O grande impacto causado pelo lançamento do iPhone 4GS foi o tal do Siri, a interface de reconhecimento de voz que vem recebendo as melhores críticas, tem adoção em massa dos milhões de clientes do novo smartphone da Apple e, inclusive, já provoca hilárias piadas que só quem tem sucesso pode se permitir.
O Siri, por enquanto, só está bom no inglês, e, assim mesmo, o falado por norteamericanos e com algumas restrições a sotaques. Enquanto isso, ingleses, irlandeses, escoceses, australianos, neozelandeses e outros quetais parlantes da lingua de Shakespeare ainda experimentam algumas dificuldades.
Mas o Siri é excelente, e a ampliação para outros sotaques e mesmo para outras linguas é questão de tempo. Numa dessas, lá pelo segundo semestre de 2012, teremos o nosso sirizinho aqui também, falando e entendendo português.
O reconhecimento de voz pela máquina, de forma ampla e fácil, junto com as hoje disseminadas tela sensível ao toque e a internet de banda larga formarão o tripé de grande transformação na forma de interção digital entre humanos, fazendo com que as maravilhas do século XX pareçam pré-história. Podem anotar!
A Apple entendeu isso e, de certo modo, puxou a fila da inovação com seus smartphones, tablets e serviços de música, vídeo, livros e aplicativos, e agora sai de novo à frente com o Siri (lá, pronuciam síri, palavra paroxítona).
Mas, e aí, o título dessa postagem não tem nada a ver? Calma, estamos chegando lá...
Ocorre que o Siri não é um produto de criação autóctone da empresa da maçã. Ele veio junto com a compra, pela Apple em 2010, da empresa SRI (daí o nome Siri) junto com sua turma de brilhantes profissionais. E o negócio deles era um software de reconhecimento de voz.
Hoje leio a noticia que o co-fundador e CEO da SRI, o norueguês Dag Kittlaus saiu da Apple - apenas 12 dias depois do lançamento do já badalado assistente virtual lançado como a cereja do bolo do iPhone 4S.
O blog All Things D diz que Kittlaus estava há tempos planejando sua saída da Apple devido a um desejo de ter tempo livre, estar mais perto da família e debater novas idéias.
A SRI foi criada originalmente como um Instituto de Pesquisa sem fins lucrativos que, em 2008 foi contratado pelo Departamento de Defesa americano, através de seu braço de inovação, o DARPA, para criar um CALO (Cognitive Agent that Learns and Organizes), ou um agente cognitivo que aprende e organiza. Em outras palavras, uma interface amigável de reconhecimento de voz para interagir com humanos e os aplicativos em dispositivos digitais.
Bingo! Ali estava a grana, bem aplicada em jovens talentosos, mas que tirou o conceito de reconhecimento de voz do exotismo de aplicativos bonitinhos mas limitados e colocou-o de vez no uso prático, primeiro para os militares, agora para o grande público.
Assim também nasceu a internet, de um projeto puxado pelo avô do DARPA, o ARPA. Idem para a tecnologia capacitiva de telas sensíveis ao toque, que não requerem aquelas incômodas canetinhas.
Ou seja, a iniciativa de desenvolver a tecnologia veio de um projeto de governo, no caso, o Departamento de Defesa americano.
Agora chego à minha reflexão sobre o Síri deles e o nosso Sirí...
Aqui no Brasil, temos pelo menos dois excelentes exemplos de políticas de Estado que deram certo: na década de 40, visionários oficiais da recém criada Força Aérea Brasileira botaram na cabeça que o Brasil deveria fabricar aviões. Daí surgiram o ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica) e a Embraer.
No campo da agricultura, céticos foram derrotados, décadas mais tarde, pelo pioneirismo e inovação da Embrapa, que hoje dá banho quando o tema é relacionado com a melhor e mais barata produção de comida. Sem muito alarde, o Brasil triplicou sua produção de grãos com um modesto aumento de área plantada; a produção de carnes virou um baita negócio para o país, dentre outros marcos.
Ou seja, há a possibilidade de sucesso em múltiplas áreas.
Eu vi algumas apresentações do Siri americano e achei fantástico! Agora precisamos ir atrás. O Brasil tem gente competente para inovar no mundo digital, e não só de forma periférica.
É hora de desenvolver bons projetos, unido o que de melhor há na academia, no governo e nas empresas brasileiras, com muita determinação e, especialmente, com muita colaboração.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Esse é "O Cara"
This is not about technology, not about user experience, not about new markets, new and better products.
This is about a fantastic human being, whose legacy is simply a better world.
Thank you, Steve
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Quem Quer Um Milhão de Dólares?
Jean Paulo Jacob é uma referência para muitos engenheiros formados pelo ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica), especialmente aqueles que são do ramo de TI. Jean Paul é também referência global na área, e hoje é um dos poucos pesquisadores eméritos da IBM.
Jean Paul é iteano, e um iteano agradecido. Longe do Brasil na maior parte de sua vida profissional, ele acha que tem uma dívida de gratidão com o ITA e com a sociedade brasileira que permitiu que ele passasse por essa magnífica escola de engenharia e de vida.
Pois bem, o Jean Paul quer manifestar essa gratidão de forma concreta, e, para isso, destacou parte de seu patrimônio pessoal para fazer uma doação em vida para o ITA. Falam em US$ 1 milhão, mas o valor é o que menos importa, valem mais a atitude e o exemplo.
Na prática, essa doação acaba se revelando impossível, dadas as barreiras burocráticas e legais. "Dinheiro vindo do exterior não pode", diz a lei ou a interpretação dela. Ah! esqueci de dizer antes que o Jean Paul mora nos Estados Unidos.
Dinheiro de fora não pode! Será que podemos abrir mão desse dinheiro e da atitude do Jean Paul em nosso mundinho onde a educação ainda é um problema?
Jean Paul é iteano, e um iteano agradecido. Longe do Brasil na maior parte de sua vida profissional, ele acha que tem uma dívida de gratidão com o ITA e com a sociedade brasileira que permitiu que ele passasse por essa magnífica escola de engenharia e de vida.
Pois bem, o Jean Paul quer manifestar essa gratidão de forma concreta, e, para isso, destacou parte de seu patrimônio pessoal para fazer uma doação em vida para o ITA. Falam em US$ 1 milhão, mas o valor é o que menos importa, valem mais a atitude e o exemplo.
Na prática, essa doação acaba se revelando impossível, dadas as barreiras burocráticas e legais. "Dinheiro vindo do exterior não pode", diz a lei ou a interpretação dela. Ah! esqueci de dizer antes que o Jean Paul mora nos Estados Unidos.
Dinheiro de fora não pode! Será que podemos abrir mão desse dinheiro e da atitude do Jean Paul em nosso mundinho onde a educação ainda é um problema?
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Steve Jobs sai de cena... E daí?
A noticia da saída definitiva de Steve Jobs causou grande impacto no mundo da tecnologia digital. Afinal, goste-se dele ou não, seja você um Applemaniac ou um Appleskeptic, não dava para ficar indiferente.
Seu substituto, Tim Cook, um competente executivo vindo de empresas tradicionais de TI tem carisma zero, e, sob qualquer angulo, não tem nada a ver com Steve Jobs.
A bolsa derruba as ações da Apple, enquanto escrevo, mas os analistas as classificam como strong buy, ou seja, hora de comprar.
Claro que o previsível ocaso de Jobs nos futuros anúncios da Apple farão falta aos fãs de marketing e comunicação. Mas as chances de que os próximos lançamentos da empresa da maçã sejam pasteurizados por ausência de charme são nulas. O pipeline secreto de novos lançamentos vai até, pelo menos, 2016.
Mas não é isso o que mais importa, em um mundo cada vez mais digital e conectado. O ponto central dessa era pós-Jobs sinaliza para uma transformação profunda no mundo de produtos e serviços digitais. Afinal, já faz algum tempo que a Apple vem sendo referencia de inovação, qualidade e usabilidade. É, definitivamente, a empresa a bater.
Assim, antevejo um futuro menos centrado na busca do entendimento de como a Apple fica sem Steve Jobs, ou com seu papel minimiazdo, e mais no esforço brutal da concorrência para cativar consumidores com novidades que lhes rendam boas margens.
Mas que marca esse cara criou para nós, hein?
Seu substituto, Tim Cook, um competente executivo vindo de empresas tradicionais de TI tem carisma zero, e, sob qualquer angulo, não tem nada a ver com Steve Jobs.
A bolsa derruba as ações da Apple, enquanto escrevo, mas os analistas as classificam como strong buy, ou seja, hora de comprar.
Claro que o previsível ocaso de Jobs nos futuros anúncios da Apple farão falta aos fãs de marketing e comunicação. Mas as chances de que os próximos lançamentos da empresa da maçã sejam pasteurizados por ausência de charme são nulas. O pipeline secreto de novos lançamentos vai até, pelo menos, 2016.
Mas não é isso o que mais importa, em um mundo cada vez mais digital e conectado. O ponto central dessa era pós-Jobs sinaliza para uma transformação profunda no mundo de produtos e serviços digitais. Afinal, já faz algum tempo que a Apple vem sendo referencia de inovação, qualidade e usabilidade. É, definitivamente, a empresa a bater.
Assim, antevejo um futuro menos centrado na busca do entendimento de como a Apple fica sem Steve Jobs, ou com seu papel minimiazdo, e mais no esforço brutal da concorrência para cativar consumidores com novidades que lhes rendam boas margens.
Mas que marca esse cara criou para nós, hein?
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Concentrando os atores
Duas notícias no mesmo dia sacodem o mercado: A HP desiste do mercado de desktops, notebooks, netbooks, tablets e smartphones; a Nokia anuncia o abandono de seu sistema operacional campeão de vendas, o Symbian.
A surpresa vinda da HP é pelo timing. No que toca aos computadores, o avanço dos asiáticos de baixo preço, especialmente no mercado da pessoa física espremeram demais as margens. Lembrando da IBM anos atrás quando passou o boné para a chinesa Lenovo, mas embolsando uma graninha. Agora, nem isso.
Nos tablets e smartphones a HP nem chegou a decolar. Meses depois de fazer uma nova aposta no renomeado WebOS, sistema operacional herdado da adquirida e pioneira Palm, era estratégia ousada da companhia ser uma alternativa viável aos competidores iOS, Android e Windows Phone. O recuo soou como algo mal planejado. O mercado bateu pesado no valor das ações, na sexta, e, já na segunda, sinalizava com uma recuperação parcial. Algo como que susto! ao saber das novas seguido de um talvez não tenha sido tão mal assim.
Os chamados consumíveis, um eufemismo para cartuchos de tinta e toner para impressoras seguem gerando caixa para a HP, mesmo com a concorrência acirrada. E a área de serviços segue embalada. Aqui, de novo, parecido com o que vem fazendo a também gigante IBM.
Já a Nokia, ao dizer que acaba a produção de celulares com Symbian para o mercado da América do Norte assume que a evolução desse sistema operacional está congelada e dá ao mesmo tempo um poderoso aval e incentivo aos concorrentes e deixa evidente que aposta todas suas fichas na plataforma Windows Phone, da sua parceira Microsoft.
Então dá para assumir que os smartphones vão acelerar suas taxas de crescimento e que as vendas de tablets -mercado inexistente até o primeiro trimestre de 2010- também disparam.
E a definição da próxima bola da vez, para mim, está definida: a RIM, fabricante do Blackberry, hoje sucesso de público no mercado corporativo, vai ser fortemente pressionada pelos atores gigantes. Não será novidade se ela for, finalmente, adquirida por algum desses mencionado aí no início do post.
Ah! Não podemos esquecer o também recente anúncio da compra da Motorola Mobile pelo Google. movimento no mínimo estranho para um gigante que produz o Android como plataforma aberta e agora sinaliza que pode turbinar as vendas de smartphones fabricados em casa, em detrimento de seus muitos parceiros globais,
A concentração dos fornecedores deve se acentuar. Quem ganha? Quem perde? Façam suas apostas!
A surpresa vinda da HP é pelo timing. No que toca aos computadores, o avanço dos asiáticos de baixo preço, especialmente no mercado da pessoa física espremeram demais as margens. Lembrando da IBM anos atrás quando passou o boné para a chinesa Lenovo, mas embolsando uma graninha. Agora, nem isso.
Nos tablets e smartphones a HP nem chegou a decolar. Meses depois de fazer uma nova aposta no renomeado WebOS, sistema operacional herdado da adquirida e pioneira Palm, era estratégia ousada da companhia ser uma alternativa viável aos competidores iOS, Android e Windows Phone. O recuo soou como algo mal planejado. O mercado bateu pesado no valor das ações, na sexta, e, já na segunda, sinalizava com uma recuperação parcial. Algo como que susto! ao saber das novas seguido de um talvez não tenha sido tão mal assim.
Os chamados consumíveis, um eufemismo para cartuchos de tinta e toner para impressoras seguem gerando caixa para a HP, mesmo com a concorrência acirrada. E a área de serviços segue embalada. Aqui, de novo, parecido com o que vem fazendo a também gigante IBM.
Já a Nokia, ao dizer que acaba a produção de celulares com Symbian para o mercado da América do Norte assume que a evolução desse sistema operacional está congelada e dá ao mesmo tempo um poderoso aval e incentivo aos concorrentes e deixa evidente que aposta todas suas fichas na plataforma Windows Phone, da sua parceira Microsoft.
Então dá para assumir que os smartphones vão acelerar suas taxas de crescimento e que as vendas de tablets -mercado inexistente até o primeiro trimestre de 2010- também disparam.
E a definição da próxima bola da vez, para mim, está definida: a RIM, fabricante do Blackberry, hoje sucesso de público no mercado corporativo, vai ser fortemente pressionada pelos atores gigantes. Não será novidade se ela for, finalmente, adquirida por algum desses mencionado aí no início do post.
Ah! Não podemos esquecer o também recente anúncio da compra da Motorola Mobile pelo Google. movimento no mínimo estranho para um gigante que produz o Android como plataforma aberta e agora sinaliza que pode turbinar as vendas de smartphones fabricados em casa, em detrimento de seus muitos parceiros globais,
A concentração dos fornecedores deve se acentuar. Quem ganha? Quem perde? Façam suas apostas!
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Cúmulo da Ironia: Entidade de Defesa do Consumidor "Ataca" o Consumidor
Recebi uma chamada do call center da Proteste, que se diz entidade de defesa do consumidor. Eles usaram meus dados obtidos em algum lugar para tentar me vender seu peixe. Como uma entidade que prega a defesa do consumidor pode comprar listas de nomes para vender seu peixe?
Já não bastasse a quantidade de chamadas que recebemos a partir de scripts que surgem nas telas dos(as) sofridos profissionais, que trabalham muito e ganham miséria, agora essa entidade de defesa resolve jogar no ataque.
Esses aspectos de proteção dos dados pessoais sempre estão no topo das prioridades quando se discutem, por exemplo, os Termos de Uso e Políticas de Privacidade de redes sociais ou portais de compras. Normalmente aceitamos esses termos sem lê-los, e é possível que essa entidade tenha agido dentro da lei, por ter obtido meus dados em um cadastro de alguma empresa onde eu "concordei", sem ler, com a cessão dos mesmos a terceiros.
Como fazer para evitar aborrecimentos como esse, não só da Proteste e não só para mim?
Já não bastasse a quantidade de chamadas que recebemos a partir de scripts que surgem nas telas dos(as) sofridos profissionais, que trabalham muito e ganham miséria, agora essa entidade de defesa resolve jogar no ataque.
Esses aspectos de proteção dos dados pessoais sempre estão no topo das prioridades quando se discutem, por exemplo, os Termos de Uso e Políticas de Privacidade de redes sociais ou portais de compras. Normalmente aceitamos esses termos sem lê-los, e é possível que essa entidade tenha agido dentro da lei, por ter obtido meus dados em um cadastro de alguma empresa onde eu "concordei", sem ler, com a cessão dos mesmos a terceiros.
Como fazer para evitar aborrecimentos como esse, não só da Proteste e não só para mim?
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Meu primeiro Microcomputador
Todo mundo tem suas historinhas para contar relativas a suas primeiras experiências. Algumas servem
para ilustrar revistas de leitura geral, outras até para comercial de TV. Como estamos em um blog de
tecnologia, vou procurar seguir a linha ... , ora, da tecnologia.
Corria o ano de 1983, no auge da reserva de mercado, eu já tinha 20 anos de convivência com computadores, quando apareceu a oportunidade de comprar um micro, usado, padrão APPLE II fabricado no Brasil e "totalmente compatível", com seus 2 drives para disquetes flexíveis, 64 kb de memória, placas CPM, gráfica e outras mais. E os sistemas operacionais para Apple e CPM mais um interpretador BASIC.E ainda podia ler e gravar dados e programas em fita cassete!
Era uma época em que a chave de ignição do micro passava por conhecer BASIC e tentar cópias piratas de Visicalc ou Wordstar, que não eram vendidas no Brasil. Ou então usar os limitados programas equivalentes que vinham junto com o equipamento. Aquele micro não serviu para quase nada, pois não tinha software, era pouco confiável e de manuseio complicado. E custou um monte de dinheiro ..
Resumindo: se fosse para continuar, baseado na experiência de meu primeiro micro, teria desistido. Mas, ou por ser teimoso ou por acreditar em um futuro digital melhor, persisti, até porque meu ganha-pão profissional derivava de serviços usando computadores. E até chegar no notebook, no tablet e no smartphone, muitas mudanças, muita evolução.
Um pouco dessa linha do tempo vou comentar nas próximas postagens.
Será que alguém ainda lembra desses micros de 8 bits, que davam mais dor de cabeça do que uísque importado?
Corria o ano de 1983, no auge da reserva de mercado, eu já tinha 20 anos de convivência com computadores, quando apareceu a oportunidade de comprar um micro, usado, padrão APPLE II fabricado no Brasil e "totalmente compatível", com seus 2 drives para disquetes flexíveis, 64 kb de memória, placas CPM, gráfica e outras mais. E os sistemas operacionais para Apple e CPM mais um interpretador BASIC.E ainda podia ler e gravar dados e programas em fita cassete!
Era uma época em que a chave de ignição do micro passava por conhecer BASIC e tentar cópias piratas de Visicalc ou Wordstar, que não eram vendidas no Brasil. Ou então usar os limitados programas equivalentes que vinham junto com o equipamento. Aquele micro não serviu para quase nada, pois não tinha software, era pouco confiável e de manuseio complicado. E custou um monte de dinheiro ..
Resumindo: se fosse para continuar, baseado na experiência de meu primeiro micro, teria desistido. Mas, ou por ser teimoso ou por acreditar em um futuro digital melhor, persisti, até porque meu ganha-pão profissional derivava de serviços usando computadores. E até chegar no notebook, no tablet e no smartphone, muitas mudanças, muita evolução.
Um pouco dessa linha do tempo vou comentar nas próximas postagens.
Será que alguém ainda lembra desses micros de 8 bits, que davam mais dor de cabeça do que uísque importado?
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Batel Lifestyle chega em setembro
Setembro vai começar com uma novidade para o bairro do Batel, em Curitiba. A revista Batel Lifestyle surge como a nova referência da vida do Batel e região. Lá estarei com a coluna Vida Online. Confira o release de lançamento:
Batel Lifestyle: a primeira revista de bairro de Curitiba.
A Gabel Comunicações, renomada empresa paulista da área de publicações, lança neste mês de agosto a primeira revista de bairro de Curitiba. O empresário Alberto Rejtman recebe convidados especiais para o lançamento da revista Batel Lifestyle no próximo dia 29 de agosto, no Castelo do Batel. No dia 01 de setembro, a revista será lançada para o público na livraria Fnac do Shopping Barigui, às 19 horas.
Com uma tiragem inicial de 20 mil exemplares, a publicação seguirá os moldes das revistas de bairro de São Paulo, como a Revista de Higienópolis e a Jardins Lifestyle. A Batel Lifestyle será publicada bimestralmente e entregue gratuitamente nos endereços dos moradores e comerciantes dos bairros do Batel, Bigorrilho, Mercês e Ecoville.
Segundo Rejtman, a ideia é trazer para Curitiba esse conceito que já faz sucesso em São Paulo, nos bairros Bom Retiro, Brás, Higienópolis, Perdizes, Jardins, Moema e Vila Nova Conceição. “Os moradores aguardam ansiosos a entrega das revistas. Se elas não chegam no dia previsto, logo pela manhã, os leitores ligam, mandam mensagens, cobram. Tenho convicção de que em Curitiba será a mesma coisa. O curitibano é muito atento no que acontece na cidade, gosta de conhecer cada vez mais o seu bairro”, disse.
O empresário destaca ainda que a revista não terá o perfil dos jornais de bairro já presentes na cidade. “Queremos tratar de temas como qualidade de vida, comportamento, diversão, cultura e conhecimento sobre a região. E, apesar de dar destaque aos anúncios, a revista não é um catálogo comercial. A qualidade dos textos, credibilidade e utilidade do que é publicado são prioridades. O conteúdo é pautado por critérios jornalísticos e as reportagens e colunas são feitas para informar e entreter o leitor” explica Rejtman.
Equipe renomada
Um dos destaques da publicação é a qualidade dos profissionais envolvidos no projeto. A equipe, coordenada pela jornalista Roberta Canetti e o relações públicas Gabriel Mazza, contará ainda com nomes como Carolina Gomes, Leonardo Bessa, Kátia Michelle e Eduardo Correa. Entre os colunistas da revista, destaque para a psicóloga Lígia Guerra (Blog Mulheres às Avessas), o consultor em tecnologia Eduardo Guy de Manuel, o publicitário e consultor em Comunicação Elói Zanetti, os jornalistas Marden Machado, Álvaro Borba e Pierpaolo Nota e a fotógrafa Lis Catenaci.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Video On Demand: Finalmente Aqui
A Net vem experimentando há algumas semanas o seu serviço Now, com bastante conteúdo grátis e outros tantos pagos. Deve pegar, mas não acredito que seja um sucesso de público, ao menos por enquanto.
O conceito de Video-On-Demand já existe lá fora há tempos, e aqui ele existia em pálidas caricaturas, como nos canais de pay-per-view que, por definição, estabeleciam o horário para você assistir, não o contrário, salvo se você dispusesse de dispositivos de gravação.
Gostei do conteúdo grátis e do pago. Bons shows, bons filmes, bons documentários, coisa boa também para a criançada. O preço maior de aluguel de um filme de alta definição, em lançamento, é de R$ 9,90, competitivo com a locadora.
Mas o preço total da assinatura ainda é alto, limitando o público alvo.
A esperança está na chegada ao Brasil do Netflix, o gigante mundial dos videos, e da propalada abertura do iTunes Store para músicas, videos e livros, ambos previstos ainda para este ano.
Aí sim teremos uma boa concorrência, tanto de conteudo como de preços.
Por enquanto, vamos na opção disponível, pagando mais, commme d'habitude aqui no Brasil.
O conceito de Video-On-Demand já existe lá fora há tempos, e aqui ele existia em pálidas caricaturas, como nos canais de pay-per-view que, por definição, estabeleciam o horário para você assistir, não o contrário, salvo se você dispusesse de dispositivos de gravação.
Gostei do conteúdo grátis e do pago. Bons shows, bons filmes, bons documentários, coisa boa também para a criançada. O preço maior de aluguel de um filme de alta definição, em lançamento, é de R$ 9,90, competitivo com a locadora.
Mas o preço total da assinatura ainda é alto, limitando o público alvo.
A esperança está na chegada ao Brasil do Netflix, o gigante mundial dos videos, e da propalada abertura do iTunes Store para músicas, videos e livros, ambos previstos ainda para este ano.
Aí sim teremos uma boa concorrência, tanto de conteudo como de preços.
Por enquanto, vamos na opção disponível, pagando mais, commme d'habitude aqui no Brasil.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Apple: Charme Eterno?
Será que a Apple descobriu o mapa da mina inesgotável? Será que o charme de seus produtos não encontra concorrentes?
Direto aos pontos: Não, o sucesso não é eterno nem garantido e a concorrência está atenta e viva.
Independente disso, alguns fatores não foram bem abordados pela concorrência. A eles:
1- Tudo que a Apple desenvolve e produz deve responder a uma pergunta fundamental: Isso aí vai melhorar a experiência do usário? Se a resposta é não, deleta-se o projeto e começa-se tudo de novo.
2- A apresentação de cada produto ou serviço é sempre um show de marketing, eventos com luz própria, nunca em feiras gigantes. Isso garante exclusividade na atenção ao que está sendo anunciado
3- A mídia espontânea -mas nem tanto- gerada por formadores de opinião que recebem dicas antecipadas mas parciais porém relevantes do que se passa nos laboratórios da Apple. No caso do iPad, isso foi avaliado em mais de US$ 700 milhões, verba de marketing que nenhuma empresa no mundo dispõe para lançar um produto.
4- A ênfase nos detalhes de cada produto são cuidadosamente estudados para agradar compradores compulsivos, fashionistas, engenheiros, tecnófobos e outras tribos com igual atenção.
5- A expectativa dos próximos lançamentos gera animação constante e vendas adicionais dos produtos já existentes.
6- A Apple, por vocação ou junção dos fatores acima, sempre teve o foco na pessoa física, com raras incursões na pessoa jurídica. Assim, não precisou fazer compromissos com grandes contas nem com grandes e sofisticados aplicativos das corporações.
A Apple também se posiciona com muita competência com suas arquiteturas proprietárias, e aparentemente seus clientes não se importam muito com isso. Lá pela década de 1990 a companhia da maçã, patinando por sua sobrevivência, tentou licenciar a plataforma Macintosh para terceiros, visando aumentar sua base instalada. Foi um fracasso total, obrigando-a a uma retirada nada estratégica de volta ao velho caminho do exclusivo.
Esse posicionamento histórico tem seus riscos, mas eles são menores do que desejaria a concorrência.
Por exemplo, analistas são unânimes em apontar que nos próximos anos (3 a 5, dependendo da análise), a plataforma iOS será apenas a terceira mais usada em smartphones e tablets, atrás do Android, do Google e do Windows Phone, da Microsoft.
É provável que isso aconteça, mas é bom lembrar que o Android tem e terá centenas de versões e de fabricantes nas mais variadas partes do mundo. O Windows Phone será um pouco mais controlado, mas assim mesmo distribuido por múltiplos fabricantes globais.
Já a Apple seguirá sendo única. Em qualquer caso, seus smartphones e tablets tenderão a permanecer no topo da lista dos mais vendidos, contra todos os outros, isoladamente.
Parece claro ainda que na área de música e vídeo, a liderança fica com a Apple por um bom tempo. Nos notebooks, esse não é o caso, mas o topo do mercado, exatamente o mais lucrativo, percebe cada vez mais a atratividade dos Mac. Basta ver sua crescente popularidade em aeroportos, cafés e restaurantes.
Do setor de serviços, agora com o iCloud, vem mais uma tentativa de ser dominante. Sucesso que precisa de uma reinvenção, pois o MobileMe, sua base de lançamento, foi um fracasso total.
Talvez a maior ameaça para a Apple está exatamente no seu imenso sucesso, na medida em que tem mais e diversificados produtos e se propõe a ganhar mais e diversificados mercados.
Crescer e manter qualidade, segurança e especialmente controle desses mercados não são tarefas fáceis.
No conjunto da obra, é mais provável que os grandes adversários da Apple estejam mais para uma Amazon do que para uma HP, mais para um Facebook do que para uma Microsoft.
Isso sem falar na NBT, ou Next Big Thing, acrônimo que acabo de inventar para fins de argumentação. A cada década, o mundo da tecnologia nos brinda com uma nova onda. Nos anos 90, o Google, nos 00 o Facebook, agora, nos 10, ainda não tivemos algo que chacoalhasse o mercado.
Não tivemos? E essa onda da mobilidade, puxada pelo iPhone e pelo iPad? Quem inovará para valer?
Direto aos pontos: Não, o sucesso não é eterno nem garantido e a concorrência está atenta e viva.
Independente disso, alguns fatores não foram bem abordados pela concorrência. A eles:
1- Tudo que a Apple desenvolve e produz deve responder a uma pergunta fundamental: Isso aí vai melhorar a experiência do usário? Se a resposta é não, deleta-se o projeto e começa-se tudo de novo.
2- A apresentação de cada produto ou serviço é sempre um show de marketing, eventos com luz própria, nunca em feiras gigantes. Isso garante exclusividade na atenção ao que está sendo anunciado
3- A mídia espontânea -mas nem tanto- gerada por formadores de opinião que recebem dicas antecipadas mas parciais porém relevantes do que se passa nos laboratórios da Apple. No caso do iPad, isso foi avaliado em mais de US$ 700 milhões, verba de marketing que nenhuma empresa no mundo dispõe para lançar um produto.
4- A ênfase nos detalhes de cada produto são cuidadosamente estudados para agradar compradores compulsivos, fashionistas, engenheiros, tecnófobos e outras tribos com igual atenção.
5- A expectativa dos próximos lançamentos gera animação constante e vendas adicionais dos produtos já existentes.
6- A Apple, por vocação ou junção dos fatores acima, sempre teve o foco na pessoa física, com raras incursões na pessoa jurídica. Assim, não precisou fazer compromissos com grandes contas nem com grandes e sofisticados aplicativos das corporações.
A Apple também se posiciona com muita competência com suas arquiteturas proprietárias, e aparentemente seus clientes não se importam muito com isso. Lá pela década de 1990 a companhia da maçã, patinando por sua sobrevivência, tentou licenciar a plataforma Macintosh para terceiros, visando aumentar sua base instalada. Foi um fracasso total, obrigando-a a uma retirada nada estratégica de volta ao velho caminho do exclusivo.
Esse posicionamento histórico tem seus riscos, mas eles são menores do que desejaria a concorrência.
Por exemplo, analistas são unânimes em apontar que nos próximos anos (3 a 5, dependendo da análise), a plataforma iOS será apenas a terceira mais usada em smartphones e tablets, atrás do Android, do Google e do Windows Phone, da Microsoft.
É provável que isso aconteça, mas é bom lembrar que o Android tem e terá centenas de versões e de fabricantes nas mais variadas partes do mundo. O Windows Phone será um pouco mais controlado, mas assim mesmo distribuido por múltiplos fabricantes globais.
Já a Apple seguirá sendo única. Em qualquer caso, seus smartphones e tablets tenderão a permanecer no topo da lista dos mais vendidos, contra todos os outros, isoladamente.
Parece claro ainda que na área de música e vídeo, a liderança fica com a Apple por um bom tempo. Nos notebooks, esse não é o caso, mas o topo do mercado, exatamente o mais lucrativo, percebe cada vez mais a atratividade dos Mac. Basta ver sua crescente popularidade em aeroportos, cafés e restaurantes.
Do setor de serviços, agora com o iCloud, vem mais uma tentativa de ser dominante. Sucesso que precisa de uma reinvenção, pois o MobileMe, sua base de lançamento, foi um fracasso total.
Talvez a maior ameaça para a Apple está exatamente no seu imenso sucesso, na medida em que tem mais e diversificados produtos e se propõe a ganhar mais e diversificados mercados.
Crescer e manter qualidade, segurança e especialmente controle desses mercados não são tarefas fáceis.
No conjunto da obra, é mais provável que os grandes adversários da Apple estejam mais para uma Amazon do que para uma HP, mais para um Facebook do que para uma Microsoft.
Isso sem falar na NBT, ou Next Big Thing, acrônimo que acabo de inventar para fins de argumentação. A cada década, o mundo da tecnologia nos brinda com uma nova onda. Nos anos 90, o Google, nos 00 o Facebook, agora, nos 10, ainda não tivemos algo que chacoalhasse o mercado.
Não tivemos? E essa onda da mobilidade, puxada pelo iPhone e pelo iPad? Quem inovará para valer?
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