nacional, o Wii Fit se paga em melhoria da qualidade de vida e economia nas mensalidades e no combustível para a academia. E se você tem programado viagem ao exterior, ele cabe em sua cota de US$ 500.
Mexa-se!
segunda-feira, 7 de junho de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Kindle, Barnes&Noble chegam no iPad. E de graça!
Estava em mais uma das minhas fases finais de testes do iPad quando fui agradavelmente surpreendido pelo aplicativo do Kindle disponível na AppStore, e de graça!
Quem tem ou pensa comprar um iPad, mas fica meio em dúvida por conta dos preços menores e da quantidade de títulos muito maior da Amazon, mas estava em dúvida, então, parodiando o Seu Kreiçon do Casseta e Planeta, "seus pobremas si acabário-si".
Tirando o por vezes incômodo brilho na tela do iPad, poder ter a convivência de duas das três maiores vendedoras de livros digitais, ou eBooks (a outra é a Barnes & Noble, que lançou o Nook para competir com o Kindle, da Amazon.
Mas... espere aí: será que não tem o acervo da B&N para o iPad? BINGO! Está lá, de graça também.
Então, em tese você tem o acervo das três principais vendedoras de livros digitais em seu iPad. Verdade que o leitor do acervo comprado na Amazon, que emula o Kindle, não tem os mesmos recursos do leitor nativo do iPad. O mesmo vale para o leitor da B&N, que, ainda por cima, no momento que escrevo, a versão disponibiulizada do software é feita para o iPhone, e, quando você usa o botão <X2>, que dobra a largura e altura da página e ocupa toda a tela do iPad, a definição das letras não é tão boa.
Fica claro que tanto a Amazon quanto a B&N apostam na estratégia de vender conteúdo (livros), e seus leitores de eBooks ficam no segundo plano. Reforça essa percepção o fato de que ambas disponibilizam gratuitamente o software de leitura de eBooks para as principais plataformas de smartphones e, por extensão, dos demais tablets que chegam ao mercado.
Conclusão para a noite: os leitores de livros digitais vieram para ficar, e serão quase todos na linha do iPad. Os concorrentes da Apple provavelmente terão sistemas operacionais da Microsoft (Windows) e do Google (Android).
Esperemos o acirramento da concorrência. Mas, de qualquer modo, mais uma vez a Apple dá o tom para um novo tipo de produto.
Boa leitura!
Quem tem ou pensa comprar um iPad, mas fica meio em dúvida por conta dos preços menores e da quantidade de títulos muito maior da Amazon, mas estava em dúvida, então, parodiando o Seu Kreiçon do Casseta e Planeta, "seus pobremas si acabário-si".
Tirando o por vezes incômodo brilho na tela do iPad, poder ter a convivência de duas das três maiores vendedoras de livros digitais, ou eBooks (a outra é a Barnes & Noble, que lançou o Nook para competir com o Kindle, da Amazon.
Mas... espere aí: será que não tem o acervo da B&N para o iPad? BINGO! Está lá, de graça também.
Então, em tese você tem o acervo das três principais vendedoras de livros digitais em seu iPad. Verdade que o leitor do acervo comprado na Amazon, que emula o Kindle, não tem os mesmos recursos do leitor nativo do iPad. O mesmo vale para o leitor da B&N, que, ainda por cima, no momento que escrevo, a versão disponibiulizada do software é feita para o iPhone, e, quando você usa o botão <X2>, que dobra a largura e altura da página e ocupa toda a tela do iPad, a definição das letras não é tão boa.
Fica claro que tanto a Amazon quanto a B&N apostam na estratégia de vender conteúdo (livros), e seus leitores de eBooks ficam no segundo plano. Reforça essa percepção o fato de que ambas disponibilizam gratuitamente o software de leitura de eBooks para as principais plataformas de smartphones e, por extensão, dos demais tablets que chegam ao mercado.
Conclusão para a noite: os leitores de livros digitais vieram para ficar, e serão quase todos na linha do iPad. Os concorrentes da Apple provavelmente terão sistemas operacionais da Microsoft (Windows) e do Google (Android).
Esperemos o acirramento da concorrência. Mas, de qualquer modo, mais uma vez a Apple dá o tom para um novo tipo de produto.
Boa leitura!
domingo, 16 de maio de 2010
A Perspectiva do Mundo Digital
Quando o tema é Tecnologia da Informação, logo vem à média das cabeças os computadores, as redes, a internet e os aplicativos mais populares. No mundo empresarial, os ERP, CRM e BI da vida vão dominar qualquer pesquisa de conhecimento e popularidade.
Mas a TI, que já foi Informática, Processamento de Dados e até mesmo Cérebro Eletrônico, muda bastante, em especial com a internet cada vez mais rápida e mais barata (OK, no Brasil ainda não é bem assim...), mudam alguns paradigmas.
Vamos lá: temos nas pontas um numero cada vez maior de dispositivos móveis, como os laptops, os smartphones e, mais recentemente, os tablets, hoje bem representados pelo iPad da Apple.
Se olharmos a demanda de tráfego da internet por pessoas físicas, o conteúdo majoritário é uma mistura de áudio, vídeo e fotos. Dados, como eram encarados à época dos mainframes, são minoritários, tanto em quantidade de transações quanto em volume de tráfego na internet.
Temos hoje alguns trilhões –sim, trilhões, mesmo- de endereços web, aqueles que começam por www. alguma coisa. E só o YouTube é responsável por algo como 20% de todos os bits que trafegam na internet.
Ou seja, nesse mundo digital do século 21, é fundamental prestar atenção para o conteúdo digital nos formatos mais utilizados –repetindo, áudio, vídeo e fotos- se queremos ter uma boa conexão pessoal ou corporativa com nosso público-alvo.
Não é tarefa trivial, se tiramos os 20% do YouTube e temos que competir, no “resto”, com trilhões de endereços www. Verdade parcial, pois podemos, dentre outras coisas, tirar proveito do próprio YouTube, mesmo com um www próprio.
Dê uma olhada no ranking dos sites mais populares do mundo em www.alexa.com. Não misture ranking de acesso com volume de tráfego na rede. Antes de ficar complexado, se você consegue ficar numa posição medida na faixa de “milhonésima”, seu site estará numa posição confortável, pois, abaixo disso, tem os que estão mil vezes abaixo, na faixa do “bilhonésimo” para, mil vezes abaixo disso, estar no “trilhonésimo”.
E você ainda pode dizer que, se seu público está no Brasil, dá para dividir isso por 50, pois 2% é a média da posição nossa no globo e, de novo, se sua meta é atingir uma cidade como Curitiba, então dá para dividir de novo por 50, que é a participação da cidade na população brasileira e aí estaremos na faixa dos “milésimos” colocados, o que é, rigorosamente, uma posição relativa em um classificado em um jornal de boa circulação, por exemplo.
Pouco? Então comece a fazer uma comunicação digital mais forte, seja para aumentar sua geografia, seja para melhorar sua posição no ranking. Use múltiplas mídias, inclusive as tradicionais. Pare e abra um jornal ou uma revista de grande circulação e veja os anúncios: 90%, no mínimo, dão um recado curto, de impacto, mesmo em página dupla, e chamam você para algum “www.ositedele.com.br”, mostrado que as formas de comunicação são complementares.
Dos 140 caracteres do Twitter ao vídeo de alta definição no YouTube, o trabalho de ser conhecido e de conhecer esse mundo digital, nada pode ser descartado ou minimizado.
Isso não quer dizer que, do ponto de vista de uma empresa, os ERP, CRM e BI devem ficar em segundo plano. Ao contrário, eles são a base de uma plataforma de gestão que podem dar maior agilidade e confiabilidade às ações empresariais voltadas ao seu mercado.
Falando nisso, se você chegou até aqui e quer dar sua opinião, escreva seu comentário e polemize.
O fato é que sua comunicação pessoal ou corporativa passa cada vez mais pelos sons e imagens. É assim que os humanos se comunicam naturalmente, e é assim que a moderna tecnologia digital dá as oportunidades neste ano de 2010.
Aproveite-as!
Mas a TI, que já foi Informática, Processamento de Dados e até mesmo Cérebro Eletrônico, muda bastante, em especial com a internet cada vez mais rápida e mais barata (OK, no Brasil ainda não é bem assim...), mudam alguns paradigmas.
Vamos lá: temos nas pontas um numero cada vez maior de dispositivos móveis, como os laptops, os smartphones e, mais recentemente, os tablets, hoje bem representados pelo iPad da Apple.
Se olharmos a demanda de tráfego da internet por pessoas físicas, o conteúdo majoritário é uma mistura de áudio, vídeo e fotos. Dados, como eram encarados à época dos mainframes, são minoritários, tanto em quantidade de transações quanto em volume de tráfego na internet.
Temos hoje alguns trilhões –sim, trilhões, mesmo- de endereços web, aqueles que começam por www. alguma coisa. E só o YouTube é responsável por algo como 20% de todos os bits que trafegam na internet.
Ou seja, nesse mundo digital do século 21, é fundamental prestar atenção para o conteúdo digital nos formatos mais utilizados –repetindo, áudio, vídeo e fotos- se queremos ter uma boa conexão pessoal ou corporativa com nosso público-alvo.
Não é tarefa trivial, se tiramos os 20% do YouTube e temos que competir, no “resto”, com trilhões de endereços www. Verdade parcial, pois podemos, dentre outras coisas, tirar proveito do próprio YouTube, mesmo com um www próprio.
Dê uma olhada no ranking dos sites mais populares do mundo em www.alexa.com. Não misture ranking de acesso com volume de tráfego na rede. Antes de ficar complexado, se você consegue ficar numa posição medida na faixa de “milhonésima”, seu site estará numa posição confortável, pois, abaixo disso, tem os que estão mil vezes abaixo, na faixa do “bilhonésimo” para, mil vezes abaixo disso, estar no “trilhonésimo”.
E você ainda pode dizer que, se seu público está no Brasil, dá para dividir isso por 50, pois 2% é a média da posição nossa no globo e, de novo, se sua meta é atingir uma cidade como Curitiba, então dá para dividir de novo por 50, que é a participação da cidade na população brasileira e aí estaremos na faixa dos “milésimos” colocados, o que é, rigorosamente, uma posição relativa em um classificado em um jornal de boa circulação, por exemplo.
Pouco? Então comece a fazer uma comunicação digital mais forte, seja para aumentar sua geografia, seja para melhorar sua posição no ranking. Use múltiplas mídias, inclusive as tradicionais. Pare e abra um jornal ou uma revista de grande circulação e veja os anúncios: 90%, no mínimo, dão um recado curto, de impacto, mesmo em página dupla, e chamam você para algum “www.ositedele.com.br”, mostrado que as formas de comunicação são complementares.
Dos 140 caracteres do Twitter ao vídeo de alta definição no YouTube, o trabalho de ser conhecido e de conhecer esse mundo digital, nada pode ser descartado ou minimizado.
Isso não quer dizer que, do ponto de vista de uma empresa, os ERP, CRM e BI devem ficar em segundo plano. Ao contrário, eles são a base de uma plataforma de gestão que podem dar maior agilidade e confiabilidade às ações empresariais voltadas ao seu mercado.
Falando nisso, se você chegou até aqui e quer dar sua opinião, escreva seu comentário e polemize.
O fato é que sua comunicação pessoal ou corporativa passa cada vez mais pelos sons e imagens. É assim que os humanos se comunicam naturalmente, e é assim que a moderna tecnologia digital dá as oportunidades neste ano de 2010.
Aproveite-as!
quinta-feira, 13 de maio de 2010
iPad 3G: Boa Novidade no Mercado Digital - Parte 1
Pois é. Acabei comprando um iPad 3G no dia do lançamento, na loja da Apple, em Aventura, FL. Entrei na fila, vi o show de marketing preparado com esmero e levei-o para o hotel. Brinquei um pouco com ele, durante o resto da viagem, mas sem muito empenho. Na volta, passei na alfândega e declarei a compra, pagando pouco mais de R$ 200 de impostos.
Mas foi assim: Fila para entrar na loja, fila para habilitar o iPad, fila para marcar um workshop para iniciantes. Tudo muito bem pensado para criar agito. Olhem só a fila da habilitação, eu no canto direito, com uns seis à minha frente, só nessa bancada:
A campanha de lançamento do produto foi um show de bola! Recomendo ver as apresentações do iPad e os comerciais. Destaco esse: http://www.apple.com/ipad/gallery/#ad . E o sucesso parece estar garantido. O início das vendas teve uma curva de crescimento 4 vezes maior do que a do iPhone, outra grande sacada da Apple.
De volta ao Brasil, fiz um teste de stress no produto, e cheguei a conclusões interessantes, que partilho aqui com meus amigos leitores.
Para começar: quem pensar num iPad como substituto do smartphone ou do laptop vai se frustrar. Ele não está em nenhuma dessas categorias. O iPad é muito bom para ver videos, fotos, livros, acessar a internet e muito prático para carregar. E a bateria dura bastante, entre cargas. Uso pesado e intenso não chega a drená-la em um dia.
Como ele não tem portas USB, Firewire ou HDMI, a forma de conexão principal com outros dispositivos é a internet ou então o iTunes. Quem tem outros produtos Apple vai ter muita facilidade de desfrutar o iPad.
Aos detalhes:
Ergonomia, aspecto e facilidade de uso: Pontos altos! É tudo muito intuitivo. Pude selar essa impressão ao dividir o iPad com meus netos pequenos. Zero de aprendizado, é pegar e sair usando. A tela sensível ao toque é espetacular. Pena que o reflexo seja elevado e com um pouquinho de uso, ela retenha a gordura dos dedos, mesmo com um tratamento repelente especial. Nitidez, contraste e brilho são os conhecidos dos produtos Apple.
3G: Embora o iPad seja vendido desbloqueado, ele tem um micro SimCard que não é usado pelas operadoras brasileiras, no momento desta postagem. Assim, aqueles pioneiros compradores do iPad 3G não vão poder utilizá-lo no Brasil para conexão via rede celular. Existem algumas gambiarras que prometem resolver o assunto, mas eu acredito que a operadora que sair na frente com a homologação de um Micro SimCard para o iPad vai pegar um nicho do mercado muito interessante.
Equilíbrio técnico: A Apple lançou um processador específico para o iPad, o A4, que trabalha com voltagens baixas e é econômico no uso de energia. Daí a durabilidade da caga da bateria, mas a velocidade do processador não é lá essas coisas, ainda mais em aplicativos mais pesados ou quando a memória flash está muito carregada. Aliás, o máximo e memória Flash, sem possibilidades de expansão, é 64Gb, o que pode ser um limitador para quem está acostumado a guardar muita coisa em seus dispositivos digitais. Mas, ed um modo geral, o iPad é muito equilibrado tecnicamente. Ele parce ter sido projetado para ser mmuito fácil de usar, com poucas opções de configuração (basicamente, WiFi ou WiFi+3G e três tamanhos de memória Flash: 16, 3 e 64 Gb.
O dilema da briga com a Adobe: a imensa maioria dos sites da internet que usam de animação usam a tecnologia Flash da Adobe (nada a ver com a memória Flash), e não houve acordo, ou interesse das partes em licenciar a tecnologia para rodar nos produtos Apple. Isso não é privilégio do iPad, mas não se surpreenda, ao acessar a internet, se alguns de seus sites favoritos não exibirem imagens que você está acostumado. A Apple aposta no declínio do Flash, e a Adobe insiste. Nessa queda de braços, eu aposto no padrão HTML5, que torna o Flash irrelevante. Mas, durante um bom tempo, os Mac, iPhone, iPod e iPad conviverão com essa limitação.
Teclado virtual: muito bom, com excelente sensibilidade, fácil de usar. Mas não é algo para uso intensivo. Colocando em termos relativos: se um bom teclado de computador merece um 10 e um bom teclado de smartphone vale um 3, o teclado virtual do iPad poderia ganhar um 6.
Áudio: surpreendente a qualidade do áudio nativo do iPad. Nem parece ter micro altofalantes. E o microfone embutido capta sinais de áudio com extrema competência. Dá para ouvir músicas do iTunes sem fones de ouvido com relativo prazer. Mas, para ficar melhor, use um bom fone de ouvido ou ligue-o a um bom dispositivo externo.
Vídeo: A tela de 9,7" do iPad exibe imagens de execelente qualidade, e sua resolução Full HD permite exibir filmes de alta definição. Para quem tem banda larga e pode acessar videos HD, dá para conectar o iPad na TV grande e exibir filmes no padrão da TV digital. Mas falta a webcam, para poder usar um Skype com vídeo, por exemplo. Acho que, com a versão 4 do sistema operacional, que virá no final deste ano, deve vir uma nova versão do iPad com câmera de vídeo embutida.
iBookStore e iBook: Comparativamente à Amazon (Kindle) e Barnes&&Noble, a Apple entra nesse mercado de livros digitais com cerca de 10% da quantidade de títulos dos concorrentes. E, na média, os títulos são mais caros. E, em qualquer opção, a maioria dos títulos está em inglês. Mas o iPad tem a vantagem das cores, coisa útil para livros infantis, jornais e revistas, por exemplo. Meio que compensa o excesso de reflexo da tela do iPad. E no iPad, o livro digital é mais uma de suas múltiplas funcionalidades, enquanto que o Kindle e o Nook são unifunção.
====
Mais iPad 3G nas próximas postagens.
Mas foi assim: Fila para entrar na loja, fila para habilitar o iPad, fila para marcar um workshop para iniciantes. Tudo muito bem pensado para criar agito. Olhem só a fila da habilitação, eu no canto direito, com uns seis à minha frente, só nessa bancada:
A campanha de lançamento do produto foi um show de bola! Recomendo ver as apresentações do iPad e os comerciais. Destaco esse: http://www.apple.com/ipad/gallery/#ad . E o sucesso parece estar garantido. O início das vendas teve uma curva de crescimento 4 vezes maior do que a do iPhone, outra grande sacada da Apple.
De volta ao Brasil, fiz um teste de stress no produto, e cheguei a conclusões interessantes, que partilho aqui com meus amigos leitores.
Para começar: quem pensar num iPad como substituto do smartphone ou do laptop vai se frustrar. Ele não está em nenhuma dessas categorias. O iPad é muito bom para ver videos, fotos, livros, acessar a internet e muito prático para carregar. E a bateria dura bastante, entre cargas. Uso pesado e intenso não chega a drená-la em um dia.
Como ele não tem portas USB, Firewire ou HDMI, a forma de conexão principal com outros dispositivos é a internet ou então o iTunes. Quem tem outros produtos Apple vai ter muita facilidade de desfrutar o iPad.
Aos detalhes:
Ergonomia, aspecto e facilidade de uso: Pontos altos! É tudo muito intuitivo. Pude selar essa impressão ao dividir o iPad com meus netos pequenos. Zero de aprendizado, é pegar e sair usando. A tela sensível ao toque é espetacular. Pena que o reflexo seja elevado e com um pouquinho de uso, ela retenha a gordura dos dedos, mesmo com um tratamento repelente especial. Nitidez, contraste e brilho são os conhecidos dos produtos Apple.
3G: Embora o iPad seja vendido desbloqueado, ele tem um micro SimCard que não é usado pelas operadoras brasileiras, no momento desta postagem. Assim, aqueles pioneiros compradores do iPad 3G não vão poder utilizá-lo no Brasil para conexão via rede celular. Existem algumas gambiarras que prometem resolver o assunto, mas eu acredito que a operadora que sair na frente com a homologação de um Micro SimCard para o iPad vai pegar um nicho do mercado muito interessante.
Equilíbrio técnico: A Apple lançou um processador específico para o iPad, o A4, que trabalha com voltagens baixas e é econômico no uso de energia. Daí a durabilidade da caga da bateria, mas a velocidade do processador não é lá essas coisas, ainda mais em aplicativos mais pesados ou quando a memória flash está muito carregada. Aliás, o máximo e memória Flash, sem possibilidades de expansão, é 64Gb, o que pode ser um limitador para quem está acostumado a guardar muita coisa em seus dispositivos digitais. Mas, ed um modo geral, o iPad é muito equilibrado tecnicamente. Ele parce ter sido projetado para ser mmuito fácil de usar, com poucas opções de configuração (basicamente, WiFi ou WiFi+3G e três tamanhos de memória Flash: 16, 3 e 64 Gb.
O dilema da briga com a Adobe: a imensa maioria dos sites da internet que usam de animação usam a tecnologia Flash da Adobe (nada a ver com a memória Flash), e não houve acordo, ou interesse das partes em licenciar a tecnologia para rodar nos produtos Apple. Isso não é privilégio do iPad, mas não se surpreenda, ao acessar a internet, se alguns de seus sites favoritos não exibirem imagens que você está acostumado. A Apple aposta no declínio do Flash, e a Adobe insiste. Nessa queda de braços, eu aposto no padrão HTML5, que torna o Flash irrelevante. Mas, durante um bom tempo, os Mac, iPhone, iPod e iPad conviverão com essa limitação.
Teclado virtual: muito bom, com excelente sensibilidade, fácil de usar. Mas não é algo para uso intensivo. Colocando em termos relativos: se um bom teclado de computador merece um 10 e um bom teclado de smartphone vale um 3, o teclado virtual do iPad poderia ganhar um 6.
Áudio: surpreendente a qualidade do áudio nativo do iPad. Nem parece ter micro altofalantes. E o microfone embutido capta sinais de áudio com extrema competência. Dá para ouvir músicas do iTunes sem fones de ouvido com relativo prazer. Mas, para ficar melhor, use um bom fone de ouvido ou ligue-o a um bom dispositivo externo.
Vídeo: A tela de 9,7" do iPad exibe imagens de execelente qualidade, e sua resolução Full HD permite exibir filmes de alta definição. Para quem tem banda larga e pode acessar videos HD, dá para conectar o iPad na TV grande e exibir filmes no padrão da TV digital. Mas falta a webcam, para poder usar um Skype com vídeo, por exemplo. Acho que, com a versão 4 do sistema operacional, que virá no final deste ano, deve vir uma nova versão do iPad com câmera de vídeo embutida.
iBookStore e iBook: Comparativamente à Amazon (Kindle) e Barnes&&Noble, a Apple entra nesse mercado de livros digitais com cerca de 10% da quantidade de títulos dos concorrentes. E, na média, os títulos são mais caros. E, em qualquer opção, a maioria dos títulos está em inglês. Mas o iPad tem a vantagem das cores, coisa útil para livros infantis, jornais e revistas, por exemplo. Meio que compensa o excesso de reflexo da tela do iPad. E no iPad, o livro digital é mais uma de suas múltiplas funcionalidades, enquanto que o Kindle e o Nook são unifunção.
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Mais iPad 3G nas próximas postagens.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
iPad 3G: Promissor, mas a concorrência vem de onde menos se espera
Finalmente chegou ao mercado -norteamericano, por enquanto- o iPad 3G, que permite seu uso em qualquer lugar onde haja conexão à internet pela operadora de celular. Na loja da Apple em Aventura, Florida, mais de 400 pessoas estavam na fila, antes das 17horas (foto), para serem os primeiros a comprar (máximo de 2 iPads por pessoa)
Até então limitada com o iPhone a planos de fidelização com as operadoras -aqui nos Estados Unidos só com a AT&T- a Apple oferece o iPad 3G desbloqueado, ou quase. Basta fazer um contrato com qualquer operadora e colocar um Micro SimCard no aparelho que você sai navegando de um jeito bem bacana e fácil.
Realmente o tablet da Apple é extremamente atraente para navegação na internet, vídeos e fotos. A tela touch-screen é excelente, embora, como todas da Apple, com ium pouco de reflexo demais, o que desfavorece a função de leitura de livros digitais, quando comparado com os produtos da Amazon (Kindle) e Nook (da Barnes&Noble). Claro que vantagem das cores pode compensar o reflexo, mas, além disso, na data do lançamento, somente 40.000 títulos estavam à venda, algo como 10% dos concorrentes.
E no Brasil?
Hoje, o iPad 3G vai funcionar igualzinho ao iPad Wifi, pois as operadoras brasileiras dizem não ter suporte para o Micro Sim Card. Cada uma dá uma versão diferente, tipo "não está em nossos planos", ou "no momento, estamos apenas estudando".
É óbvio que as operadoras não vão divulgar suas estratégias para o iPad, mas parece razoável que elas esperem um pouco para ver como posicionar o produto no mercado brasileiro para tomar uma decisão. Quem sair na frente, no entanto, é capaz de abiscoitar uma importante parcela de mercado que, embora não gigantesca, representa usuários que pagam mais pelo uso, ou seja, dão margens maiores.
Mas aqui nos Estados Unidos, a concorrência vem de onde menos se imaginava, das próprias operadoras. A Sprint lança no mercado sua rede 4G, que promete ser até 10m vezes mais rápida que a 3G, exatamente a que dá o sobrenome ao mais novo produto da Apple.
Com isso, o mercado para dispositivos móveis com acesso a internet de alta velocidade vai decolar, e exigir adaptações de produtos. Como está no forno o iPhone 4G, é razoável especular que o iPad 3G seja um mero trampolim para um futuro e não tão distante iPad 4G, usando uma versão mais avançada do sistema operacional a ser lançado ainda este ano, o OS4.
Mas ele não será o tão sonhado Snow Leopard, que faz a alegria dos aficcionados no Mac, até por limitações do processador, que a Apple decidiu apostar em tecnologia própria no iPad, contrastando fortemente com o bem sucedido abandono do PowerPC em favor dos chips Intel, que ajudaram a alavancar os Mac para novos patamares de sucesso.
Parece confuso? E é mesmo! Decididamente, o que tanto diferenciou a Apple em lançamentos anteriores -o Fator Surpresa- está um tanto tímido, no caso do iPad. A concorrência vem feroz, o que é bom para nós, usuários.
Mas chegar ao extremo de dizer que o iPad nada mais é do que um iPhonão é simplificar uma análise séria. E dá para antecipar que uma nova versão do iPad chegue em menos de um ano ao mercado com webcam, por exemplo, por conta das funcionalidades multitarefas do OS4.
Na fila das compras da loja da Apple do dia 30, encontrei um empresário brasileiro do ramo de móveis já comprando seus iPad para fazer um teste com o produto para seus vendedores.
Assim, dá para imaginar que o iPad possa conquistar também importantes nichos de mercado no mundo corporativo, inclusive nas pequenas e médias empresas.
A conferir.
Até então limitada com o iPhone a planos de fidelização com as operadoras -aqui nos Estados Unidos só com a AT&T- a Apple oferece o iPad 3G desbloqueado, ou quase. Basta fazer um contrato com qualquer operadora e colocar um Micro SimCard no aparelho que você sai navegando de um jeito bem bacana e fácil.
Realmente o tablet da Apple é extremamente atraente para navegação na internet, vídeos e fotos. A tela touch-screen é excelente, embora, como todas da Apple, com ium pouco de reflexo demais, o que desfavorece a função de leitura de livros digitais, quando comparado com os produtos da Amazon (Kindle) e Nook (da Barnes&Noble). Claro que vantagem das cores pode compensar o reflexo, mas, além disso, na data do lançamento, somente 40.000 títulos estavam à venda, algo como 10% dos concorrentes.
E no Brasil?
Hoje, o iPad 3G vai funcionar igualzinho ao iPad Wifi, pois as operadoras brasileiras dizem não ter suporte para o Micro Sim Card. Cada uma dá uma versão diferente, tipo "não está em nossos planos", ou "no momento, estamos apenas estudando".
É óbvio que as operadoras não vão divulgar suas estratégias para o iPad, mas parece razoável que elas esperem um pouco para ver como posicionar o produto no mercado brasileiro para tomar uma decisão. Quem sair na frente, no entanto, é capaz de abiscoitar uma importante parcela de mercado que, embora não gigantesca, representa usuários que pagam mais pelo uso, ou seja, dão margens maiores.
Mas aqui nos Estados Unidos, a concorrência vem de onde menos se imaginava, das próprias operadoras. A Sprint lança no mercado sua rede 4G, que promete ser até 10m vezes mais rápida que a 3G, exatamente a que dá o sobrenome ao mais novo produto da Apple.
Com isso, o mercado para dispositivos móveis com acesso a internet de alta velocidade vai decolar, e exigir adaptações de produtos. Como está no forno o iPhone 4G, é razoável especular que o iPad 3G seja um mero trampolim para um futuro e não tão distante iPad 4G, usando uma versão mais avançada do sistema operacional a ser lançado ainda este ano, o OS4.
Mas ele não será o tão sonhado Snow Leopard, que faz a alegria dos aficcionados no Mac, até por limitações do processador, que a Apple decidiu apostar em tecnologia própria no iPad, contrastando fortemente com o bem sucedido abandono do PowerPC em favor dos chips Intel, que ajudaram a alavancar os Mac para novos patamares de sucesso.
Parece confuso? E é mesmo! Decididamente, o que tanto diferenciou a Apple em lançamentos anteriores -o Fator Surpresa- está um tanto tímido, no caso do iPad. A concorrência vem feroz, o que é bom para nós, usuários.
Mas chegar ao extremo de dizer que o iPad nada mais é do que um iPhonão é simplificar uma análise séria. E dá para antecipar que uma nova versão do iPad chegue em menos de um ano ao mercado com webcam, por exemplo, por conta das funcionalidades multitarefas do OS4.
Na fila das compras da loja da Apple do dia 30, encontrei um empresário brasileiro do ramo de móveis já comprando seus iPad para fazer um teste com o produto para seus vendedores.
Assim, dá para imaginar que o iPad possa conquistar também importantes nichos de mercado no mundo corporativo, inclusive nas pequenas e médias empresas.
A conferir.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
iPad WiFi: "Test-Drive" em Miami
Neste sábado, 24, tive a oportunidade de fazer um test-drive em um iPad Wifi de 32Gb e... tive sensações mistas, que gostaria de compartilhar com meus amigos e amigas.
Antes de mais nada, confesso meu viés de preferência por produtos da Apple. E ao ver a Apple Store em Aventura, vi que a turma de Cupertino sabe o que faz, e com um movimento incrível de gente testando e comprando de tudo.
Mas o iPad, então, que eu previra antes que seria um sucesso total, e até ataquei os céticos, me deixou pensativo... Não quanto ao eventual fracasso do produto, mas vendo e testando ao vivo, que milagres ainda não estão na lista de produções de Steve Jobs.
O iPad é um pouco mais pesado do que eu imaginava, e com seu peso mais para o de um netbook do que para um Kindle ou um Nook, sua função para livros eletrônicos sobressai apenas pela função de cores, que os concorrentes não têm. A tela com iluminação traseira por LEDs é muito boa, mas sua superfície de vidro pode trazer reflexos indesejados para leitura, por exemplo, na luz do sol, e cansaço visual para leitura com pouca luz. Pena também que hajam ainda poucos títulos disponíveis, algo como 10% do que tem a Amazon.
Mas, para vídeos ele é extremamente competente e deve agradar os jovens. Também a exibicão de albuns de fotos é das melhores da indústria, contando com bons aplicativos de edição básica.
Os aplicativos do iPhone funcionam quase todos muito bem, ao menos os mais populares e óbvios. só que muitos deles sõ projetados para o telefone, e o iPad Wifi não tem capacidade de comunicação por voz.
Muitos criticam a falta da câmera, para fotos e video-conferência. Eu compro a segunda parte da crítica, pois seria bom fazer video conferências com o Skype como se faz em um bom laptop. Mas sair andando com um iPad para tirar fotos, só para lambe-lambes nostálgicos, se é que alguém que for ler essa postagem jamais vu algum.
O principal ponto fraco do iPad WiFi, no entanto, é que ele só funciona sob os cones de sinal de hotspots com acesso à internet. Isso é bom se você vai andar pouco com o iPad. O modelo 3G supera essa deficiência, e sua disponibilidade já a partir de sexta, 30/4 (com longas filas, por suposto), deve colocar o modelo WiFi num plano inferior. Imagino que a Apple deva mesmo promover algum desconto para esses modelos, e devolução da diferença paga pelos quase 1.000.000 de "early adopters" que já deixaram sua graninha nas lojas e na internet.
O preço de $499, $599 e $699 dos modelos WiFi parece não haver assustado os compradores. Isso valeu já mais de $500 milhões de receita em poucas semanas, o que não é desprezível.
Eu pensava em comprar um iPad Wifi. Mas como o 3G vai chegar sem necessidade de vínculo com a operadora, ou seja, seu preço não inclui atrelamento com planos subsidiados, acho que ele vai pegar mais do que o seu irmão pioneiro.
Arrisco dizer, sem ter visto, que o iPad 3G vai ser comprado pela maioria dos que se interessarem por essa proposta de um tablet. É esperar para ver.
Falando em esperar, faltou também ao iPad o sistema operacional 4G, já disponível para o iPhone, que, dentre outras vantagens, permite a abertura de mais de uma tarefa simultânea. Ficou para mais tarde, e será necessária uma atualização, que deve ocorrer sem traumas.
Ainda volto a falar do iPad daqui dos Estados Unidos, talvez na virada de abril para maio, com as notícias quentes do lançamento do iPad3G.
Antes de mais nada, confesso meu viés de preferência por produtos da Apple. E ao ver a Apple Store em Aventura, vi que a turma de Cupertino sabe o que faz, e com um movimento incrível de gente testando e comprando de tudo.
Mas o iPad, então, que eu previra antes que seria um sucesso total, e até ataquei os céticos, me deixou pensativo... Não quanto ao eventual fracasso do produto, mas vendo e testando ao vivo, que milagres ainda não estão na lista de produções de Steve Jobs.
O iPad é um pouco mais pesado do que eu imaginava, e com seu peso mais para o de um netbook do que para um Kindle ou um Nook, sua função para livros eletrônicos sobressai apenas pela função de cores, que os concorrentes não têm. A tela com iluminação traseira por LEDs é muito boa, mas sua superfície de vidro pode trazer reflexos indesejados para leitura, por exemplo, na luz do sol, e cansaço visual para leitura com pouca luz. Pena também que hajam ainda poucos títulos disponíveis, algo como 10% do que tem a Amazon.
Mas, para vídeos ele é extremamente competente e deve agradar os jovens. Também a exibicão de albuns de fotos é das melhores da indústria, contando com bons aplicativos de edição básica.
Os aplicativos do iPhone funcionam quase todos muito bem, ao menos os mais populares e óbvios. só que muitos deles sõ projetados para o telefone, e o iPad Wifi não tem capacidade de comunicação por voz.
Muitos criticam a falta da câmera, para fotos e video-conferência. Eu compro a segunda parte da crítica, pois seria bom fazer video conferências com o Skype como se faz em um bom laptop. Mas sair andando com um iPad para tirar fotos, só para lambe-lambes nostálgicos, se é que alguém que for ler essa postagem jamais vu algum.
O principal ponto fraco do iPad WiFi, no entanto, é que ele só funciona sob os cones de sinal de hotspots com acesso à internet. Isso é bom se você vai andar pouco com o iPad. O modelo 3G supera essa deficiência, e sua disponibilidade já a partir de sexta, 30/4 (com longas filas, por suposto), deve colocar o modelo WiFi num plano inferior. Imagino que a Apple deva mesmo promover algum desconto para esses modelos, e devolução da diferença paga pelos quase 1.000.000 de "early adopters" que já deixaram sua graninha nas lojas e na internet.
O preço de $499, $599 e $699 dos modelos WiFi parece não haver assustado os compradores. Isso valeu já mais de $500 milhões de receita em poucas semanas, o que não é desprezível.
Eu pensava em comprar um iPad Wifi. Mas como o 3G vai chegar sem necessidade de vínculo com a operadora, ou seja, seu preço não inclui atrelamento com planos subsidiados, acho que ele vai pegar mais do que o seu irmão pioneiro.
Arrisco dizer, sem ter visto, que o iPad 3G vai ser comprado pela maioria dos que se interessarem por essa proposta de um tablet. É esperar para ver.
Falando em esperar, faltou também ao iPad o sistema operacional 4G, já disponível para o iPhone, que, dentre outras vantagens, permite a abertura de mais de uma tarefa simultânea. Ficou para mais tarde, e será necessária uma atualização, que deve ocorrer sem traumas.
Ainda volto a falar do iPad daqui dos Estados Unidos, talvez na virada de abril para maio, com as notícias quentes do lançamento do iPad3G.
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sexta-feira, 16 de abril de 2010
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quinta-feira, 15 de abril de 2010
Usando Tecnologia Para Apagar Lampiões
Na virada do século 19 para o século 20, as cidades brasileiras começavam a ganhar iluminação elétrica nas ruas, substituindo os poéticos mas malcheirosos lampiões a gás ou querosene. Acabavam também os empregos dos acendedores desses lampiões, sem contar as românticas paqueras que faziam às domésticas.
Como o movimento sindical começava a engatinhar, houve pressão junto ao governo e às empresas para suspender a iluminação elétrica, por conta da legião de acendedores que seriam desempregados, deixando milhares de famílias sem pão.
Mais tarde, nos meados do século, apareceu o telefone com disco, que dispensava as telefonistas nas ligações locais. Nos anos 70, com a disseminação do DDD e do DDI, nem mesmo ligações interurbanas e internacionais precisavam de intermediárias humanas para completá-las.
Quando chegaram os computadores, a idéia era que, como “tudo que puder ser automatizado, será”, então milhões de empregos evaporariam.
Chegando a 2010, vemos que esses postos de trabalho deixaram –felizmente- de existir, ou migraram para outras formas, como, por exemplo, os milhões de operadores de call-centers que nos atormentam a vida e que não existiriam se não fossem os computadores e as comunicações automatizadas.
O número de empregos cresceu sempre com o avanço da tecnologia. Os reacionários contestadores da Revolução Industrial na Inglaterra do século 18 ficariam pasmos se pudessem antever o que ocorre nos dias de hoje.
Assim, falham redondamente desde sempre os analistas-profetas que baseiam suas predições na linearização do futuro em cima das condições do passado e do presente. Nada a ver...
Toda essa longa introdução é para mostrar que, via de regra, erramos ao projetar o futuro e traçar estratégias pessoais, profissionais e empresariais baseadas naquilo que já conhecemos ou no que o concorrente vem fazendo.
As grandes mudanças que transformaram o mundo não foram projetadas para tal. Um exemplo disso é a internet, que foi concebida como uma rede alternativa para o sistema de defesa norte-americano nos anos 60, dado o receio dos chefes militares de uma sabotagem dos inimigos soviéticos no sistema comercial de telecomunicações. Quando ela se espalhou e ficou muito cara e ociosa, houve a decisão de abri-la ao mercado. O resto é história que pode ser checada na Wikipedia ou buscando as palavras-chave no Google.
Dois exemplos tecnológicos que valem a pena comentar para melhor ilustrar o ponto: Na década de 40, o presidente da IBM, Thomas Watson dizia que haveria um mercado global para, talvez, cinco computadores; nos anos 90, quando projetada a rede celular do Paraná, a estimativa dos técnicos era que mercado não comportaria mais que 5.000 aparelhos habilitados. Sem comentários.
Eu vejo, no mundo corporativo, um excesso de preocupação com a modernização de processos e projetos baseados na realidade pré-TI. Não que usar computadores e internet seja uma furada, na maioria dos casos, mas o retorno sobre o investimento demora muito mais do que se imagina, muitas vezes criando não mais que uma camada adicional de burocracia com mais custos.
Poucos são os que pensam em inovar seus negócios com os recursos existentes da tecnologia da informação. Inovar de forma transformadora. Para provar esse ponto, basta pegar o ranking das maiores empresas globais ou brasileiras de 2009 e compará-las com as de 1999 e 1989, só para ficar nas duas últimas décadas. A brutal modificação dos nomes, dos ramos de atividade e da sede das empresas dá o que pensar.
Sem querer sugerir que caminhos tomar, pois se eu os conhecesse já os teria trilhado, mas será que não há uma atitude dos empresários de 2010 muito semelhante à dos acendedores dos lampiões de rua de um século atrás, enxergando só o retrovisor e não o que está à frente?
Pense nisso, ao planejar seus investimentos em tecnologia. Olhe o ranking das empresas como sugeri acima e pense de novo.
Acender e apagar lampiões empresariais em pleno século 21 é atraso de vida...
terça-feira, 13 de abril de 2010
Televisores para a Copa, boa pedida, bons preços
Quem está "de olho" (literalmente) em um televisor de LCD, Plasma ou LED para assistir a Copa em alta definição, ou para dar de presente no Dia das Mães, acredite: a hora é agora.
Os preços estão convidativos, e, numa faixa preoxima dos R$ 2.000 (para mais ou para menos), você pode ter um bom produto em casa. Ouça a entrevista que dei ao Marcos Tosi, da CBN, sobre o tema.
Como as opções são muitas, vou tentar resumir como proceder para ter algo de valor em casa:
Boas compras!
Os preços estão convidativos, e, numa faixa preoxima dos R$ 2.000 (para mais ou para menos), você pode ter um bom produto em casa. Ouça a entrevista que dei ao Marcos Tosi, da CBN, sobre o tema.
Como as opções são muitas, vou tentar resumir como proceder para ter algo de valor em casa:
- A opção Full HD, que assegura a recepção de sinais em 1080p, o padrão máximo da TV digital brasileira assegura a imagem com a melhor definição possível
- Um aparelho com o conversor digital embutido evita uma caixinha adicional que custa uns R$ 250 em média, sem contar a fiozarada que precisa para conectá-lo. O conversor de sinal digital assegura a recepcão das emissoras de TV aberta em alta definição, desde que com a antena adequada.
- O aparelho deve ter no mínimo duas entradas HDMI, uma para um disc-player BluRay, outra para um set-top de uma operadora de TV por assinatura.
- Como esses televisores são fininhos e vão bem em uma parede, é bom que tenha conectores laterais para uso eventual, como mais uma porta HDMI, uma USB, uma video-composto e uma video-componente. Assim você poderá conectar a câmera fotográfica, a filmadora, o laptop ou praticamente qualquer dispositivo digital
- Veja se você consegue no pacote o suporte de parede para seu televisor. Isso economiza uns R$ 200
- A instalação deve ser feita por uma assistência técnica autorizada pelo fabricante
- Pense na opção de uma garantia estendida, normalmente oferecida pela loja. Pode valer a pena para um produto com uma expectativa de bom uso por mais de uma década
- E não se esqueça de ver se o que está dentro de suas expectativas é coerente com seu bolso. Não é um inestimento tão pequeno e, às vezes, uns extras como acesso a internet para ver videos do YouTube podem jogar o preço para cima e não valem o que você vai usar
- E, antes de fechar negócio, veja como anda o preço em outras lojas físicas ou virtuais. A melhor época do mês para comprar é no final do mês, quando os lojstas já cumpriram suas metas de margem de lucro e precisam fechar os volumes de venda. Também existem alguns produtos bem em conta nos finais de semana, especialmente para compras pela internet.
Boas compras!
sábado, 3 de abril de 2010
Chegou o iPad
O iPad, o slate computer da Apple, finalmente está nas lojas nos Estados Unidos a partir de hoje, em sua versão WiFi. A versão WiFi + 3G chega no final do mês. No Brasil, a expectativa de disponibilidade é lá para o final de maio. Mas, afinal, vale a pena?
John Sutter, blogueiro da CNN que teve acesso ao iPad antes do lançamento, escreve um interessante tutorial sobre as 12 coisas que você deve saber antes de comprar um iPad (em inglês).
Como eu esperava, o produto vai ter sua prova de fogo no segmento dos livros digitais, onde concorre com o Kindle, da Amazon, e o Nook, da Barnes&Noble, ambos mais baratos. Já está lançada a briga dos prós (tela colorida, acelerômetro, 140.000 aplicativos do iPhone) e contras (a tecnologia eInk é superior à do iPad, a bateria não pode ser trocada), só para começar...
Mas inegavelmente o iPad chega com forte apelo aos estudantes, pois o mercado de livros digitais está em alta e os aplicativos do iPhone/iPod vão funcionar direto no iPad, além de exibir fotos e vídeos e tocar músicas com a qualidade que a Apple criou para liderar o mercado.
Um ponto que continua a dar razão aos críticos ferozes e sustos aos desavisados usuários é que o iPad também não vai rodar o Flash, da Adobe, disparado o mais popular e melhor exibidor de vídeos na internet. Os otimistas acreditam que o mercado vai rapidamente migrar para o padrão HTML5, que dispensa um player proprietário, com o Flash, mas eu vejo que esse dia ainda vai demorar um bom par de anos, embora seja inevitável.
Enquanto isso, o jeito é conviver com essa limitação, razoável para quem acessa a internet.
Aqui no Brasil, alguns sites de comércio eletrônico já reservam o iPad básico por R$ 1.800, ou um pouco mais de US$ 1.000, mais do dobro do preço americano. Aos afobados, um alerta: essas ofertas são de importadores independentes, e pode ser que não haja garantia e manutenção aqui. Para sair na frente economizando uns trocados, melhor trazer quando for aos Estados Unidos (cabe no limite de isenção de taxas alfandegárias). Para estar seguro, o jeito é aguardar o lançamento entre nós.
Vamos acompanhar de perto como se sai o iPad. Controverso por essas e outras razões, ele tanto pode ser mais um sucesso ou um novo fracasso da Apple. Com certeza ele não fica no meio termo.
Eu sigo apostando que o iPad vai ser um sucesso. A conferir...
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