quarta-feira, 25 de maio de 2011

Somos todos Afonsos! Pena...

Hoje no programa 91 Minutos, da Rádio Rock, falávamos sobre uso corporativo de redes sociais, limites aos colaboradores, e tal, quando o Alvaro Borba deu a notícia que o Afonso Pena estava fechado para pousos e decolagens e que um número consideráve de voos estava cancelado. E chamou o intervalo.


Aí me veio à cabeça um trocadilho infame, mas aplicável à realidade de quem viaja de avião nessa época do ano e precisa chegar ou sair através de nosso aeroporto dito internacional: 


Um aviso da Infraero diria assim: "Afonso? Pena! Seu voo foi cancelado..." 

E isso explicaria a realidade sobre o batismo do aeroporto, que nada teria com uma homenagem a um ilustre ex-presidente.

Pensando que a Copa de 2014 acontecerá também aqui em Curitiba e que a possibilidade do cancelamento de voos pode prejudicar, digamos, um excitante e emocionante jogo entre Nigéria e Dinamarca, por exemplo, leva à conclusão de que aqui, em nossa região, com a infra aeroportuária que dispomos, cada um de nós é um Afonso. Pena!

Desculpas antecipadas aos Afonsos de batismo, alguns deles meus amigos, mas, ao meu ver, o caos aéreo ainda está na sua infância. Se hoje está ruim, ainda vai piorar muito.

domingo, 15 de maio de 2011

Pensando em um Tablet novo? Espere um pouco e ganhe muito!

OK, a coceira é grande para comprar um primeiro tablet ou então trocar aquele "velho" que você adquiriu ano passado e tanto sucesso fez. É que os novos lançamentos oferecem muito mais funcionalidades e a variedade de opções certamente vai cair como uma luva em cima de suas expectativas.


Mas, se der, e se o impuso comprador não for maior do que a rcionalidade, vale a pena esperar um par de meses.


A razão não é tecnológica, mas puramente econômica.

Os preços devem despencar nos próximos dois meses por dois motivos simultâneos:

1- Os tablets foram incluidos na Lei do Bem, aquela que desonera a carga tributária de computadores. Isso representa algo como 10 a 15% no valor final do produto, que, se repassados ao consumidor, já vale a espera.
2- Em função dessa desoneração e da maturidade da tecnologia dos tablets, o mercado ganha corpo e todos os fabricantes vão querer estar presentes, forçando uma queda ainda maior.

Assim, sejam os tablets fabricados aqui ou não, os preços vão cair, talvez para uma relação mais próxima entre um laptop vendido aqui e nos Estados Unidos.

Comparando um laptop Sony Vaio da mesma família, e com pequenas diferenças de configuração, vendido aqui no Brasil na Fnac e nos Estados Unidos pela Amazon, 

Aqui no Brasil: VPC-CW13FB custa R$ 2.229,00 na loja, já com impostos.

Nos Estados Unidos (com taxas locais): VPC-CW14FB custa US$ 1049,60, e, com taxas, cerca de US$ 1.160,00, ou, usando uma taxa de R$ 1.62/ US$ 1 chegamos a um valor de R$ 1.879,00, ou aqui pagamos um sobrepreço de 18,6%.

Esses valores de lá são aproximados, até porque a configuração não é exatamente igual, apenas parecida. Mas dá para dizer que fica entre 15% e 20% a mais se estamos considerando coisas absolutamente iguais.

Vamos ao tablet e nossa comparação é sobre um Motorola Xoom, com tela de 10,1", Wifi e 32Gb de memória. Aqui ele custa R$ 1.899,00, lá US$ 598,00 sem taxas e US$ 660,00 com taxas, ou cerca de R$ 1.056. A relação do cá dividido pelo lá é quase 79% mais cara.

Deduzindo só o efeito Lei do Bem, esse valor poderia cair, sem esforço, para R$ 1.582 (menos 20%), ainda acima do piso da relação do Sony Vaio, que seria de R$ 1.252,00 (preço externo mais 18,6%).

O potencial de redução causado pela desoneração tributária mais a aumento da concorrência seria, pois, de R$ 637,00 (R$ 1899, preço atual, menos R$ 1.252, preço possível).

Resumidamente, eliminando diferenças pontuais de premissas de cálculo, daqui a pouco com a grana para comprar dois tablets hoje você comprará três.

Assim sendo, salvo você esteja indo ao exterior ou tenha alguém que possa trazer um tablet estalando de novo, vale a pena esperar um pouco.

Afinal, os principais fabricantes de tablets no mundo estarão mudando seus planos para o Brasil, agora que os tributos para fabricação local são menores.

Assim como hoje já se vendem mais computadores do que televisores, mais laptops do que computadores, aqui na nossa Pindorama, prevejo que entre a Copa e a Olimpíada, o mercado de tablets será maior do que o de computadores com teclado e mouse!

Para fechar a reflexão dominical: se essa esperada queda se dará pelo gatilho da Lei do Bem, então dá para inferir que hoje os tablets são ainda regidos pela Lei do Mal, que tanto pode ser o conjunto de leis que favorecem a produção local quanto a interpretação mais simples de que pagamos imposto demais aqui por nossas bandas.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Fusões & Confusões

Sátira de sarcasticgamer.com
O Skype foi comprado pela Microsoft por US$8,4 bilhões neste 10 de maio. Bom para seus investidores, que planejavam talvez metade disso em um futuro IPO.

Um Steve Ballmer eufórico com as 170 milhões de contas ativas do Skype no dia do anúncio mostrava que a empresa de Redmond enxergou um poderoso atalho para o mundo da mobilidade e da comunicação.


A Microsoft vem sendo uma ávida compradora de empresas de sucesso com tecnologias, produtos e serviços que possam ampliar seu leque de atuação para além do Windows, do Office e do Windows Live.

A recente compra da TellMe pode significar a maturidade de uma tecnologia que há tempos anda por aí sem escala: a do reconhecimento de voz. De outro lado, a aliança com a Nokia parece indicar fichas caídas para ambas as empresas de que algo precisa ser feito para alcançar os lideres do mercado de smartphones e tablets. Correr atrás dos líderes para quem modelou para as massas a computação pessoal e a telefonia celular, respectivamente.


É possível argumentar que tanto a Microsoft como a Nokia são especialistas em ocupar mercados criados por terceiros, lembrando que computador pessoal, interface gráfica, planilha eletrônica, processador de textos, celular digital, smartphone, nada disso a dupla Microsoft-Nokia saiu na frente. Mas cada uma soube ocupar e liderar com maestria esses enormes mercados.


Talvez agora as coisas sejam diferentes. Ou não.  Afinal, os mercados que esses movimentos tectônicos de Microsoft+Nokia+Skype estão visando já possuem atores entrincheirados e com parcelas significativas de mercado. Aqui falamos do Google, da Apple e do Facebook, para ficar nos mais evidentes. Bater essa turma é tarefa de fôlego, embora não impossível.

E os resultados podem não estar a altura das expectativas da Microsoft. As grandes fusões e aquisições da ultima década no mundo da tecnologia evocam, para mim, um único e solitário sucesso: a compra do YouTube pelo Google.

As demais, em maior ou menor grau, podem ate ter adicionado valor à empresa compradora e muito dinheiro aos bolsos dos vendedores, mas, para nós, meros compradores, significou quase sempre menos evolução, mais custos ou ambos.

Não que esteja cético, mas, por cautela, vou deixar por uns tempos de fazer minha barba para poder deixa-la de molho.

Tomara que essa compra do Skype seja boa para nós, usuários. Pode até ser que a Microsoft saiba transformá-lo em uma útil plataforma corporativa, sem esquecer as pessoas físicas. Mas eu temo por possíveis restrições do serviço, pela inclusão de um excesso de propagandas chatas ou mesmo pelo direcionamento do uso da evolução do Skype para plataformas  Microsoft.

O bom seria replicar o sucesso da parceria Google-YouTube, com a Microsoft encarando de frente a concorrência e trabalhando com todas as principais plataformas de mobilidade.

Aí sim, ganharíamos todos e minha barba poderia sair do molho.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Casamento Real: Como uma instituição milenar planeja usar os meios digitais para criar o maior evento da internet na década

Sexta feira 29 de abril não será um dia como qualquer outro. Na Abadia de Westminster, em Londres, casam-se Kate e William, este provável herdeiro do trono inglês, ela uma bela jovem candidata a princesa e a encher o imaginário de milhões.


Mas, em pleno século 21, com a monarquia relegada a um papel quase que simbólico, como poderia um evento como esses mobilizar tanta gente e chamar tanta atenção?

Saindo momentaneamente do mundo digital, parece claro que o encantamento dos contos de fadas não foi embora, mesmo com os usos e costumes deste ano de 2011. De jovens a idosos, homens ou mulheres, indivíduos ou empresas, parece que o mundo estará conectado à cerimônia do casamento real, que promete mobilizar todas as mídias a seu favor.

Parece que será como que uma releitura do casamento de Charles e Diana, sem a falta de sal de um e sem o deslumbramento da outra, ou uma mistura disso, pouco importa. O que vale mesmo é que seus organizadores estão priorizando o foco em cima das redes sociais e da internet, como forma de obter a máxima repercussão -positiva, esperam eles- mundial.

Já é possível imaginar a quantidade de fotos e vídeos que serão postados nas principais redes sociais -Facebook, Twitter, YouTube-,  nos portais dos principais meios de comunicação tradicinais, BBC à frente, e também em milhares ou milhões de blogs por todo o planeta.

Aposta-se em imagens inusitadas captadas por amadores para uma eventual falha no rigorosíssimo protocolo britânico, ou mesmo em versões de fatos, muitos dos quais falsos, criados para gerar alarido.

Prevê-se que, na sexta-feira, alguns dos TTs globais do Twitter farão referência ao casamento.

Mas e daí, o que tem isso a ver com o nosso blog? Afinal, hoje em dia, qualquer casamento por aí tem, no mínimo, um perfil no Facebook ou no Orkut. Fofocar através to Twitter, idem, e cenas inusitadas quase sempre param no YouTube. Porquê o casamento real seria diferente?

Na minha expectativa, eu vejo um evento que atrai a atenção do mundo pelo lado conto de fadas, do imaginário das multidões sendo montado com um foco principal nas mídias sociais. São elas que vão criar a interatividade necessária a potencializar a audiência qualificada e, idealmente, obter um endosso a essa instituição chamada monarquia, por muitos considerada desnecessária, quando não um deboche aos bilhões de desvalidos.

Embora com um Reino Unido onde a maioria esmagadora da população endossa sua Família Real, na maioria do resto do mundo não é bem assim. Intrigante é o fato que a audiência da cerimônia será igualmente representativa em quase todos os países que democratizam a informação.

Vale a pena acompanhar ao menos parte da cerimônia, e, quem sabe, palpitar. Nesta segunda, 25, ao procurar imagens no Google com o argumento Kate and William, achei mais ou menos 32.700.000 respostas...

Isso aí será um marco no mundo das comunicações digitais e interativas. Vai dar pano para manga não só para comentários sobre os noivos como, especialmente, para a discussão de novos formatos de nosso dia-a-dia digital.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ainda sobre a História...

Da postagem anterior, sobre as armadilhas do sucesso da tecnologia, recebi alguns comentários no Twitter e no Facebook que me fizeram refletir um pouco mais e... voltar ainda mais ao passado, aquele que nem eu conheci, mas aprendi nos livros. Com um pouquinho de licença poética para interpretar sagas milenares a favor de minhas teses.

Na primeira iniciativa da humanidade para fazer face à então nascente globalização, o problema residia na dificuldade de comunicação entre os povos, dada a existência de milhares de linguas e dialetos, muitas das quais tinham alcance limitado a aldeias remotas.

Mas avançar era preciso! Então o caminho escolhido foi a construção de uma gigantesca torre lá pela Mesopotâmia, mesmo lugar dos conflitos de hoje onde é o Iraque. Seria uma espécie de Torres Gêmeas que vieram abaixo com os atentados de 11 de setembro.

Não deu certo e a Torre de Babel ficou no limbo da história. A se basear no Genesis, a coisa é um pouco diferente, em um tempo onde todos já falariam uma só lingua e resolveram fazer a torre mais alta do mundo para chegar perto de Deus, que, irado, condenou a humanidade a falar uma infinidade de linguas e, como consequência, nunca mais se entender.

Eu acho que não. Para mim, Babel significa, antes de tudo, a tentativa de integração que não deu certo. A compatibilidade do projeto teria ficado prejudicada por conta da chegada de novas tribos, novas linguas, novas escritas. Então, circular uma simples oferta de preços de tâmaras ficou prejudicada e as práticas mercantís voltaram ao modo primitivo.

Nós, no século 21, não retornamos à era das cavernas com os problemas de compatibilidade entre os diversos dispositivos digitais e seus monitores de regras, esses sistemas operacionais cada vez mais sofisticados, cheios de versões em diferentes linguas e linguagens de programação. Mas, cada vez que algum deles atinge o Nirvana da dominação do mercado, lá vem a praga dos céus que os condena à eternidade (enquanto dura, segundo Vinicius de Morais) das desculpas aos bilhões de usuários insatisfeitos.


A outra tentativa global de criação de um novo mercado foi feita -e bem- por Noé, com a primeira agência de turismo global que, por determinação divina, atingiu em cheio um tema que hoje é tanto decantado quanto descascado, dependendo da posição de cada um: a Diversidade. Noé efetivamente contemplou 100% das espécies e dos gêneros então conhecidos ao embarcar um casal de cada em sua arca para sobreviver ao dilúvio.

Projeto bem sucedido, sob o ponto de vista da preservação das espécies, mas o tema diversidade perdeu-se no tempo.

E as agências de turismo verdadeiramente globais ainda hoje são um problema: cada vez que uma delas atinge um ponto de aceitação global, ou mesmo nacional, como sabemos bem aqui no nosso Brasil, elas quebram, lesando milhares ou milhões de consumidores.

Quando o ser humano tenta fazer algo global demais, parece que as coisas desandam.


Mas, hoje em dia, não conseguimos viver sem essas marcas globais, suas vantagens e seus problemas. E no futuro?

terça-feira, 12 de abril de 2011

A História se repete. Repete?

Estou no ramo de TI há bastante tempo. Por vezes, acho que estou há mais tempo que o juizo recomenda. Mas insisto. Sou persistente. Sou entusiasta, como diz meu perfil @guymanuel no Twitter.


Também já vi muita coisa nessas 5 décadas que mexo com computadores. Algumas que mostam o que pode acontecer e muitas vezes seria bom que não acontecesse.

Já vivi as eras do virtuais monopólios da IBM e da Microsoft, só para ficar em dois. Esse último derivado do primeiro, pelo imenso sucesso do MS-DOS e depois do Windows, plataformas não criadas pela Microsoft, que soube torná-las usáveis em bilhões de dispositivos.

Quando chegou a tal do Vista, eu quase desisti, não só porque era um saco, mas pelo surgimento dos Mac com processadores Intel e sistemas operacionais com nomes de felinos, que tornou indesculpável não usar esses ícones de design e usabilidade, ainda mais que eles passaram a "falar" com todo mundo e ainda vieram quase juntos com os fenômenos iPod, iPhone e iPad. Imbatíveis, pensava eu, esquecendo ou querendo esquecer o passado.

Que passado?

Ah! Quando a IBM dominou os mainframes e buscou manter compatibilidade com as diversas gerações de hardware e as diversos sabores de sistemas operacionais, a vida dos profissionais que faziam as coisas funcionar virou um inferno.

Sem contar que havia -e há- a necessidade de fazê-los falar com os mais diversos tipos de periféricos e intergá-los aos mais inusitados dispositivos na rede. Quem trabalha com o SPB - Sistema de Pagamentos Brasileiro - sabe o que estou falando.

E a Microsoft? Antes do Vista e do Xp, que remediou os anteriores Windows 2000 e Windows Me, as coisas eram mais simples, embora o ecossistema ficasse cada vez mais complicado. Mas a decisão -inevitável- da Microsoft de se livrar da antiga arquitetura de 8 bits do MS/DOS, até um certo tempo a base do Windows, criou o primeiro cisma da microinformática: de repente, os dispositivos conectados não mais funcionavam, a compatibilidade de arquivos em versões diferentes do Word, por exemplo, ficaram prejudicadas. Muita chiadeira, muitas críticas, mas... faltava alternativa.

Aí veio a Apple com o ressurgimento do Steve Jobs e eu, maravilhado com esse mundo novo, achei que meus problemas tinham se acabado. Tudo fácil, bonito, seguro, charmoso... até que cheguei aos dias de hoje, com o OSX 10.6.7 no Mac, o iOS 4.2 no iPhone e o iOS 4.3.1 no iPad. Aí eu pude sentir o peso do sucesso da Apple, que em nada difere do que aconteceu antes com a IBM e a Microsoft.

De vez em quando o Mac fica lento, o iPhone trava e o iPad cancela programas que saem do ar como se fossem bolhas de sabão estourando...

Aí eu fui fuçar um pouco as especificações dos sistemas operacionais e dos hardwares associados e vi o tamanho da encrenca da compatibilidade reversa e com o resto do mundo, ou seja, com versões anteriores e com outros dispositivos do mundo conectado. E caí na real: a Apple, como a IBM e a Microsoft, passa a pagar a conta de seu sucesso, transferindo, claro, a fatura para nosostros usuários.

Nada que seja fatal, apenas a triste constatação que o encantamento com a marca e seus belos produtos pode estar chegando ao limite.

Ainda bem que eu não descartei um PC que veio com Windows Vista e que eu decidi fazer um upgrade para o Windows 7...

Numa dessas...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Redes Sociais e as Empresas: Sem importância?

A baixa adoção de uma política corporativa das empresas para redes sociais parece dar sinais de reversão. Hoje, mais de 40% das empresas que precisam de alguma imagem por atingir o consumidor final já buscam conexões no Twitter, no Facebook e em outras redes de massa. Poucas, porém, já as utilizam de modo a alavancar suas operações usando o potencial que elas podem oferecer.


Vamos a alguns exemplos:

Toy Story 3 (em inglês), da Pixar/Disney, alcança 17.567.444 curtidores;
Walt Disney World tinha 5.927.883
Nike, 4.091.119
Mc Donald's348.425 
Starbucks  20.466.910
A revista brasileira Veja, 104.810
A rede americana de notícias CNN, 1.912.659
Sua concorrente árabe, Al Jazeera (em inglês), 498.814, em árabe, 940.053.

Tudo isso na hora desta postagem, e referente apenas à página com maior número de seguidores. Para dar uma idéia do tamanho do potencial, a marca Walt Disney, que combina um grande número de produtos e serviços muito conhecidos (Toy Story inclusive), yem mais de 145 mihões de curtidores. Quase um Brasil.


Nessas páginas pesquisadas, vemos que os tópicos postados recentemente quase sempre possuem centenas, se não milhares de comentários. Isso aí, em termos de pesquisa de opinião, possui um valor inestimável.


É razoável supor que Toy Story 4, ou um novo tenis da Nike, só para ficar com dois exemplos, estejam sendo gestados a partir das opiniões desses seguidores voluntários, que tanto podem contribuir para o sucesso de futuros lançamentos como seu fracasso, se essa demanda for mal interpretada.


Creio que não por acaso, a marca Mc Donald's, que é global por excelência, mas associada ao junk food e tão criticada, aparece com seis vezes menos seguidores que um Starbucks, com mais de 20 milhões.


Pode ser por conta da percepção que o café faz menos mal do que um sandubão cheio de calorias, gorduras e carboidratos, ou, quem sabe, por conta de um melhor entendimento da Starbucks em realação ao fenômeno das redes sociais. Eu acho que é uma combinação de ambos, mas a segunda opção é seguramente a predominante.

Finalmente, o Facebook arrebenta com 37.223.918 curtidores em sua página mais visitada. Algo como 6% das contas ativas, o que não é pouco.

Marqueteiros profissionais dariam um par de anos de suas vidas se pudessem entender as expectativas dos consumidores e prever tendências. Antigamente, isso acontecia por conta de caríssimas e incomodativas pesquisas de mercado, com perguntas formuladas pelas próprias agências, depois de aprovadas pelo cliente.

Hoje, com as redes sociais, é possível que a interação surja exatamente dos consumidores que dizem, com prazer ou com contundência, o que gostariam de ter ou o que abominam naquele produto ou naquela marca.

A propagação viral dessas informações torna o processo irreversível.

Não por acaso, as marcas que estão no topo do ranking do Facebook estão nadando de braçada no mercado, e as que resistem, estão ficando para trás.
 

quarta-feira, 30 de março de 2011

Pneu Furado

Estamos prontos para a Copa? Vou mostrar que não...

Escrevo esta postagem a bordo de um moderno jato da Embraer 175, recheado de conforto e tecnologia, em voo tranquilo de Cuiabá a Curitiba, com escala prevista em Londrina.


Escala?

Nada disso. Um avião com pneu furado bloqueia a pista de Londrina e os aviões com esse destino ficam circundado o aeroporto aguardando as instruções da torre: descer ou alternar para Maringá.

Meia hora depois de voltear sobre Londrina, a noticia da cabine de comando: nada de Maringá, o aeroporto tem o pátio lotado e não recebe mais ninguém!

Bom para mim, péssimo para quem ficaria em Londrina ou teria conexão para Cascavel...

Mas eu ouvi outro dia um burocrata da infraestrutura aérea brasileira dizer que nossos aeroportos estão praticamente prontos para receber a Copa, com um mínimo de modificações.

Será mesmo? Se um simples pneu furado gera esse transtorno, imaginemos o cenário de 2014, com trafego aéreo no mínimo dobrando o número de passageiros-quilômetro...

Acho que já vou pensando em não viajar durante a Copa, ou, ainda, sumir do Brasil bem antes e voltar bem depois, com o Brasil hexa ou não.

sexta-feira, 25 de março de 2011

LinkedIn chega a 100 milhões de perfis

Recebo um e-mail do  Reid Hoffman, co-fundador e Chairman do LinkedIn para comunicar que a mais popular rede social de profissionais atingiu, esta semana, a marca de 100.000.000 de associados, e que eu faço parte de um grupo de early adopters, ou dos que fazem parte do primeiro milhão de profissionais cadastrados (o meu é número 433.691).




Se comparado com o Facebook, ele é quase sete vezes menor, mas, levando em conta seu foco em conectividade entre profissionais, o número é muito relevante.

Eu já tive a oportunidade de contratar ou recomendar profissionais pelo LinkedIn, e mesmo pedir ajuda em tópicos específicos de minha atividade profissional quando necessitei. E os resultados foram sempre surpreendentes, mesmo usando a versão basicona, gratuita.

O formato e o sucesso dessa rede de propósito específico mostra, sobretudo, o caminho para outras iniciativas muito focadas, e essa parece ser uma tendência inevitável, sem excluir as redes sociais de propósito geral, onde o Facebook reina com folga sobre os concorrentes.

Parabéns ao gordo simpático Reid Hoffman, extensivo a toda a equipe. Sigo usando o LinkedIn e recomendando a quem não conhece...

quarta-feira, 23 de março de 2011

Redes Sociais: Rumo ao Novo Modelo

2011 pode ficar marcado como o ano da consolidação do modelo de Redes Sociais onde a iniciativa e o poder, efetivamente, derivam do indivíduo, organizado segundo suas necessidades, suas competências e, especialmente, segundo as circunstâncias.


Vale destacar três fatos relevantes e recentes: As rebeliões populares no norte da África e no Oriente Médio, a catástrofe do Japão e as chuvas que causaram danos nas estradas, cidades e montanhas no Paraná.


1- A chuvarada no Paraná: Começando pela mais próxima do blogueiro e talvez a mais simples de entender e explicar: Chuvas fortes causam impacto devastador em duas das principais rodovias que ligam Curitiba ao litoral: as BR 277e 376, com deslizamento de barreiras, queda de pontes e inundação de pistas, isolando o litoral e causando graves danos às cidades de Paranaguá, Morretes e Antonina, sem falar com os transtornos logísticos de fazer chegar a carga de grãos ao porto.

Com o número de emergência da Polícia Rodoviária Federal congestionado por excesso de chamados, a solução adotada pela PRF foi a criaçãp de um perfil no Twitter para que a comunidade usuária das estradas pudesse reportar problemas ou buscar auxílio. Resultado: em menos de 24 horas milhares de pessoas passaram a seguir o perfil agora usado também para o combate ao tráfico e tráfego de drogas em nossas rodovias.

A sacada foi a constatação de que uma parcela expressiva dos motoristas dispõem de aparelhos portáteis com acesso à internet.

Ponto para a PRF!

2- Terremoto, Tsunami e Radiação no Japão: Mesmo para um povo acostumado a catástrofes da natureza, essa última foi demais. Um terremoto de intensidade 8.9 na escala Richter, seguida de tsunamis que varreram a costa nordeste do país, incluindo o complexo de usinas nucleares de Nagashima, gerando níveis preocupantes de radiação, consequência do vazamento de gás dos reatores.

Passada a fase inicial de colapso quase total nas comunicações, lá surgiram as redes sociais não só para comunicar mortos e feridos, mas também de sobreviventes e, sobretudo, na mobilização de uma intensa e global rede de solidariedade e de apoio aos japoneses. Além de imagens da tragédia capturadas em sua maioria por celulares de quem estava no meio da tragédia, o ponto alto foi, sem dúvida, a localização de muitos sobreviventes sob os escombros que foram localizados através do sinal de seus celulares.

3- Fora Ditadores! O fenômeno da queda dos regimes ditatoriais longevos da Tunísia e do Egito, mais a quase guerra civil da Líbia e os protestos no Iemen, no Bahrein, na Síria e em outros países do Mediterrâneo não teve como origem as redes sociais. Mas foram elas, sem dúvida, que permitiram que a comunicação entre os insatisfeitos superasse a barreira de regimes policialescos onde a censura era -ou ainda é- um fato da vida para os cidadãos.

  É possível afirmar que, sem a existência das redes sociais esse processo seria mais logo e dolorido, sem falar na possibilidade da demora no processo de transição.

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Levantada a bola das redes sociais, cabe registrar o lado ruim delas, que são boatos infundados, informações falsas, capazes de criar ainda mais pânico ou dor ou simplesmente de desviar a atenção dos fatos reais.

Esse é o preço a pagar pela liberdade de expressão levada quase que à plenitude pela internet e pelas redes sociais.

Talvez o próximo passo seja a educação dos usuários para saber separar o joio do trigo. Para não mais acontecer o que um amigo meu, fã incondicional de comida japonesa, me disse após a tragédia do Japão, por conta de notícias alarmistas de contaminação de alimentos, inclusive os de lá exportados, afirmando que iria parar de consumir sushis e sashimis, sem se dar conta dos controles sanitários existentes no mundo e, principalmente, que nossos pratos de culinária japones usam essencialmente ingredientes nacionais ou, no máximo, peixes do litoral do Chile ou do Peru.

Mas, de todo modo, fazendo a contabilidade dos prós e dos contras, nos três episódios, a tecnologia digital e as redes sociais marcaram importantes pontos para informar e, especialmente, para minorar os problemas dos atingidos pelas catástrofes.