quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Meu primeiro Microcomputador

Todo mundo tem suas historinhas para contar relativas a suas primeiras experiências. Algumas servem 
para ilustrar revistas de leitura geral, outras até para comercial de TV. Como estamos em um blog de 
tecnologia, vou procurar seguir a linha ... , ora, da tecnologia.


Corria o ano de 1983, no auge da reserva de mercado, eu já tinha 20 anos de convivência com computadores, quando apareceu a 
oportunidade de comprar um micro, usado, padrão APPLE II  fabricado no Brasil e "totalmente compatível", com 
seus 2 drives para disquetes flexíveis, 64 kb de memória, placas CPM, gráfica e outras mais. E os sistemas operacionais para Apple e 
CPM mais um interpretador BASIC.E ainda podia ler e gravar dados e programas em fita cassete!

Era uma época em que a chave de ignição do micro passava por conhecer BASIC e tentar cópias piratas 
de Visicalc ou Wordstar, que não eram vendidas no Brasil. Ou então usar os limitados programas equivalentes que 
vinham junto com o equipamento. Aquele micro não serviu para quase nada, pois não tinha software, era pouco 
confiável e de manuseio complicado. E custou um monte de dinheiro ..

Resumindo: se fosse para continuar, baseado na experiência de meu primeiro micro, teria desistido. Mas, ou por ser teimoso ou por acreditar em um futuro digital melhor, persisti, até porque meu ganha-pão profissional derivava de serviços usando computadores. E até chegar no notebook, no tablet e no smartphone, muitas mudanças, muita evolução.

Um pouco dessa linha do tempo vou comentar nas próximas postagens.

Será que alguém ainda lembra desses micros de 8 bits, que davam mais dor de cabeça do que uísque importado?

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Batel Lifestyle chega em setembro

Setembro vai começar com uma novidade para o bairro do Batel, em Curitiba. A revista Batel Lifestyle surge como a nova referência da vida do Batel e região. Lá estarei com a coluna Vida Online. Confira o release de lançamento:

Batel Lifestyle: a primeira revista de bairro de Curitiba.
A Gabel Comunicações, renomada empresa paulista da área de publicações, lança neste mês de agosto a primeira revista de bairro de Curitiba. O empresário Alberto Rejtman recebe convidados especiais para o lançamento da revista Batel Lifestyle no próximo dia 29 de agosto, no Castelo do Batel. No dia 01 de setembro, a revista será lançada para o público na livraria Fnac do Shopping Barigui, às 19 horas.
Com uma tiragem inicial de 20 mil exemplares, a publicação seguirá os moldes das revistas de bairro de São Paulo, como a Revista de Higienópolis e a Jardins Lifestyle. A Batel Lifestyle será publicada bimestralmente e entregue gratuitamente nos endereços dos moradores e comerciantes dos bairros do Batel, Bigorrilho, Mercês e Ecoville.
Segundo Rejtman, a ideia é trazer para Curitiba esse conceito que já faz sucesso em São Paulo, nos bairros Bom Retiro, Brás, Higienópolis, Perdizes, Jardins, Moema e Vila Nova Conceição. “Os moradores aguardam ansiosos a entrega das revistas. Se elas não chegam no dia previsto, logo pela manhã, os leitores ligam, mandam mensagens, cobram. Tenho convicção de que em Curitiba será a mesma coisa. O curitibano é muito atento no que acontece na cidade, gosta de conhecer cada vez mais o seu bairro”, disse.
O empresário destaca ainda que a revista não terá o perfil dos jornais de bairro já presentes na cidade. “Queremos tratar de temas como qualidade de vida, comportamento, diversão, cultura e conhecimento sobre a região. E, apesar de dar destaque aos anúncios, a revista não é um catálogo comercial. A qualidade dos textos, credibilidade e utilidade do que é publicado são prioridades. O conteúdo é pautado por critérios jornalísticos e as reportagens e colunas são feitas para informar e entreter o leitor” explica Rejtman.

Equipe renomada
Um dos destaques da publicação é a qualidade dos profissionais envolvidos no projeto. A equipe, coordenada pela jornalista Roberta Canetti e o relações públicas Gabriel Mazza, contará ainda com nomes como Carolina Gomes, Leonardo Bessa, Kátia Michelle e Eduardo Correa. Entre os colunistas da revista, destaque para a psicóloga Lígia Guerra (Blog Mulheres às Avessas), o consultor em tecnologia Eduardo Guy de Manuel, o publicitário e consultor em Comunicação Elói Zanetti, os jornalistas Marden Machado, Álvaro Borba e Pierpaolo Nota e a fotógrafa Lis Catenaci.


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Video On Demand: Finalmente Aqui

A Net vem experimentando há algumas semanas o seu serviço Now, com bastante conteúdo grátis e outros tantos pagos. Deve pegar, mas não acredito que seja um sucesso de público, ao menos por enquanto.

O conceito de Video-On-Demand já existe lá fora há tempos, e aqui ele existia em pálidas caricaturas, como nos canais de pay-per-view que, por definição, estabeleciam o horário para você assistir, não o contrário, salvo se você dispusesse de dispositivos de gravação.

Gostei do conteúdo grátis e do pago. Bons shows, bons filmes, bons documentários, coisa boa também para a criançada. O preço maior de aluguel de um filme de alta definição, em lançamento, é de R$ 9,90, competitivo com a locadora.

Mas o preço total da assinatura ainda é alto, limitando o público alvo.

A esperança está na chegada ao Brasil do Netflix, o gigante mundial dos videos, e da propalada abertura do iTunes Store para músicas, videos e livros, ambos previstos ainda para este ano.

Aí sim teremos uma boa concorrência, tanto de conteudo como de preços.

Por enquanto, vamos na opção disponível, pagando mais, commme d'habitude aqui no Brasil.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Apple: Charme Eterno?

Será que a Apple descobriu o mapa da mina inesgotável? Será que o charme de seus produtos não encontra concorrentes?

Direto aos pontos: Não, o sucesso não é eterno nem garantido e a concorrência está atenta e viva.

Independente disso, alguns fatores não foram bem abordados pela concorrência. A eles:

1- Tudo que a Apple desenvolve e produz deve responder a uma pergunta fundamental: Isso aí vai melhorar a experiência do usário? Se a resposta é não, deleta-se o projeto e começa-se tudo de novo.
2- A apresentação de cada produto ou serviço é sempre um show de marketing, eventos com luz própria, nunca em feiras gigantes. Isso garante exclusividade na atenção ao que está sendo anunciado
3- A mídia espontânea -mas nem tanto- gerada por formadores de opinião que recebem dicas antecipadas mas parciais porém relevantes do que se passa nos laboratórios da Apple. No caso do iPad, isso foi avaliado em mais de US$ 700 milhões, verba de marketing que nenhuma empresa no mundo dispõe para lançar um produto.
4- A ênfase nos detalhes de cada produto são cuidadosamente estudados para agradar compradores compulsivos, fashionistas, engenheiros, tecnófobos e outras tribos com igual atenção.
5- A expectativa dos próximos lançamentos gera animação constante e vendas adicionais dos produtos já existentes.
6- A Apple, por vocação ou junção dos fatores acima, sempre teve o foco na pessoa física, com raras incursões na pessoa jurídica. Assim, não precisou fazer compromissos com grandes contas nem com grandes e sofisticados aplicativos das corporações.

A Apple também se posiciona com muita competência com suas arquiteturas proprietárias, e aparentemente seus clientes não se importam muito com isso. Lá pela década de 1990 a companhia da maçã, patinando por sua sobrevivência, tentou licenciar a plataforma Macintosh para terceiros, visando aumentar sua base instalada. Foi um fracasso total, obrigando-a a uma retirada nada estratégica de volta ao velho caminho do exclusivo.

Esse posicionamento histórico tem seus riscos, mas eles são menores do que desejaria a concorrência.

Por exemplo, analistas são unânimes em apontar que nos próximos anos (3 a 5, dependendo da análise), a plataforma iOS será apenas a terceira mais usada em smartphones e tablets, atrás do Android, do Google e do Windows Phone, da Microsoft.

É provável que isso aconteça, mas é bom lembrar que o Android tem e terá centenas de versões e de fabricantes nas mais variadas partes do mundo. O Windows Phone será um pouco mais controlado, mas assim mesmo distribuido por múltiplos fabricantes globais.

Já a Apple seguirá sendo única. Em qualquer caso, seus smartphones e tablets tenderão a permanecer no topo da lista dos mais vendidos, contra todos os outros, isoladamente.

Parece claro ainda que na área de música e vídeo, a liderança fica com a Apple por um bom tempo. Nos notebooks, esse não é o caso, mas o topo do mercado, exatamente o mais lucrativo, percebe cada vez mais a atratividade dos Mac. Basta ver sua crescente popularidade em aeroportos, cafés e restaurantes.

Do setor de serviços, agora com o iCloud, vem mais uma tentativa de ser dominante. Sucesso que precisa de uma reinvenção, pois o MobileMe, sua base de lançamento, foi um fracasso total.

Talvez a maior ameaça para a Apple está exatamente no seu imenso sucesso, na medida em que tem mais e diversificados produtos e se propõe a ganhar mais e diversificados mercados.

Crescer e manter qualidade, segurança e especialmente controle desses mercados não são tarefas fáceis.

No conjunto da obra, é mais provável que os grandes adversários da Apple estejam mais para uma Amazon do que para uma HP, mais para um Facebook do que para uma Microsoft.

Isso sem falar na NBT, ou Next Big Thing, acrônimo que acabo de inventar para fins de argumentação. A cada década, o mundo da tecnologia nos brinda com uma nova onda. Nos anos 90, o Google, nos 00 o Facebook, agora, nos 10, ainda não tivemos algo que chacoalhasse o mercado.


Não tivemos? E essa onda da mobilidade, puxada pelo iPhone e pelo iPad? Quem inovará para valer?

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Será que Thomas Watson tinha a bola de cristal?

A IBM é, indiscutivelmente, a empresa que, embora não tenha inventado o computador, efetivamente deu a eles uso prático em pelo menos duas eras distintas: a dos mainframes e a dos PCs. Disso ninguém duvida.


"E se eu tiver razão?"
O que é ainda hoje motivo de controvérsia é uma frase atribuida ao mais longevo de seus CEOs, Thomas Watson, Sr. que, em 1943 teria dito algo como "I think there is a world market for maybe five computers", que os escribas oficiais da Big Blue ainda correm a desmentir, em um mundo de bilhões de computadores, outros tantos celulares e smartphones.


Dizem os italianos que si non e vero, e benne trovatto, mas, numa dessas, e se o velho Watson tivesse razão?

Claro que, à leitura de números de vendas de dispositivos digitais os mais diversos em forma, funcionalidade, capacidade de processamento e preços, isso não faz o menor sentido.

Mas aí entra a tal da nuvem, que vem mudando a forma como pensamos o mundo digital. As tais fazendas de servidores, onde residem milhares de computadores que atendem aos Googles, aos Facebooks e mesmo às IBM, Apple e Microsoft da vida cada vez mais oferecem alternativas de produtos e serviços que tornam dispensáveis, ou menos importantes, as tarefas locais de processamento e armazenamento de dados, sons, imagens, o que quer que seja digitalmente tratado.

Com os dutos de alta velocidade e capacidade da moderna internet, ter um arquivo em casa, no trabalho, no carro, faz cada vez menos sentido. Esse arquivo precisa estar essencialmente disponível, para qualquer dispositivo que eu queira e use, com segurança, claro.

Essa premissa leva ao fortalecimento do modelo de nuvem, onde teremos cada vez maiores fazendas de computadores, exigindo cada vez maiores investimentos, cuidados ambientais, garantia de uptime com redundância, e por aí iremos.

Se hoje tivéssemos internet 100 vezes mais rápida e capaz de engolir 1000 vezes mais dados (algo que deve ocorrer em 5, 10 anos no máximo), abre-se o caminho para termos algo como cinco computadores, no futuro. Eles até poderiam ser assim chamados:

  • Google
  • Facebook
  • iCloud
  • Live
  • ATR (All The Rest)
Será que Tom Watson, Sr. tinha razão?
Será que isso será bom?

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Redes Sociais e o Indivíduo: A Grande Mudança

O blog TNW Social Media apresenta uma interessante perspectiva do futuro das mídias sociais. Das dez listadas, comento a de número 7, que diz:

We will no longer be passive media consumers. Media will interact with us in dynamic ways on all platforms. Just like gamers playing WOW today, we will all become a part of a virtual world unknown to us yet where we will all be avatars in the game of life.

Ou seja, consumir mídia passiva e bovinamente pode estar com os dias contados. A participação dos internautas nas redes sociais faz com que não haja mais os detentores da verdade e do poder absolutos.

Afinal, os mais de 2 bilhões de humanos conectados na grande rede ganham novos e ávidos companheiros, a maioria interessados também em influir, formar opinião, debater, trocar informações, enfim, cosntruir uma nova sociedade digital sem fronteiras de geografia, de classe social, de etnia e de qualquer outra barreira até então existente.


Esses novos cidadãos digitais descobrem-se com um poder nas mãos nunca dantes imaginado. Mais do que isso, uma nova geração inteira que nasceu neste século sequer conheceu o mundo analógico que terminou no século XX.


Para esses jovens, tudo isso que nos surpreende e muda nosso comportamento é simplesmente algo natural e corriqueiro, como andar, comer, respirar. Como eles não possuem referências nem vínculos com o passado, atrevo-me a dizer que as transformações sociais que essa geração conectada imporá ao mundo, talvez já no final dessa década -se não for antes- deixará pálidas as enormes transformações que vivemos nos últimos cinquenta anos.

Eu achei apenas que a afirmação de que seremos todos avatares no jogo da vida é incorreto, pois dá a sensação de que seremos transformados em bits e viveremos definitivamente do lado de lá da tela, num eterno game de última geração.


Ao contrário, se conseguirmos medir os benefícios econômicos e sociais que podem advir da maturidade do uso das redes sociais, acredito que possamos estar realmente no limiar de uma nova era, esta sim, a do conhecimento e da justiça social.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Symbian: Condenado ao Ocaso?

Recebo e-mail de uma leitora fã de carteirinha da Nokia -que pede para não ser identificada- mas que segue esperando uma solução decente da empresa finlandesa para smartphone que esteja em linha com os avanços do iOS da Apple e do Android, do Google, enquanto mantém a robustez e a confiabilidade do Symbian.

Lamento informar, cara leitora, que o Symbian vai ser, num futuro próximo, tão relevante quanto uma nota de 500 cruzados, ao menos no universo de smartphones.

Com a recente parceria feita entre a Nokia e a Microsoft, é claro que os filhotes decorrentes dessa união serão smartphones e tablets baseados no Windows Phone 7, que vem se provando um potencial player da primeira divisão.

Lembro que a Microsoft não inventou praticamente nenhum mercado novo, apenas soube tirar proveito de mercados emergentes. Do DOS ao Windows, do Internet Explorer ao Office, do Outlook ao MSN, a Microsoft aprimorou a lei de Lavoisier que diz que na natureza nada se cria, tudo se transforma.

A Nokia, de outro lado, também aprendeu rápido sobre o mercado de celulares e, ainda neste ano de 2011 e pelos próximos dois ou três deve premanecer lider no segmento popular. Lembrando que nos países mais pobres a infraestrutura de telecomunicações e a renda da população raramente combinam para promover um mercado razoável para smartphones e tablets, essa base de alguns bilhões de usuários atuais e em potencial deve seguir robusta por um bom tempo, gerando margens unitárias menores mas, na escala, representando um resultado muito interessante.

Assim, cara leitora, se sua fidelidade à Nokia é canina, fique de olho nos lançamentos futuros dessa parceria com a Microsoft, mas isso implica em sair do Symbian.

Se seu juramento de amor eterno é com o Symbian, esqueça o smartphone.

Existem, claro as opções excelentes no mercado atual, mas isso passa pelo iPhone, Blackberry ou as muitas variedades do Android, da versão 2.2 em diante. Os demais, salvo imprevistos, vão permanecer como atores coadjuvantes.





Ser ou não ser fiel, eis a questão. Mas aí, o parodiado é o imortal bardo de Stratford-on-Avon...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Sobre a garrafa meio cheia ou meio vazia

Anos atrás, um comercial genial do Chivas Regal de duas páginas apresentava duas fotos iguais de uma garrafa com o scotch pela metade e uma delas dizia "O convidado vê a garrafa de Chivas meio cheia" enquanto que a outra tascava "O dono vê a garrafa de Chivas meio vazia".

Pegando o gancho dessa sacada genial, volto a 06 de junho de 2011, mais precisamente para comentar o lado vazio da garrafa da Apple, que lançou, com estardalhaço e competência de sempre, o novo sistema operacional do Mac (OSX Lion), o novo sistema operacional dos dispositivos móveis (iOS5) e o novo serviço na nuvem para todos, o iCloud.

Sem entrar no mérito da qualidade da apresentação e dos lançamentos, eu fiquei meio desconfiado com o iCloud, pois eu sou assinante do MobileMe que, em tese, podia fazer quase tudo que o novo lançamento se propõe.

Aí eu recebo um aviso da Apple, por e-mail, anunciando a descontinuação do MobileMe em junho de 2012, enquanto que o iCloud chega lá por setembro próximo.

Já comentei aqui no blog sobre minha irritação com o MobileMe, que, na minha avaliação, a única coisa que faz com competência é arrancar nosso suado dinheirinho a cada renovação de assinatura, cheguei à conclusão que a Apple avaliou bem os estragos que esse serviço de longe superavam os benefícios e embutiu o lançamento do iCloud agora com disponibilidade para o futuro como forma de aplacar os descontentes, dentre os quais me incluo.

Espero, de coração, que o iCloud não seja um MobileMe com nova roupagem e algumas funcionalidades à mais. Tomara que ele seja tão bom quanto a maioria dos produtos e serviços da Apple que tantos cultuam e propagam suas virtudes.

Volto ao anúncio do Chivas: eu sou o cara que percebi o MobileMe como uma garrafa quase vazia e aí vem a Apple me oferecer uma futura nova garrafa quase cheia, o iCloud.

Achei o anúncio do iCloud muito bem feito, mas confesso que, quando tiver a possibilidade de assinar o novo serviço, vou pensar muitas vezes antes de sacar meu cartão de crédito, e antes disso ver alternativas no mercado.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Somos todos Afonsos! Pena...

Hoje no programa 91 Minutos, da Rádio Rock, falávamos sobre uso corporativo de redes sociais, limites aos colaboradores, e tal, quando o Alvaro Borba deu a notícia que o Afonso Pena estava fechado para pousos e decolagens e que um número consideráve de voos estava cancelado. E chamou o intervalo.


Aí me veio à cabeça um trocadilho infame, mas aplicável à realidade de quem viaja de avião nessa época do ano e precisa chegar ou sair através de nosso aeroporto dito internacional: 


Um aviso da Infraero diria assim: "Afonso? Pena! Seu voo foi cancelado..." 

E isso explicaria a realidade sobre o batismo do aeroporto, que nada teria com uma homenagem a um ilustre ex-presidente.

Pensando que a Copa de 2014 acontecerá também aqui em Curitiba e que a possibilidade do cancelamento de voos pode prejudicar, digamos, um excitante e emocionante jogo entre Nigéria e Dinamarca, por exemplo, leva à conclusão de que aqui, em nossa região, com a infra aeroportuária que dispomos, cada um de nós é um Afonso. Pena!

Desculpas antecipadas aos Afonsos de batismo, alguns deles meus amigos, mas, ao meu ver, o caos aéreo ainda está na sua infância. Se hoje está ruim, ainda vai piorar muito.

domingo, 15 de maio de 2011

Pensando em um Tablet novo? Espere um pouco e ganhe muito!

OK, a coceira é grande para comprar um primeiro tablet ou então trocar aquele "velho" que você adquiriu ano passado e tanto sucesso fez. É que os novos lançamentos oferecem muito mais funcionalidades e a variedade de opções certamente vai cair como uma luva em cima de suas expectativas.


Mas, se der, e se o impuso comprador não for maior do que a rcionalidade, vale a pena esperar um par de meses.


A razão não é tecnológica, mas puramente econômica.

Os preços devem despencar nos próximos dois meses por dois motivos simultâneos:

1- Os tablets foram incluidos na Lei do Bem, aquela que desonera a carga tributária de computadores. Isso representa algo como 10 a 15% no valor final do produto, que, se repassados ao consumidor, já vale a espera.
2- Em função dessa desoneração e da maturidade da tecnologia dos tablets, o mercado ganha corpo e todos os fabricantes vão querer estar presentes, forçando uma queda ainda maior.

Assim, sejam os tablets fabricados aqui ou não, os preços vão cair, talvez para uma relação mais próxima entre um laptop vendido aqui e nos Estados Unidos.

Comparando um laptop Sony Vaio da mesma família, e com pequenas diferenças de configuração, vendido aqui no Brasil na Fnac e nos Estados Unidos pela Amazon, 

Aqui no Brasil: VPC-CW13FB custa R$ 2.229,00 na loja, já com impostos.

Nos Estados Unidos (com taxas locais): VPC-CW14FB custa US$ 1049,60, e, com taxas, cerca de US$ 1.160,00, ou, usando uma taxa de R$ 1.62/ US$ 1 chegamos a um valor de R$ 1.879,00, ou aqui pagamos um sobrepreço de 18,6%.

Esses valores de lá são aproximados, até porque a configuração não é exatamente igual, apenas parecida. Mas dá para dizer que fica entre 15% e 20% a mais se estamos considerando coisas absolutamente iguais.

Vamos ao tablet e nossa comparação é sobre um Motorola Xoom, com tela de 10,1", Wifi e 32Gb de memória. Aqui ele custa R$ 1.899,00, lá US$ 598,00 sem taxas e US$ 660,00 com taxas, ou cerca de R$ 1.056. A relação do cá dividido pelo lá é quase 79% mais cara.

Deduzindo só o efeito Lei do Bem, esse valor poderia cair, sem esforço, para R$ 1.582 (menos 20%), ainda acima do piso da relação do Sony Vaio, que seria de R$ 1.252,00 (preço externo mais 18,6%).

O potencial de redução causado pela desoneração tributária mais a aumento da concorrência seria, pois, de R$ 637,00 (R$ 1899, preço atual, menos R$ 1.252, preço possível).

Resumidamente, eliminando diferenças pontuais de premissas de cálculo, daqui a pouco com a grana para comprar dois tablets hoje você comprará três.

Assim sendo, salvo você esteja indo ao exterior ou tenha alguém que possa trazer um tablet estalando de novo, vale a pena esperar um pouco.

Afinal, os principais fabricantes de tablets no mundo estarão mudando seus planos para o Brasil, agora que os tributos para fabricação local são menores.

Assim como hoje já se vendem mais computadores do que televisores, mais laptops do que computadores, aqui na nossa Pindorama, prevejo que entre a Copa e a Olimpíada, o mercado de tablets será maior do que o de computadores com teclado e mouse!

Para fechar a reflexão dominical: se essa esperada queda se dará pelo gatilho da Lei do Bem, então dá para inferir que hoje os tablets são ainda regidos pela Lei do Mal, que tanto pode ser o conjunto de leis que favorecem a produção local quanto a interpretação mais simples de que pagamos imposto demais aqui por nossas bandas.