A matéria do jornalista Eric Nagourey, publicada no The New York Times, e resumida no site do José Wille, mostra as consequências por vezes danosas da exibição de informações pessoais, por jovens (e outros nem tanto) em sites de relacionamento.
O que muitos internautas não se dão conta é que essas informações podem ser usadas pelos departamantos de RH das empresas, por "Head-Hunters", mas também por agentes mal intencionados, que o estudo que deu origem à matéria se refere como "predadores online".
Enganam-se os que imaginam poder desfrutar de um anonimato na web, ainda mais em tempo de Google, que tudo sabe e tudo guarda. Assim, informações que possam ser julgadas como danosas à imagem de uma pessoa, mesmo que removidas, podem ser recuperadas numa simples busca no Google, ou outro serviço de busca disponível. Essas empresas guardam em seus servidores o 'retrato' das páginas na internet feitos de tempos em tempos (chamado "cache").
Além do mais, os predadores online estão cada vez mais ativos, buscando informações que lhes permitam algum tipo de ação maliciosa que pode ir da chantagem pura e simples à replicação desses dados -às vezes com distorções- a terceiros, com incalculáveis prejuízos a quem os divulgou em primeiro lugar.
Minha recomendação é simples: os dados que você divulga, nos sites de relacionamento, a seu respeito, de sua família, das pessoas com quem você tem relacionamento mais próximo só devem ser aqueles que você divulgaria em uma conversa normal, em ambiente público, e que você efetivamente queira divulgar. E que não seja ao sabor de uma emoção de momento, do qual você pode se arrepender.
E nem sempre evitar a divulgação de suas infoemações pessoais pode ser a melhor solução. Se você ficar "calado" no mundo digital, pode ser que alguém fale por você aquilo que você não quer ver divulgado.
Então, tenha certeza sobre as informações a seu respeito que você posta nas comunidades de relacionamentos, nos blogs, na internet, de uma maneira geral. Antes de publicá-las, ou atualizá-las, pense como terceiros reagiriam, como alguém mal intencionado, ou um caçador de talentos, ou mesmo uma pessoa próxima de você que, mais tarde, pode não estar.
Na dúvida, seja conservador(a). Seu futuro agradece.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Economizando nas contas de telecomunicações
A coisas é assim: quanto mais alternativas temos, a tendência é gastar mais, até que nos damos conta que precisamos organizar as coisas. Funciona assim quando temos muitas lojas, muitos restaurantes, muitas baladas para ir. Também quando compramos um segundo carro, uma casa na praia. E com telecomunicações, com a variedade de ofertas que temos hoje, a probabilidade maior é que você esteja gastando mais -ou muito mais- do que você deveria, sem necessariamente perder em qualidade. Mas como economizar?
Se você tem internet banda larga, você deve começar a usar intensamente programas como o Skype, de instalação gratuita. Você vai falar com seus amigos registrados de graça, a qualquer hora, de e para qualquer lugar do mundo, desde que ambos estejam conectados. De graça mesmo! E ainda dá para fazer vídeo conferências, enviar e receber documentos e mandar e receber mensagens de texto.
O Skype e outros usam a tecnologia de "Voz sobre IP" (VoIP), ou a telefonia via internet, que vem ganhando cada vez mais popularidade no mundo todo, e no Brasil m particular.
Para chamar telefones fixos internacionais, o preço é mais ou menos R$ 0,05 o minuto, ligações DDD 0,07 a 0,15, ligações para celular em qualquer lugar do Brasil, R$ 0,60. Faça as contas comparando o que você paga hoje...
Sábado, por exemplo, fiquei um tempão no Skype vendo os primeiros passos de meu neto de 1 ano e 1 mês, e ele me vendo... Isso não tem preço, nem custo!
Existem outros serviços, como o Vono, da GVT, o UOL VoIP, o Terra VoIP, dentre outros, que merecem ser analisados e comparados.
Levando em conta que você pode ter essas facilidades em um SmartPhone, desde que tenha um programa instalado e acesso à internet por WiFi, o Fring é um programinha inteligente que pode juntar seus contactos do MSN, do Skype, do GMail e de outros e tudo funciona como se fosse pela conexão normal do celular, só que de graça, entre contatos online, ou pagando as tarifas reduzidas das operadoras VoIP, para ligação a telefones fixos ou celulares.
Eu faço rotineiramente várias conferências de áudio semanais, com duração de média de uma horacada, toda semana, para lugares diferentes, com 4 ou 5 participantes. O custo disso, por linhas convencionais, seria absurdo. Usando o Fring, zero!
Outra coisa que a tecnologia digital ajuda a economizar é no custo de viagens. Em tempos de serviços aeroportuários deficientes, tarifas aéreas em regime de duopólio imperial, evitar viagens, em especial de trabalho, pode ser um refresco para o bolso, para os nervos e até mesmo para a eficiência.
Eu diria que, se você gasta acima de R$ 200/mês, em suas faturas de telefone fixo e celular, dá para fazer uma festa, usando a tecnologia de voz sobre IP, ou VoIP.
Então, compare as tarifas, verifique seu uso e suas necessidades, e comece 2009 economizando para valer!
Se você tem internet banda larga, você deve começar a usar intensamente programas como o Skype, de instalação gratuita. Você vai falar com seus amigos registrados de graça, a qualquer hora, de e para qualquer lugar do mundo, desde que ambos estejam conectados. De graça mesmo! E ainda dá para fazer vídeo conferências, enviar e receber documentos e mandar e receber mensagens de texto.
O Skype e outros usam a tecnologia de "Voz sobre IP" (VoIP), ou a telefonia via internet, que vem ganhando cada vez mais popularidade no mundo todo, e no Brasil m particular.
Para chamar telefones fixos internacionais, o preço é mais ou menos R$ 0,05 o minuto, ligações DDD 0,07 a 0,15, ligações para celular em qualquer lugar do Brasil, R$ 0,60. Faça as contas comparando o que você paga hoje...
Sábado, por exemplo, fiquei um tempão no Skype vendo os primeiros passos de meu neto de 1 ano e 1 mês, e ele me vendo... Isso não tem preço, nem custo!
Existem outros serviços, como o Vono, da GVT, o UOL VoIP, o Terra VoIP, dentre outros, que merecem ser analisados e comparados.
Levando em conta que você pode ter essas facilidades em um SmartPhone, desde que tenha um programa instalado e acesso à internet por WiFi, o Fring é um programinha inteligente que pode juntar seus contactos do MSN, do Skype, do GMail e de outros e tudo funciona como se fosse pela conexão normal do celular, só que de graça, entre contatos online, ou pagando as tarifas reduzidas das operadoras VoIP, para ligação a telefones fixos ou celulares.
Eu faço rotineiramente várias conferências de áudio semanais, com duração de média de uma horacada, toda semana, para lugares diferentes, com 4 ou 5 participantes. O custo disso, por linhas convencionais, seria absurdo. Usando o Fring, zero!
Outra coisa que a tecnologia digital ajuda a economizar é no custo de viagens. Em tempos de serviços aeroportuários deficientes, tarifas aéreas em regime de duopólio imperial, evitar viagens, em especial de trabalho, pode ser um refresco para o bolso, para os nervos e até mesmo para a eficiência.
Eu diria que, se você gasta acima de R$ 200/mês, em suas faturas de telefone fixo e celular, dá para fazer uma festa, usando a tecnologia de voz sobre IP, ou VoIP.
Então, compare as tarifas, verifique seu uso e suas necessidades, e comece 2009 economizando para valer!
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Tecnologia e Lei: Enfim Juntas!
Hoje tive uma grata experiência: liguei para o call center de minha operadora de telefonia fixa para reclamar de um item faturado indevidamente e... surpresa! Fui E-X-C-E-P-C-I-O-N-A-L-M-E-N-T-E bem atendido! Em poucos minutos, tudo resolvido, com cortesia, proatividade e sem firulas.
Eu estava cético que essa nova regra de atendimento de call centers fosse pegar, dado o histórico de terror imposto a nós por bancos, operadoras de telefonia, de tv por assinatura e cartões de crédito, só para ficar entre aquelas que atingem a todos...
Minha conclusão preliminar: essa mudança vai dar certo, desde que haja vigilância de nós, consumidores.
Como corolário, eu que, no final de novembro ainda pastava nas musiquinhas de meu provedor de tv a cabo, me senti nas nuvens! E concluí que antes, a tecnologia estava contra nós, agora está a favor.
Se a moda pega...
Eu estava cético que essa nova regra de atendimento de call centers fosse pegar, dado o histórico de terror imposto a nós por bancos, operadoras de telefonia, de tv por assinatura e cartões de crédito, só para ficar entre aquelas que atingem a todos...
Minha conclusão preliminar: essa mudança vai dar certo, desde que haja vigilância de nós, consumidores.
Como corolário, eu que, no final de novembro ainda pastava nas musiquinhas de meu provedor de tv a cabo, me senti nas nuvens! E concluí que antes, a tecnologia estava contra nós, agora está a favor.
Se a moda pega...
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
TV Digital: Um Ano Depois
Esta semana marcou o primeiro aniversário da implantação da TV Digital no Brasil. Presente em nove grandes cidades, ela apresenta indicadores mistos. Mas é, sobretudo, uma ilustre desconhecida da imensa maioria dos brsileiros.E nem podia ser diferente.
A disseminação de uma tecnologia totalmente nova em todo o país é algo que demanda tempo, o tal do "senhor da razão".
Mas o que temos hoje são números bem abaixo das mais conservadoras estimativas originais. Somando a venda de decodificadores (100.000) a televisores com decodificadores embutidos (400.000), chegamos a meio milhão de aparelhos prontos para o novo mundo da TV digital.
Isso é muito pouco, quase nada. Se entramos na parte de conteúdo, mesmo as emissoras que já geram imagens abertas em alta definição, chegamos a poucas dezenas de horas semanais, centradas em novelas, notícias e programas de auditório. No mundo da TV paga, um canal que fica exibindo e reprisando as poucas atrações que dispõe.
A qualidade da imagem e do som, em emissões HD (High Definition) são realmente impressionates, e é difícil acostumar com o padrão "antigo", de qualidade DVD.
No tópico interatividade, nada. Ou melhor, menos que nada. Aqui podemos ter as grandes frustrações no futuro, se não houver rápida disponibilização do Ginga, o software que vai monitorar a TV digital e, em tese, facilitar aos usuários a entrada nesse mundo digital e criar para as emissoras novas e promissoras formas de busca de audiência e conexão.
A ousada decisão brasileira de adotar o padrão japonês, só usado no Japão, e ainda fazer uma versão própria de software pode gerar, lá na frente, um modelo inovador. Mas os atrasos na sua implementação podem trazer mudanças de prioridades no mercado e atrasos na disseminação do novo modelo.
Ao contrário do que se pensa, no futuro nem tudo vão ser imagens de alta definição. Até porque as emissoras vão poder optar pela multiplicação de conteúdo em vez de um único sinal HD, em boa parte de sua grade de programação. A interatividade é a que promete melhores perspectivas, e isso está leeeeeeeeento...
Vamos torcer que os atores envolvidos no processo possam agir mais rápido, e que, em dezembro de 2009, na comemoração dos dois anos da TV digital, tenhamos números mais robustos e melhores perspectivas.
A disseminação de uma tecnologia totalmente nova em todo o país é algo que demanda tempo, o tal do "senhor da razão".
Mas o que temos hoje são números bem abaixo das mais conservadoras estimativas originais. Somando a venda de decodificadores (100.000) a televisores com decodificadores embutidos (400.000), chegamos a meio milhão de aparelhos prontos para o novo mundo da TV digital.
Isso é muito pouco, quase nada. Se entramos na parte de conteúdo, mesmo as emissoras que já geram imagens abertas em alta definição, chegamos a poucas dezenas de horas semanais, centradas em novelas, notícias e programas de auditório. No mundo da TV paga, um canal que fica exibindo e reprisando as poucas atrações que dispõe.
A qualidade da imagem e do som, em emissões HD (High Definition) são realmente impressionates, e é difícil acostumar com o padrão "antigo", de qualidade DVD.
No tópico interatividade, nada. Ou melhor, menos que nada. Aqui podemos ter as grandes frustrações no futuro, se não houver rápida disponibilização do Ginga, o software que vai monitorar a TV digital e, em tese, facilitar aos usuários a entrada nesse mundo digital e criar para as emissoras novas e promissoras formas de busca de audiência e conexão.
A ousada decisão brasileira de adotar o padrão japonês, só usado no Japão, e ainda fazer uma versão própria de software pode gerar, lá na frente, um modelo inovador. Mas os atrasos na sua implementação podem trazer mudanças de prioridades no mercado e atrasos na disseminação do novo modelo.
Ao contrário do que se pensa, no futuro nem tudo vão ser imagens de alta definição. Até porque as emissoras vão poder optar pela multiplicação de conteúdo em vez de um único sinal HD, em boa parte de sua grade de programação. A interatividade é a que promete melhores perspectivas, e isso está leeeeeeeeento...
Vamos torcer que os atores envolvidos no processo possam agir mais rápido, e que, em dezembro de 2009, na comemoração dos dois anos da TV digital, tenhamos números mais robustos e melhores perspectivas.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Tem mensagem para Steve Jobs: "Te cuida, iPhone!"
Deu no Computerword da internet:
iPhone Killer? Nokia lança telefone com tela sensível ao toque
Primeiro toutch screen da Nokia virá com um ano de downloads grátis da loja online Nokia Music Store que chega ao Brasil em 2009.
Vale a pena ler a matéria. O novo produto da Nokia chega às lojas em lançamento simultâneo no mundo todo, para bater de frente com a Apple e com o iPhone.
As características são parecidas, mas as especificações do 5800 XpressMusic parecem mais completas, e promete acesso ao Nokia Music Store, por enquanto um tímido concorrente da Apple Store e do iTunes.
Mas a Nokia não poderia ficar passiva ao ataque avassalador da Apple no seu território de celulares, onde ela reina há vários anos. E ela começa atacando exatamente os pontos fortes do iPhone e pretende ir além, ofertando músicas grátis por um ano e aprimorando alguns pontos fracos do iPhone, como câmera e flash.
Minha primeira reação foi: "Viva a concorrência!" A Apple, afinal, está muito orgulhosa de seu sucesso com o iPhone, indiscutivelmente uma nova referência em dispositivos móveis.
Aparentemente, Steve Jobs de novo deixa passar a oportunidade de consolidar um padrão de mercado, ao manter todo o projeto fechado, sob mais de 200 patentes, limitando parcerias e esnobando mercados importantes como o nosso, fazendo com que aqui o iPhone chegue manco, pois não temos todas as ofertas que os americanos, por exemplo, já desfrutam, como o acesso ao download de músicas e de vídeos.
Essa história de sucesso do iPhone, pela primeira vez me faz relembrar o sucesso do Macintosh, lá atrás, na década de 80, quando o tal do Bill Gates e a tal da Microsoft eram figuras secundárias no mundo da tecnologia. Aí veio o Windows e a história saiu diferente do script da Apple, para o bem e para o mal...
Vamos ver agora, com a Nokia se mexendo nesse mercado, que pode ser algo parecido com o elefante na loja de cristais...
Eu particularmente, torço pela concorrência acirrada. E que vença o melhor! No mínimo, vamos poder ter a opção da escolha.
Será que a luta pela supremacia da preferência dos consumidores de smartphones vai ser disputada entre a Nokia, a Apple e a RIM, com seu onipresente Blackberry no mundo corporativo?
Alguém para apostas??
iPhone Killer? Nokia lança telefone com tela sensível ao toque
Primeiro toutch screen da Nokia virá com um ano de downloads grátis da loja online Nokia Music Store que chega ao Brasil em 2009.
Vale a pena ler a matéria. O novo produto da Nokia chega às lojas em lançamento simultâneo no mundo todo, para bater de frente com a Apple e com o iPhone.
As características são parecidas, mas as especificações do 5800 XpressMusic parecem mais completas, e promete acesso ao Nokia Music Store, por enquanto um tímido concorrente da Apple Store e do iTunes.
Mas a Nokia não poderia ficar passiva ao ataque avassalador da Apple no seu território de celulares, onde ela reina há vários anos. E ela começa atacando exatamente os pontos fortes do iPhone e pretende ir além, ofertando músicas grátis por um ano e aprimorando alguns pontos fracos do iPhone, como câmera e flash.
Minha primeira reação foi: "Viva a concorrência!" A Apple, afinal, está muito orgulhosa de seu sucesso com o iPhone, indiscutivelmente uma nova referência em dispositivos móveis.
Aparentemente, Steve Jobs de novo deixa passar a oportunidade de consolidar um padrão de mercado, ao manter todo o projeto fechado, sob mais de 200 patentes, limitando parcerias e esnobando mercados importantes como o nosso, fazendo com que aqui o iPhone chegue manco, pois não temos todas as ofertas que os americanos, por exemplo, já desfrutam, como o acesso ao download de músicas e de vídeos.
Essa história de sucesso do iPhone, pela primeira vez me faz relembrar o sucesso do Macintosh, lá atrás, na década de 80, quando o tal do Bill Gates e a tal da Microsoft eram figuras secundárias no mundo da tecnologia. Aí veio o Windows e a história saiu diferente do script da Apple, para o bem e para o mal...
Vamos ver agora, com a Nokia se mexendo nesse mercado, que pode ser algo parecido com o elefante na loja de cristais...
Eu particularmente, torço pela concorrência acirrada. E que vença o melhor! No mínimo, vamos poder ter a opção da escolha.
Será que a luta pela supremacia da preferência dos consumidores de smartphones vai ser disputada entre a Nokia, a Apple e a RIM, com seu onipresente Blackberry no mundo corporativo?
Alguém para apostas??
terça-feira, 7 de outubro de 2008
E os Eletrônicos neste Natal, com o dolar subindo?
Quem esperava que os preços continuariam a cair, para melhor comprar seu TV de tela grande, seu home theater, seu laptop ou qualquer outro brinquedinho digital neste final de ano, pode ir tirando o mouse da chuva...
Temos três fatores que conspiram contra a queda de preços, e apenas um, tênue, que pode ajudar a puxar para baixo.
Contra o nosso bolso:
1- A disparada do dolar, a queda das bolsas e o pandemônio do sistema financeiro global vão impulsionar os preços para cima. No mínimo, mesmo com preços protegidos nas compras de longo prazo, os fabricantes ou importadores vão tomar cuidado para não corroer margens;
2- A chegada da TV digital aberta em Curitiba estimula a demanda, em uma época em que a oferta pode ser menor do que a estimada anteriormente, por cautela dos fornecedores;
3- O inevitável aumento da taxa de juros para vendas a crédito, pelo brutal enxugamento da liquidez do mercado financeiro.
A favor de nosso bolso:
4- Uma possível retração dos consumidores pode deixar alguns produtos sobrando na prateleira, forçando sua liquidação antecipada. Mas... isso só vale se o produto for o que você espera e, mesmo assim, para compra à vista, muito bem pechinchado.
Para dar um alento ao consumidor de produtos digitais enquadrado na expectatuva 4 acima, é bom lembrar que, à época da publicação deste post, todos os vendedores de bens duráveis já fizeram uma peimeira revisão -para baixo, sempre- de suas vendas daqui até o início de 2009.
Ou seja, se a procura for menor do que a oferta ´já revisada, podem mesmo sobrar alguns produtos bons e a preço de ocasião... Mas isso pode vir ao preço de um quadro recessivo, onde até a libido compradora dos mais entusiasmados pode ir por terra, dadas as incertezas futuras.
Em resumo: não custa planejar um Natal mais frugal, e, se aparecer pechincha, aproveitar. Mas eu não apostaria na repetição da euforia do Natal de 2007.
Temos três fatores que conspiram contra a queda de preços, e apenas um, tênue, que pode ajudar a puxar para baixo.
Contra o nosso bolso:
1- A disparada do dolar, a queda das bolsas e o pandemônio do sistema financeiro global vão impulsionar os preços para cima. No mínimo, mesmo com preços protegidos nas compras de longo prazo, os fabricantes ou importadores vão tomar cuidado para não corroer margens;
2- A chegada da TV digital aberta em Curitiba estimula a demanda, em uma época em que a oferta pode ser menor do que a estimada anteriormente, por cautela dos fornecedores;
3- O inevitável aumento da taxa de juros para vendas a crédito, pelo brutal enxugamento da liquidez do mercado financeiro.
A favor de nosso bolso:
4- Uma possível retração dos consumidores pode deixar alguns produtos sobrando na prateleira, forçando sua liquidação antecipada. Mas... isso só vale se o produto for o que você espera e, mesmo assim, para compra à vista, muito bem pechinchado.
Para dar um alento ao consumidor de produtos digitais enquadrado na expectatuva 4 acima, é bom lembrar que, à época da publicação deste post, todos os vendedores de bens duráveis já fizeram uma peimeira revisão -para baixo, sempre- de suas vendas daqui até o início de 2009.
Ou seja, se a procura for menor do que a oferta ´já revisada, podem mesmo sobrar alguns produtos bons e a preço de ocasião... Mas isso pode vir ao preço de um quadro recessivo, onde até a libido compradora dos mais entusiasmados pode ir por terra, dadas as incertezas futuras.
Em resumo: não custa planejar um Natal mais frugal, e, se aparecer pechincha, aproveitar. Mas eu não apostaria na repetição da euforia do Natal de 2007.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Congestão Democrática na Internet
Pois é, este 4 de outubro foi mais uma data cívica, de colocarmos em dia nossas preferências, como eleitores e cidadãos, em cada município do Brasil, elegendo todos os vereadores e a maioria dos prefeitos, salvo poucos que ainda irão ao segundo turno.
Desta vez, as urnas eletrônicas deram poucos problemas, estatisticamente desprezíveis, consolidando, de vez, a forma digital de votação. Nem as costumeiras vozes do atraso que levantavam a lebre deeposíveis fraudes estavam a trombetear a cabeça dos eleitores. Ponto para o TSE!
Mas, na hora de totalizar os votos, alguns servidores da Justiça Eleitoral engasgaram, ou então os telões de divulgação de resultados travaram, gerando impaciência entre candidatos, cabos eleitorais e cidadãos interessados nos números.
Anda mais, os portais de divulgação pela internet e os principais blogs de política tiveram um movimento inusitado de acessos, e alguns deles até ficaram temporariamente fora do ar.
Duas leituras, diferentes pelo ângulo, mas ambas relevantes:
1- É preciso que os sites de divulgação e os blogs estejam preparados para esses picos de acesso.. Já se foi o tempo que os resultado saiam a conta-gotas, levando dias, semanas até. O brasileiro acostumou-se a ter os resultados e as análises quase que instantaneamente.
2- O eleitor cidadão vai pedir cada vez mais, e, já para 2010, essas falhas serão impensáveis, e é bom que a Justiça Eleitoral planeje adequadamente o uso da intenet para o aperfeiçoamento do processo democrático, em vez de usar restrições que de nada adiantam para inibir a vontade de saber das coisas.
É a tecnologia parceira da democracia!
Desta vez, as urnas eletrônicas deram poucos problemas, estatisticamente desprezíveis, consolidando, de vez, a forma digital de votação. Nem as costumeiras vozes do atraso que levantavam a lebre deeposíveis fraudes estavam a trombetear a cabeça dos eleitores. Ponto para o TSE!
Mas, na hora de totalizar os votos, alguns servidores da Justiça Eleitoral engasgaram, ou então os telões de divulgação de resultados travaram, gerando impaciência entre candidatos, cabos eleitorais e cidadãos interessados nos números.
Anda mais, os portais de divulgação pela internet e os principais blogs de política tiveram um movimento inusitado de acessos, e alguns deles até ficaram temporariamente fora do ar.
Duas leituras, diferentes pelo ângulo, mas ambas relevantes:
1- É preciso que os sites de divulgação e os blogs estejam preparados para esses picos de acesso.. Já se foi o tempo que os resultado saiam a conta-gotas, levando dias, semanas até. O brasileiro acostumou-se a ter os resultados e as análises quase que instantaneamente.
2- O eleitor cidadão vai pedir cada vez mais, e, já para 2010, essas falhas serão impensáveis, e é bom que a Justiça Eleitoral planeje adequadamente o uso da intenet para o aperfeiçoamento do processo democrático, em vez de usar restrições que de nada adiantam para inibir a vontade de saber das coisas.
É a tecnologia parceira da democracia!
terça-feira, 19 de agosto de 2008
O preço relativo dos líquidos
Se você tivesse que escolher um presente à amada, dentre os 5 listados abaixo, qual deles você escolheria? Pesquisei os preços, por mililitro em uma única fonte, o site de comércio eletrônico Submarino*. Dos produtos listados abaixo, qual seria -na opinião do leitor- o mais caro, por mililitro?
Cartucho de tinta preta HP 21
Versace Woman Eau de Parfum Feminino
Nanquim Técnico Faber-Castell
Vinho Tinto Francês Kressmann Château Belgrave Haut Médoc
Whisky Johnny Walker Black Label
Não por acaso, eles estão classificados em ordem decrescente de valor, por ml. A tinta do cartucho custa mais de 10 vezes a do nanquim, como pode ser visto abaixo.
As bebidas são as mais baratas por ml, mas aqui não queremos fazer apologia doálcool, ainda mais em tempos de lei seca. Vamos aos números, que estavam no site em 17/08/2008, convertidos em R$ por mililitro:
Cartucho de tinta preta HP custa R$ 6,65
Versace Woman Eau de Parfum custa R$ 4,07
Nanquim Técnico Faber-Castell custa R$ 0,65
Vinho Francês Kressmann Château Belgrave Haut Médoc custa R$ 0,49
Whisky Johnny Walker Black Label custa R$ 0,18
Mas é muita grana por litro de tinta com cartucho: quase R$ 7.000 o litro! Com o uso mais moderado do perfume, talvez o efeito seja mais profundo e duradouro... Ou se o autor for um bom calígrafo, escrever uma mensagem de amor com a boa e velha tinta nanquim, é mais personalizado e mais barato, muito mais ainda...
No caso do vinho, o critério foi escolher o mais caro, ou o mais caro que consegui achar, para dar uma de 'nouveu riche', daqueles que queimam notas de R$100 para acender charuto, não me venham os enólogos criticar minha escolha. É referência apenas..
Com esse preço por ml de tinta de impressora, a gasolina entre R$ 2,20 e R$ 2,60 não é tão extorsivo assim. Pense nisso...
*preços obtidos em pesquisa no dia 25/08/2008 no site www.submarino.com.br. São apenas para efeitos comparativos, e não refletem nenhuma crítica específica às práticas comerciais desse portal eletrônico de compras pela internet. Apenas busquei preços em uma fonte única, para comparar preços de líquidos...
Cartucho de tinta preta HP 21
Versace Woman Eau de Parfum Feminino
Nanquim Técnico Faber-Castell
Vinho Tinto Francês Kressmann Château Belgrave Haut Médoc
Whisky Johnny Walker Black Label
Não por acaso, eles estão classificados em ordem decrescente de valor, por ml. A tinta do cartucho custa mais de 10 vezes a do nanquim, como pode ser visto abaixo.
As bebidas são as mais baratas por ml, mas aqui não queremos fazer apologia doálcool, ainda mais em tempos de lei seca. Vamos aos números, que estavam no site em 17/08/2008, convertidos em R$ por mililitro:
Cartucho de tinta preta HP custa R$ 6,65
Versace Woman Eau de Parfum custa R$ 4,07
Nanquim Técnico Faber-Castell custa R$ 0,65
Vinho Francês Kressmann Château Belgrave Haut Médoc custa R$ 0,49
Whisky Johnny Walker Black Label custa R$ 0,18
Mas é muita grana por litro de tinta com cartucho: quase R$ 7.000 o litro! Com o uso mais moderado do perfume, talvez o efeito seja mais profundo e duradouro... Ou se o autor for um bom calígrafo, escrever uma mensagem de amor com a boa e velha tinta nanquim, é mais personalizado e mais barato, muito mais ainda...
No caso do vinho, o critério foi escolher o mais caro, ou o mais caro que consegui achar, para dar uma de 'nouveu riche', daqueles que queimam notas de R$100 para acender charuto, não me venham os enólogos criticar minha escolha. É referência apenas..
Com esse preço por ml de tinta de impressora, a gasolina entre R$ 2,20 e R$ 2,60 não é tão extorsivo assim. Pense nisso...
*preços obtidos em pesquisa no dia 25/08/2008 no site www.submarino.com.br. São apenas para efeitos comparativos, e não refletem nenhuma crítica específica às práticas comerciais desse portal eletrônico de compras pela internet. Apenas busquei preços em uma fonte única, para comparar preços de líquidos...
sexta-feira, 4 de julho de 2008
O Apagão da Internet em São Paulo
Subitamente nos damos conta, e de forma dolorosa, que vivemos efetivamente em um mundo conectado e que não ainda não estávamos nos dando conta disso.
O apagão da internet em São Paulo, nesses dias 2 e 3 de julho, criaram sérios problemas a indivíduos, corporações e administrações públicas. E aí, quando será o próximo?
Foi um estrago geral... Os postos do Poupa Tempo, um serviço do governo de São Paulo que vem tendo sucesso ímpar, por garantir centenas de serviços básicos ao cidadão em vários pontos do estado estavam às moscas, com os atendentes sem ter o que fazer e a população irada. Alguns desses postos chegam a atender 20.000 pessoas em um dia normal!
As empresas ficaram desconectadas. Nós, da SIGMA Dataserv Informática tivemos nossa fábrica de software em Ourinhos totalmente parada por falta de conexão. Bancos não prestaram os serviços normais, empresas de comércio eletrônico sairam do ar, as ditas empresas de "tijolo e cimento" tiveram problemas de compras, vendas, faturamento, gestão de pessoas, e por aí foi... Os serviços de governo foram sustados, com efeitos mais graves do que uma greve com piquete e tudo.
O quê houve? O "backbone" da Telefonica saiu do ar. De repente, a espinha dorsal da internet e de comunicação de dados no mais importante Estado da federação ficou mudo, vazio, inoperante. E, pior do que tudo, com evasivas dos dirigentes da empresa e sem qualquer ação imediata da Anatel, a agência reguladora.
O episódio serviu ao menos para mostrar que os planos de contingência, sejam eles da Telefonica, sejam dos usuários, precisam ser revistos, pois a tendência é de conectividade crescente, com maior dependência de uma infraestrutura confiável para o mundo online.
Mostrou ainda que não podemos fazer apostas sérias em estratégias de negócios à prova de apagões de internet simultâneos a greve dos Correios, este mais físico, mas com poderes quase monopolistas, cujos efeitos são sentidos muito mais pelos usuários -que pagam a conta- do que pelos administradores daquela empresa.
Apagões são assim mesmo, ocorrem de forma abrupta, inesperada, tal e qual um infarto do miocárdio fulminante, que chega sem avisar. Sem avisar? O apagão de energia de alguns anos atrás criou caos, mas os avisos estavam claros para os especialistas.
No caso de São Paulo, a falta de respostas convincentes da operadora e da Anatel mostram que os sintomas já existiam, mas não apareciam claramente a todo o corpo, no caso a sociedade.
O total dessa conta talvez jamais venha a ser conhecido. Mas, certamente, grandes empresas e organizações de defesa do consumidor moverão ações milionárias contra a Telefonica e os agentes reguladores. Debates intermináveis ocorrerão no Congresso e na Assembléia Legislativa.
Independentemente de quem vai pagar essa conta, é hora de cobrar das autoridades a busca de uma solução mais ampla que resguarde, ao menos no médio prazo, os interesses dos usuários e, em última análise, a competitividade da nação.
O apagão da internet em São Paulo, nesses dias 2 e 3 de julho, criaram sérios problemas a indivíduos, corporações e administrações públicas. E aí, quando será o próximo?
Foi um estrago geral... Os postos do Poupa Tempo, um serviço do governo de São Paulo que vem tendo sucesso ímpar, por garantir centenas de serviços básicos ao cidadão em vários pontos do estado estavam às moscas, com os atendentes sem ter o que fazer e a população irada. Alguns desses postos chegam a atender 20.000 pessoas em um dia normal!
As empresas ficaram desconectadas. Nós, da SIGMA Dataserv Informática tivemos nossa fábrica de software em Ourinhos totalmente parada por falta de conexão. Bancos não prestaram os serviços normais, empresas de comércio eletrônico sairam do ar, as ditas empresas de "tijolo e cimento" tiveram problemas de compras, vendas, faturamento, gestão de pessoas, e por aí foi... Os serviços de governo foram sustados, com efeitos mais graves do que uma greve com piquete e tudo.
O quê houve? O "backbone" da Telefonica saiu do ar. De repente, a espinha dorsal da internet e de comunicação de dados no mais importante Estado da federação ficou mudo, vazio, inoperante. E, pior do que tudo, com evasivas dos dirigentes da empresa e sem qualquer ação imediata da Anatel, a agência reguladora.
O episódio serviu ao menos para mostrar que os planos de contingência, sejam eles da Telefonica, sejam dos usuários, precisam ser revistos, pois a tendência é de conectividade crescente, com maior dependência de uma infraestrutura confiável para o mundo online.
Mostrou ainda que não podemos fazer apostas sérias em estratégias de negócios à prova de apagões de internet simultâneos a greve dos Correios, este mais físico, mas com poderes quase monopolistas, cujos efeitos são sentidos muito mais pelos usuários -que pagam a conta- do que pelos administradores daquela empresa.
Apagões são assim mesmo, ocorrem de forma abrupta, inesperada, tal e qual um infarto do miocárdio fulminante, que chega sem avisar. Sem avisar? O apagão de energia de alguns anos atrás criou caos, mas os avisos estavam claros para os especialistas.
No caso de São Paulo, a falta de respostas convincentes da operadora e da Anatel mostram que os sintomas já existiam, mas não apareciam claramente a todo o corpo, no caso a sociedade.
O total dessa conta talvez jamais venha a ser conhecido. Mas, certamente, grandes empresas e organizações de defesa do consumidor moverão ações milionárias contra a Telefonica e os agentes reguladores. Debates intermináveis ocorrerão no Congresso e na Assembléia Legislativa.
Independentemente de quem vai pagar essa conta, é hora de cobrar das autoridades a busca de uma solução mais ampla que resguarde, ao menos no médio prazo, os interesses dos usuários e, em última análise, a competitividade da nação.
domingo, 15 de junho de 2008
Vem aí o iPhone 3G: vai balançar o mercado de celulares
Agora é oficial: A Apple anuncia em seu site o lançamento de seu iPhone 3G no próximo dia 11 de julho. A apresentação foi feita por Steve Jobs no forum de desenvolvedores da Apple, no Moscone Center de San Francisco, no último dia 11 de junho.
Embora mundial, ele não terá efeitos imediatos no Brasil, onde os iPhones chegam por importação direta e sem garantia de fábrica. Então, o que muda?
O fato é que a Apple entrou há 16 meses no mercado de celulares com um modelo apenas -o iPhone- e com uma operadora, a AT&T, nos Estados Unidos. Recentemente começou a vendê-los em alguns países da Europa e da Ásia. Nesses países, a 3a geração de celulares já é realidade, com conexões de altíssima velocidade e preços de uso muito baixo.
E o iPhone atual é de tecnologia da geração 2.5 (GSM), que roda com limitações de velocidade na comunicação de dados, pela rede EDGE, coisa como uma rede discada em termos de velocidade. O iPhone é hoje voltado ao mercado do consumidor final, sem foco no usuário corporativo, por não ter velocidade de comunicação de dados nem os aplicativos mais importantes que as empresas utilizam, como conectividade com correio eletrônico corporativo e aplicações como o Office, da Microsoft, dentre outras.
Mesmo assim, o iPhone virou uma febre, um verdadeiro "cult", e mesmo executivos de todos os naipes andam por lá (e por aqui) com seu iPhone como segundo ou terceiro aparelho, quando não como o principal.
Com todas essas limitações, a Apple chegou a 22% do mercado de smartphones, esses celulares com multifunções, chegando perto dos líderes BlackBerry (RIM) e Nokia. Isso com um modelo apenas, em 16 meses, com mercado limitado por decisão própria do fabricante.
Agora a bomba: o iPhone 3G vai chegar mais leve, mais fino, com o dobro da capacidade, pronto para as redes 3G de alta velocidade e vai custar a metade do preço do iPhone atual. Ou seja, a configuração inicial custará US$ 199 nos Estados Unidos, junto com o plano da operadora. E virá com GPS, aplicativos de mapas, acesso WiFi à internet e muito mais.
Isso vai dar uma destroncada na estratégia dos demais fabricantes de celulares e das operadoras, que terão que rever seus planos urgentemente. O mercado de celulares não será o mesmo após 11/07/2008, tomem nota!
E o Brasil? Bem, aqui a Claro e a Vivo já anunciaram que trarão o iPhone. Isso vai obrigar as demais operadoras a repensar suas estratégias. Os fabricantes idem, já que eles têm incentivos fiscais generosos para produzir seus aparelhos no Brasil e a Apple não tem planos para fazê-los aqui, assim como não fabrica seus computadores Macintosh e o famoso iPod.
Embora muitos fabricantes tenham anunciado produtos com características que podem concorrer com o iPhone, parece que, desta vez, a Apple entrou com a clara intenção de liderar o mercado de comunicação móvel. Qualquer que seja o desfecho desta briga, quem vai ganhar é o usuário, você, eu, mesmo com aparelhos e planos de concorrentes. E, talvez, a Apple...
Embora mundial, ele não terá efeitos imediatos no Brasil, onde os iPhones chegam por importação direta e sem garantia de fábrica. Então, o que muda?
O fato é que a Apple entrou há 16 meses no mercado de celulares com um modelo apenas -o iPhone- e com uma operadora, a AT&T, nos Estados Unidos. Recentemente começou a vendê-los em alguns países da Europa e da Ásia. Nesses países, a 3a geração de celulares já é realidade, com conexões de altíssima velocidade e preços de uso muito baixo.
E o iPhone atual é de tecnologia da geração 2.5 (GSM), que roda com limitações de velocidade na comunicação de dados, pela rede EDGE, coisa como uma rede discada em termos de velocidade. O iPhone é hoje voltado ao mercado do consumidor final, sem foco no usuário corporativo, por não ter velocidade de comunicação de dados nem os aplicativos mais importantes que as empresas utilizam, como conectividade com correio eletrônico corporativo e aplicações como o Office, da Microsoft, dentre outras.
Mesmo assim, o iPhone virou uma febre, um verdadeiro "cult", e mesmo executivos de todos os naipes andam por lá (e por aqui) com seu iPhone como segundo ou terceiro aparelho, quando não como o principal.
Com todas essas limitações, a Apple chegou a 22% do mercado de smartphones, esses celulares com multifunções, chegando perto dos líderes BlackBerry (RIM) e Nokia. Isso com um modelo apenas, em 16 meses, com mercado limitado por decisão própria do fabricante.
Agora a bomba: o iPhone 3G vai chegar mais leve, mais fino, com o dobro da capacidade, pronto para as redes 3G de alta velocidade e vai custar a metade do preço do iPhone atual. Ou seja, a configuração inicial custará US$ 199 nos Estados Unidos, junto com o plano da operadora. E virá com GPS, aplicativos de mapas, acesso WiFi à internet e muito mais.
Isso vai dar uma destroncada na estratégia dos demais fabricantes de celulares e das operadoras, que terão que rever seus planos urgentemente. O mercado de celulares não será o mesmo após 11/07/2008, tomem nota!
E o Brasil? Bem, aqui a Claro e a Vivo já anunciaram que trarão o iPhone. Isso vai obrigar as demais operadoras a repensar suas estratégias. Os fabricantes idem, já que eles têm incentivos fiscais generosos para produzir seus aparelhos no Brasil e a Apple não tem planos para fazê-los aqui, assim como não fabrica seus computadores Macintosh e o famoso iPod.
Embora muitos fabricantes tenham anunciado produtos com características que podem concorrer com o iPhone, parece que, desta vez, a Apple entrou com a clara intenção de liderar o mercado de comunicação móvel. Qualquer que seja o desfecho desta briga, quem vai ganhar é o usuário, você, eu, mesmo com aparelhos e planos de concorrentes. E, talvez, a Apple...
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