segunda-feira, 27 de abril de 2009

Uma provocação aos implementadores de programas de computador

Você, profissional implementador, ou trabalha com a geração de código de programas de computador ou tem sua mesa muito próxima de alguém que faz isso, ou que especifica o que deve ser feito, não é verdade?

Então, aqui vai uma pergunta: você já conversou com alguém que usa o código que você escreveu? Ou a soma dos códigos escritos por todos que virou um aplicativo, um sistema informatizado?

Vamos deixar essas perguntas no ar, por alguns momentos, e vamos a outras, onde você é o usuário. Responda rápido:

Você sabe qual o sistema operacional de seu celular? Se sabe, você optou por ele por causa do sistema operacional ou da linguagem de programação? E de suas funcionalidades, você usa qual percentual? Quais você não usa por dificuldades de navegação, ou de velocidade de acesso?

Você escolhe um banco por causa da arquitetura de seu sistema de internet banking? Aliás, você sabe qual é a infra que seu banco possui?

E o software embutido em seu aparelho de DVD ou mp3 player? Foi decisivo na hora da compra?

Então... com base nessas suas respostas, pense nos nossos clientes finais, aqueles que vão usar o código que fazemos. Além de, por óbvio, estarem com zero erro, sem faltar nada, ele deve ter bom desempenho, não pode travar, fazer aquilo que foi descrito nas especificações (e mais um pouco também) e, especialmente, ser atrativo, agradável ao uso.

Experiências globais com usuários de internet mostram que a média de cliques por site acessado é de 1,15, ou seja, a maioria dos usuários abre a página principal e vai embora.

Mesmo os sites mais visitados, uma boa média é de 2 acessos por visita.

Considerando que as modernas aplicações são baseadas (ou deveriam ser) nos princípios da navegação por browser, é provável que um fator crítico de sucesso esteja na facilidade de navegação entre as diversas páginas ou funções do sistema. Será que o software que está sendo codificado neste momento leva isso em conta?

Outra coisa que é mais antiga, mas não menos importante, e cito aqui o grande poeta e compositor, por vezes diplomata, Vinícius de Morais: “As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental”.

Mesmo supondo que ele escreveu isso numa época em que o politicamente incorreto era a voga, e indo direto aos aplicativos, será que cuidamos adequadamente da apresentação, da beleza, da arte?

Tudo isso pode parecer irrelevante, desde que entreguemos o código funcionando bem. Mas, numa época onde a concorrência é grande, esses cuidados são fundamentais.

Um artefato que funciona rigorosamente segundo suas especificações não é garantia de sucesso. Décadas atrás, um engenheirado do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) fez como trabalho de graduação uma caixinha que provava exatamente isso. Chamava-se “Nãofazímetro de Porra Nenhuma”. Era uma caixa com uma tomada que, ligada na energia abria-se a tampa da caixa, saia a mãozinha mecânica que pegava o fio e puxava da tomada, desligava o engenho, e a mão voltava à caixa e ela se fechava, exatamente como antes de ser ligada.

O trabalho passou com louvor, por se tratar de demonstrar duas coisas: (1) a possibilidade de fazer a custo baixo um dispositivo de robótica muito sofisticado, seguindo estritamente o teorema de realimentação de Lyapunov e (2) a possibilidade de se fazer algo tecnicamente sofisticado que não serve para..., bem, para porra nenhuma.

O engenheirando tirou nota máxima no trabalho, mais pela sofisticação do seu engenho. Hoje talvez o Nãofazímetro de Porra Nenhuma ganhasse louvor por demonstrar que é preciso gerar utilidade a um produto ou serviço, aliado a confiabilidade, custo adequado e facilidade de uso, tudo isso num ambiente agradável aos sentidos, como tão bem descrevia Vinícius.

domingo, 26 de abril de 2009

O Twitter é tudo isso que falam?

Eu acho que o Twitter é a onda do momento nas redes sociais. Não é simplesmente o que os americanos chamam de "fad", ou "moda". Mas, certamente é um elo da evolução tanto das redes sociais como da internet, como um todo.


Provocando: daqui a dois ou três anos, o Twitter já terá sido digerido por um gigante do setor (hoje falam do Google, mas pode ser outro, vide a compra da Sun pela Oracle, contra todas as apostas que se dividiam entre a IBM e a Microsoft), estará pasteurizado e surgirão novidades. Essa é a essência do roadmap da internet.

Quando algo como o Twitter decola como ocorre hoje, todo mundo vai de roldão -é o tal "efeito manada"- e buscor replicar sucessos pontuais, como é o duvidoso caso do Marcelo Tas aqui e do bem sucedido modelo do Barack Obama lá.

Dá para prever que, em 2010, as campanhas políticas estarão twittando de tudo que é jeito, mas pouca gente vai chegar lá por causa do Twitter. Vide exemplo em 2006 da Manuela, lá no Rio Grande do Sul, que se elegeu deputada federal pelo PCdoB com uma inteligente campanha usando o orkut e outras redes menos cotadas então.

O que se pode imaginar é que, camando mais atenção, como agora, o Twitter vai gerar a fama de 15 minutos de muita gente; alguns vão saber tirar proveito disso em várias áreas.

Resta saber se a essência do conceito do micro-blogging (atenção filólogos, a grafia está correta??) está captada e, mais do que tudo, se os usuários do Twitter vão evitar cair em tentação com os scripts destinados a forjar audiência e chamar a atenção de poucos até serem rapidamente desmascarados...

Mas a coisa é um fenômeno... Vamos lá, estou no Twitter como GuyManuel e vocês também podem me achar por lá.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Internet Explorer 8 com Windows Vista? Problemas à vista...

Você tem um computador com o Windows Vista? Então deve pertencer à legião dos descontentes com sua performance, sua instabilidade e sua aversão a programas de terceiros. Aqui, por "sua" eu quero dizer do Windows Vista. Você já sua o bastante...

Agora, se você soube que o Internet Explorer na sua versão 8 está mais rápido e melhor e quer baixá-la na versão recém-liberada pela Microsoft, meu conselho é: ESQUEÇA! Você já tem dores de cabeça suficientes.

Até que no bom e velho Windows Xp o IE 8 manda bem. Está bem mais rápido, trava muito menos que a versão 7. Parece ser um concorrente sério ao Firefox 3 e aos menos cotados Safari e Chrome. E você não pode dispensar o IE se tem o Windows, até porque alguns sites que você vai acabar tendo que usar não são plenamente compatíveis com outros browsers.

Com o Xp, o maior incômodo que achei até agora foi que ele desconfigurou minha página do GMail, com o 'skin' que decidi usar. Nada sério...

Interessante que, para usuários do Xp a atualização para o IE8 aparece como recomendada pelo Windows Update, enquanto que, para os usuários Vista, é preciso uma busca no site da Microsoft. Eu fiz isso com um computtdor que tenho em casa e me dei mal. O acesso à internet simplesmente desapareceu mesmo com a conexão normal, e a solução encontrada foi fazer uma restauração do sistema para uma data anterior à atualização para o IE8.

Essa mudança é trivial para os iniciiados, mas, como dizem os americanos, um "pain in the ass" para o comum dos mortais.

Assim, fica minha recomendação: Se você tem um computador com Windows Vista, esqueça o IE8, ao menos até que a Microsoft arrume os bugs. Tenha ao menos o Firefox 3 instalado e use-o como alternativa ou mesmo como seu browser padrão. E fique, ao menos por enquanto, no IE7!

segunda-feira, 30 de março de 2009

O "gap" entre gerações é cada vez maior. Você sente isso?

Lá atrás, no século XVIII e mesmo antes, as mudanças de referências, valores, conhecimentos e especialmente avanços tecnológicos eram lentos. Muitas gerações se passavam antes que um marco significativo de mudança ocorresse. Hoje as coisas acontecem em espaços menores que uma década. Como a tecnologia e seus avanços podem colocar você em uma situação de desvantagem?

Vamos lá, das grandes navegações dos séculos XV e XVI até a Revolução Industrial do século XVIII pouco mudou. Desta até a introdução em escala da energia elétrica, da telefonia e do avião decorreu mais de um século. A expressão bíblica "naquele tempo..." significava muito, muito tempo atrás.

Vamos agora chegar ao terço final do século XX, mais precisamente na década de 1970. O homem já havia chegado à Lua, a energia nuclear era usada para fins pacíficos e os satélites de comunicação tornavam quase trivial falar ao telefone entre as maiores cidades do mundo, os computadores eram grandes, poucos e caros mas já influiam na vida dos cidadãos.

Quem estava no mercado de trabalho e, portanto, tinha mais de 20 anos, deveria lembrar as Copas do Mundo anteriores quando não havia transmissão ao vivo, muito menos em cores. Deveriam lembrar também da dificuldade de fazer uma ligação telefônica, local ou interurbana, dada a tecnologia primitiva e os altos custos.

===> Fast-forward para o século 21, que prefiro grafar em algarismos arábicos em vez de romanos, para não parecer tão antigo. Bem... o termo fast forward já é anacrônico, numa época em que a maioria da população jovem pode nunca ter visto uma fita cassete ou VHS.

O que quero marcar aqui é a enorme diminuição do tempo entre mudanças relevantes na tecnologia e seu impacto nas nossas vidas. E como você, ainda jovem, pode estar virado um dinossauro, sem perceber.

Imaginemos um cidadão brasileiro de 35 anos de idade. Ele ou ela estão no mercado de trabalho há 10, 15 anos, e presenciaram, só para ficar nos básicos, a chegada da internet e da telefonia celular. É possível que tenham tido um celular analógico, e tenham usado bastante a internet discada.

Agora vamos ao jovem de 20 anos: para ele ou ela, o computador pode ter feito parte de sua vida desde a mais tenra idade, e o telefone é mais um aparelho de uso pessoal (celular) do que doméstico (fixo).

Vamos à moçada de 10 anos: para essa turma, os botões, teclados e a comunicação com o mundo, de forma multi-tarefa são dados, não variáveis. Mostrar-lhes uma enciclopédia de papel ou uma calculadora eletrônica é algo próximo de levá-los a um museu de antropologia.

Chegamos aos mais jovens, de até 5 anos de idade: com o advento das telas sensíveis ao toque, da ergonomia "multi-touch" de um iPod e da banda larga da internet em qualquer lugar fará com que eles vejam no teclado e no mouse dois candidatos sérios ao mesmo museu do parágrafo anterior.

Ora, dirão alguns, mas as coisas sempre mudaram e mudarão sempre. E daí?

Daí que, ao modelar os novos profissionais para o mercado de trabalho, cada vez mais competitivo, é cada vez mais fácil adaptar os mais jovens e cada vez mais complicado reciclar os mais "experientes", salvo se estes estiverem permanentemente em processo de reciclagem de conhecimento e de postura perante o mundo.

Com a crise econômica instalada no planeta, será que você vai querer ficar de fora? Ou você está sempre se atualizando? Outro dia assisti uma palestra do grande marqueteiro e também colunista aqui da CBN, o Eloi Zanetti, que disse tudo, em relação ao seu posicionamento no mundo de hoje: "Eu sou um eterno estudante".

Só sendo eternos estudantes é que poderemos nos manter competitivos, acreditem! Você está confortável? Melhor mudar rápido!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Sobre os e-mails de recadastramento...

É recorrente: quase que diariamente somos bombardeados por mensagens em nossas caixas de correio eletrônico pedindo para atualizar dados pessoais, ou então para que acessemos um link por causa de título vencido, processo na justiça, cadastro vencido em loja, em banco, e por aí vai...

Em anos eleitorais (anos pares) chegam os e-mails do TRE, do TSE; quando há muita inadimplência, são os do SERASA, do SEPROC, do SPC; as de ações na justiça então, são variados e criativos. Isso sem contar os de bancos, de lojas, de cartões de crédito, da polícia...

A regra é simples: Ignore-os. Delete-os sem abrir e, se possível, crie uma regra de filtragem para que elas, ao chegar, sejam despejadas na caixa de lixo eletrônico ou de itens deletados.

Essas entidades e empresas jamais fariam intimações ou mandariam avisos por e-mail. Aliás, na dúvida é só checar nos respectivos sites suas políticas de privacidade. Invariavelmente, até para evitar processos na justiça, lá tem um claro aviso de que elas não enviam avisos ou notificações por e-mail.

Delete, Jogue fora. Ignore!

Cuidados com as redes de relacionamento na internet

Se você é internauta, provavelmente participa de uma ou mais redes sociais, ou redes de relacionamento. Quais as vantagens, quais os cuidados que devemos ter?

A mais popular entre nós, brasileiros, é o Orkut, dominado por 70% de internautas tupiniquins, um recorde mundial!

É quase impossível para um internauta desse século 21 não estar em uma rede de relacionamentos. Existem muitas vantagens de conhecer pessoas em várias partes do país e do mundo, trocar informações importantes, criar uma rede pessoal e profissional poderosa, dentre outros óbvios diferenciais.

Mas assim como em qualquer relacionamento humano, devemos tomar certos cuidados, e medir bem quais as informações que vamos compartilhar. Por exemplo, dados de endereço, telefone celular, filhos, CPF, contas bancárias não devem ser divulgadas, mesmo em redes de muita con, fiança.

A regra básica é: essa informação que é pedida eu estaria disposto(a) a compartilhar com pessoas que não conheço? Se a resposta é negativa, então não a publique.

Outra coisa: quem está em múltiplas redes sociais e, dentro delas, em múltiplas comunidades, não está em nenhuma. Melhor participar de menos redes e de menos comunidades mas estar com foco, dentro de suas áreas de interesse.

Além do onipresente Orkut, eu destaco uma rede de relacioamento profissional que virou um ícone no ramo: o LinkedIn, que permite que você conheça e seja conhecido por profissionais e empresas de sua área de atuação e de suas competências.

Eu poderia falar aqui de muitas outras, mas essas duas, na minha opinião, são as melhores, no momento em que posto este comentário, para o lado pessoal e para o lado profissional, respectivamente.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Portabilidade Numérica: Válida para (quase) todo o Brasil

A portabilidade numérica para a telefonia é uma realidade a partir de hoje (02/03/2009) para a maioria dos usuários de telefonia do Brasil. Digo "para a maioria" porque embora ela esteja disponível para todos os códigos de área do país, é preciso que haja mais de uma operadora na sua localidade para que a troca possa existir.

A coisa é tão simples assim: Portabilidade Numérica significa que você pode mudar de uma operadora de telefonia fixa para outra de telefonia fixa, ou de uma operadora de celular para outra de celular, sem perder seu número original, o que pode ser muito conveniente. A restrição principal é que essa mudança ocorre apenas dentro do mesmo código de área.

Assim, você não pode, por exemplo, mudar seu telefone da área 41 (Curitiba) para 11 (São Paulo) e preservar o número anterior.

Você já deve ter recebido chamadas de sua operadora atual, seja de telefonia fixa ou celular, fazendo ofertas incríveis para baixar o preço, ou aumentar o tempo de ligação a custo zero ou a tarifas reduzidas... O mesmo deve estar acontecendo com as concorrentes, que subitamente descobriram que você existe!

A recomendação aqui é de calma antes de decidir, salvo se você já aderiu ao novo e sensacional plano, você está 'fidelizado' por pelo menos 12 meses, ou seja, para cancelar vai ter de pagar multa até vencer o prazo originalmente contratado, ou seja, vai precisar de mais calma ainda...

Tenha em mente que, a partir de agora você tem excelentes oportunidades ao tomar a iniciativa e verificar as alternativas com a concorrência, não sem antes esgotar as pechinchas que suas operadoras atuais possam estar oferecendo. Não esqueça de considerar a alternativa de consolidar em uma única operadora serviços tão diversos como telefonia fixa, celular, internet banda larga e até mesmo TV por assinatura. Os ganhos daí decorrentes por você poder oferecer um valor maior de sua fatura podem ser consideráveis!

Mas lembre-se que os concorrentes podem estar loucos por sua conta, mas vão exigir as mesmas condição da tal da fidelização para as tais ofertas incríveis. É claro que existem planos sem essa amarração, mas provavelmente você vai pagar preços absurdos.

Melhor para quem ainda não decidiu mudar e está com o mesmo plano há mais de um ano. É hora de tomar a iniciativa e pesquisar a concorrência. Você ficará surpreso ao fazer comparações e poderá finalmente mudar para outra operadora com preços e condições melhores.

Agora, se o serviço vai melhorar... bem, isso é outra história! O que me intriga é o que a portabilidade já está disponível há vários meses em muitas regiões do país, e, até o final de fevereiro passado, apenas 0,2% dos usuários fizeram uso dessa prerrogativa.

Das duas uma: ou a turma ainda não está ligada nesse lance de portabilidade ou as estatísticas que mostram as operadoras de telefonia como campeãs de reclamação no PROCON estão furadas. Alguém se arrisca a dizer qual das duas é a alternativa correta?

Eu aposto nas duas!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Vídeo conferência sobre IP: Maduro e muito barato.

Já comentamos aqui sobre as vantagens de usarmos telefonia e vídeo pela internet, usando programas gratuitos como o Skype. Pois bem, se você ainda não usa, deveria estar usando.

Eu ia só contar que na Sigma Dataserv Informática, empresa que trabalho, já usamos rotineiramente o Skype para mensagens de texto e de voz entre nossos colaboradores em nossas bases operacionais de Curitiba, Ourinhos e Brasília, assim como também com clientes e parceiros.

Agora também implantamos facilidades de vídeo conferência nos três escritórios, usando o Skype, e, em cada base, uma TV de 42”, uma webcam e um microfone. Custo de instalação, por base: menos de R$ 2.500,00. Retorno sobre o investimento: menos de 2 meses, só com economia de custos de viagens e estadias.

Pois bem, eu estava, neste final de semana, zapeando a TV quando vi um programa da Oprah Winfrey, entrevistando a Kate Blanchett e o Brad Pitt, e as perguntas dos telespectadores eram feitas por vídeo, usando o Skype, e em alta definição. Resultado espetacular! Detalhe: a Oprah já usa esse recurso em seu programa e em seu webcast há quase um ano, só que eu não sou espectador assíduo de seu programa, confesso. Ela já até deu aulas sobre como usar o Skype, e, se você domina razoavelmente o inglês, pode acessar www.oprah.com e dar uma busca pela palavra Skype.

Nossa ouvinte e leitora do blog Allexandra, do Batel, manda mensagem sobre esse mesmo programa e pergunta se a qualidade da imagem não é por causa do patrocínio do Skype no programa da Oprah. Não, Allexandra, ali é merchandising, que, embora não deixe de pingar uma graninha na conta da emissora e na da apresentadora, testa o serviço em tempo real. É claro que a banda da internet é larga, mas nada diferente daquela que já dispomos aqui no Brasil, talvez acima de 2Mb, para ter aquela qualidade.

Mas o impressionante é a qualidade de áudio e vídeo. Minha pergunta feita da outra vez continua de pé: porque no Brasil ainda se usa timidamente um recurso tão poderoso quanto esse do Skype vídeo, que, além de tudo, é grátis? E outra, derivada da observação minha e da Allexandra:

Por quê as emissoras de TV não usam essa ferramenta nos programas que envolvem telespectadores, em vez daquelas cavernosas vozes de telefone comum?

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Informe Publicitário para ser lido

Enfim, um aviso padrão Big Brother, o do George Orwell: As principais revistas e jornais do mundo publicam um Informe Publicitário (daqueles mal diagramados, que ninguém lê) alertando aos cidadãos do mundo que tenham publicado um livro, um encarte e outros assemelhados, até 5 de janeiro de 2009, ou mesmo depois, que o Google -esse mesmo- se reserva o direito de digitalizar tudo que foi escrito no mundo. Se esse é seu caso, como autor ou como editor, eis aqui suas opções:

1- Você adere pela internet a um documento global, chamado Acordo de direitos autorais da Pesquisa de Livros do Google, renunciando a qualquer litígio com o Google. Em contrapartida, ele paga a você 63% das rendas advindas da cobrança através do Google, de direitos autorais;
2- Você pode contestar ou comentar o acordo até 5 de maio próximo;
3- Você pode não assinar o acordo e reservar-se o direito de processar o Google individualmente;
4- Você pode apresentar uma ação judicial individual para indenização em dinheiro, se achar que tem esse direito.

Não, caro leitor do blog, você não está lendo uma peça de ficção. Esse é um quadro real! O Google definiu a estratégia de colocar na internet praticamente todo o conteúdo escrito pelo homem, naturalmente aquele que seu time selecionar. Uma parte considerável desse acervo já está disponível ou será disponibilizado em breve.

Das múltiplas brigas judiciais nos Estados Unidos e em outros países resultou um acordo guarda-chuva (esse do ítem 1), para o qual o Google destinou módicos US$ 34,5 milhões para pagar demandantes que já aderiram ao acordo e mais pelo menos US$ 45 milhões para futuras demandas até o final do prazo de subscrição do acordo, 5 de maio de 2009.

Eu não me lembro de ter visto um Informe Publictário de uma empresa destinado a todos os habitantes da Terra, mas sempre há a primeira vez...

Se você duvida, acesse http://www.googlebooksettlement.com/ ou ligue grátis para 0800-891-7626.

Mas o resumo da ópera é que o jogo aparentmente mudou, com esse anúncio do Google. Depois de algumas brigas, ele passou à ofensiva, embora reconhecendo que deve pagar alguma coisa.

É impossível, na presente data, prever o que pode acontecer, até porque esse acordo ainda está pendente de aprovação nas cortes americanas.

Para mim, fica um recado muito claro: de um jeito ou de outro, uma parte mais do que majoritária do conhecimento humano já publicado será disponibilizado pela internet, quase sempre pago pelos links patrocinados do Google, e em alguns casos por assinaturas bancadas por leitores interessados, através de assinaturas.

Alguém disposto a encarar?

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Afinal, a Internet Ajuda ou Atrapalha a Aquisição de Conhecimento?

A facilidade com que podemos acessar o Google ou a Wikipedia nos dias de hoje, com banda larga e 3G levanta ardorosos debates sobre as vantagens e as desvantagens de termos tanta facilidade de acesso à informação e se isso é bom ou ruim.

Eu comprei, no início de minha vida adulta a Enciclopaedia Britannica, à época a grande fonte de conhecimento condensado, genérico. Eram 25 volumes ricamente encadernados e que consumiram parte não desprezível de meu orçamento de recém casado. Era quase o preço de um fusca... Junto com ela, veio uma réplica da 1ª edição da Britannica, de 200 anos antes, com 3 volumes.

Uma conta feita em guardanapo de boteco mostra que a principal enciclopédia mundial cresceu 8 vezes em 200 anos. De 1968 para cá, com a internet, a Wikipedia tomou o lugar da veneranda enciclopédia, esta aliás produzida em Chicago, e conta, na data em que faço o comentário, com mais de 2.722.000 artigos escritos sobre os mais variados temas, com os verbetes comentados e muita coisa em áudio e vídeo. E tudo isso a um clique do mouse e, mais do que tudo, grátis. E com muitas outras opções de consultas a outras fontes.

Muitos estudiosos, os acadêmicos em especial criticam –com razão- a qualidade média das informações assim obtidas pela internet.

Na internet, porém, também temos acesso a informações e acervos das principais bibliotecas e dos mais importantes museus do mundo; podemos conversar e consultar especialistas de todas as disciplinas de conhecimento humano, às vezes pagando, é certo, mas com um grau de universalização nunca visto, e crescendo de forma exponencial.

Os jovens, especialmente os nascidos neste milênio serão, por definição, 100% digitais. Mostrar a eles uma Britannica de 1980 é o mesmo que mostrar a Pedra de Roseta a um estudante de 30 anos atrás. Fascinante, mas pouco para os dias de hoje.

Creio que o eixo da discussão fica torto quando tenta definir se a facilidade de acesso e a abundância de informações na internet é algo bom ou ruim, certo ou errado, se deve ou não ser filtrado.

Não há como coibir o acesso à informação pela internet. Transformá-la em conhecimento útil é outro departamento, mas o acesso veio para ficar e cada vez mais será universal.

O que vemos é uma competição cada vez maior pela oferta de bons conteúdos, mas também uma enorme disponibilização de lixo e conteúdo malicioso. Ajudar aos internautas na tarefa de filtrar o que serve e o que é ruim é algo ainda pouco trabalhado, e aqui fica o desafio aos estudiosos do ramo.

E os mestres, e o conhecimento estruturado que as universidades e centros de pesquisa disponibilizam? E os livros de papel? Ora, todos eles cada vez mais serão procurados, por serem mais acessíveis. Nunca tantos estudaram em cursos formais nem leram tantos livros como na era da internet...

Vamos abandonar o falso dilema?