Talvez você esteja em dúvida sobre que presente comprar para aquela pessoa exigente e que já tem tudo, e não seria adequado comprar uma camisa, uma gravata, uma bolsa, ou mesmo um sofisticado gadget digital. Ele ou ela já tem de tudo!
Um "cinto", ou, grafando corretamente, um "sinto muito" também não dá...
Identificada essa pessoa, existe uma probabilidade grande que ela esteja apegada a um smartphone, que pode ser um iPhone ou algum modelo equipado com Android, o sistema operacional do Google.
Nesse caso, você pode presentear essa pessoa difícil com um ou mais aplicativos, que podem ser adquiridos nas lojas online respectivas, que variam em valor desde zero até US$ 49,99, que é quanto vale um aplicativo "GPS" da TonTon na AppStore para o iPhone, e que substitui o aparelhinho da mesma marca que vale uns R$ 500 e tem os mapas das principais cidades e estradas do Brasil.
Aqui cabem joguinhos, gratuitos ou não, online ou offline, simples ou sofisticados, programas focados, como o FlightTrack Pro (US$ 9,99), que reproduz os painéis de cerca de 500 aeroportos no mundo, incluindo nossos mais importantes pontos de queixas, reclamações e frustrações, como Guarulhos, Congonhas, Afonso Pena, JK, Galeão, Santos Dumont, Salgado Filho... Lá é possível verificar o status de voos que chegam e saem de um modo bem mais interativo, atualizado e usável do que o site da Infraero, por exemplo.
Os programas gratuitos de acesso a redes sociais -Facebook, LinkedIn, Twitter, dentre outros- são bons se esse seu alvo de presentes delas faz uso via dispositivos móveis mas ainda de forma primitiva, como usando os ainda pouco práticos browsers dos smartphones.
Eu gosto muito do Veja Comer & Beber 2011, na sua versão paga (US$ 4,99), que indica restaurantes, bares e assemelhados das principais cidades brasileiras, está sempre atualizado e apresenta uma boa descrição da maioria dos estabelecimentos, além de permitir com um toque chamar o estabelecimento escolhido para fazer a reserva e, com mais um toque, gerar o mapa com as direções a serem tomadas de onde você está até aonde você quer ir.
O interessante é que o rol de opções é enorme, na casa de centenas de milhares. Assim, você pode presentear essa exigente pessoa com algo realmente único e com um valor alto, preço baixo ou zero, que se traduz em uma relação benefício/custo que pode ir ao infinito.
Então, vamos às compras para esse amigo especial?
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Compras de Natal: Respire fundo e pense bem antes de sacar o cartão de crédito!
Os apelos de compras de Natal são enormes. Além da multiplicidade de produtos charmosos, encantadores, com apelos cada vez mais criativos, o clima criado faz que o coração fique mais mole e o bolso, mais flexível.
Onde encaixar um pouco de racionalidade?
Uma delas é pensar nas funcionalidades dos produtos ofertados, e se isso vem acompanhado de algum benefício extra, se houver preço adicional por elas.
Por exemplo, ter um televisor novinho com acesso à internet pode parecer um bonus incrível, mas é melhor antes testar essa funcionalidade e ver que nem sempre o acesso é bom, quando se trata de digitar endereços da web usando um controle remoto tradicional.
Aquela filmadora maravilhosa, que gera filmes HD, alta definição, pode ser mais uma engenhoca que ocupa espaço no armário para algo que, passada a febre inicial da novidade, será raramente usada, visto que você já tem uma câmera fotográfica fenomenal que também grava filmes HD. Ter as duas, pode? Poder, pode, mas converse com seu bolso...
E um computador novo, só porque já vem com Windows 7? Talvez, se seu modelo atual não estiver obsoleto, valha a pena comprar um disco rígido externo, ou trocar o monitor, ou ainda expandir a memória que, se a configuração suportando, dê para instalar o Windows 7, com o preço da licença e dos upgrades sempre menor que o preço de um novo.
Se o apelo é de comprar mais um player de música, lembre-se que os produtos disponíveis no mercado de Smartphones -talvez o próprio que você usa- possuem essa funcionalidade e pode dispensar um novo iPod, por exemplo.
Aliás, acho mesmo que os smartphones deveriam mudar de nome para os verdadeiros canivetes suiços do século XXI, de tantas funcionalidades que possuem. Eu, por exemplo, já identifiquei mais de 100 no meu, e um dia eu vou fazer uma postagem específica sobre o assunto.
Em outras palavras, veja se o que você está tentado a comprar não é puro modismo, ou algo que você já tem ou ainda algo que você não precisa. O mesmo raciocínio vale para o presenteado. Aí, antes de decidir, respire fundo e tome uma decisão.
Numa dessas, você libera uma graninha relevante para ou comprar outro presente realmente diferente ou investir em uma poupança, ou naquela viagem dos sonhos.
Pense nisso antes de ir às compras!
Onde encaixar um pouco de racionalidade?
Uma delas é pensar nas funcionalidades dos produtos ofertados, e se isso vem acompanhado de algum benefício extra, se houver preço adicional por elas.
Por exemplo, ter um televisor novinho com acesso à internet pode parecer um bonus incrível, mas é melhor antes testar essa funcionalidade e ver que nem sempre o acesso é bom, quando se trata de digitar endereços da web usando um controle remoto tradicional.
Aquela filmadora maravilhosa, que gera filmes HD, alta definição, pode ser mais uma engenhoca que ocupa espaço no armário para algo que, passada a febre inicial da novidade, será raramente usada, visto que você já tem uma câmera fotográfica fenomenal que também grava filmes HD. Ter as duas, pode? Poder, pode, mas converse com seu bolso...
E um computador novo, só porque já vem com Windows 7? Talvez, se seu modelo atual não estiver obsoleto, valha a pena comprar um disco rígido externo, ou trocar o monitor, ou ainda expandir a memória que, se a configuração suportando, dê para instalar o Windows 7, com o preço da licença e dos upgrades sempre menor que o preço de um novo.
Se o apelo é de comprar mais um player de música, lembre-se que os produtos disponíveis no mercado de Smartphones -talvez o próprio que você usa- possuem essa funcionalidade e pode dispensar um novo iPod, por exemplo.
Aliás, acho mesmo que os smartphones deveriam mudar de nome para os verdadeiros canivetes suiços do século XXI, de tantas funcionalidades que possuem. Eu, por exemplo, já identifiquei mais de 100 no meu, e um dia eu vou fazer uma postagem específica sobre o assunto.
Em outras palavras, veja se o que você está tentado a comprar não é puro modismo, ou algo que você já tem ou ainda algo que você não precisa. O mesmo raciocínio vale para o presenteado. Aí, antes de decidir, respire fundo e tome uma decisão.
Numa dessas, você libera uma graninha relevante para ou comprar outro presente realmente diferente ou investir em uma poupança, ou naquela viagem dos sonhos.
Pense nisso antes de ir às compras!
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Compras pela internet: Cuidado com as entregas!
Lá na Lapônia, ou onde quer que seja sua casa, Papai Noel está colocando a turma para trabalhar nas encomendas dos presentes e fazendo a revisão do trenó e das renas, para enfrentar a maratona de entrega nas casas de todo o mundo.
Espera aí: Mas todas as entregas vão ser feitas por Papai Noel? Nem todas... As compras pela internet dependem da logística das empresas de entrega ou dos Correios, e neste Natal de 2010 as vendas pela internet devem crescer uns 40%. E...
E aí que suas preocupações devem estar focadas este ano. Mesmo com o aprimoramento dos processos logísticos, estamos com nossa infraestrutura no talo, sem margens para erros ou imprevistos. No dia que faço esta postagem, a Anac proíbe a TAM de vender passagens novas para voos até o final da semana, dado o mini-apagão desta segunda, 29/11, que fez com que mais de 100 voos seus tenham sido cancelados.
E é bom lembrar que a alta temporada de festas sequer começou e que aviões transportam muita carga, em especial as encomendas urgentes.
Assim, se você quer dar um bom presente aos que você ama (você incluido) e aos que você -noblesse oblige- precisa, e pretende usar a internet para essas compras, cuidado! Eu, se fosse você, adotaria as seguintes margens de segurança:
- De hoje até 10 de dezembro, dobraria o prazo em relação ao prometido de entrega pela empresa vendedora;
- De 11 a 17 de dezembro, eu dobraria de novo a margem, o que, à medida em que o tempo passa, acaba limitando compras a situações onde o vendedor promete entregar no máximo em um ou dois dias úteis.
- De 18 de dezembro em diante, eu ou pensaria em encarar aqueles shoppings lotados ou prepararia uma boa desculpa preventiva com os potenciais presenteados, dizendo que o presente depois do Natal será melhor curtido ou coisa que o valha.
Eu já cansei de, todo ano, ver na TV, ouvir no rádio e ler em jornais, revistas e na internet sobre os problemas de entrega em cima da hora, nessa época de festas. E, com vendas crescendo 40% ao ano, mais a infraestrutura pedindo água, a certeza de uma dor de cabeça fica óbvia, caso cuidados adicionais não sejam tomados.
No sábado, 4/11, vou debater na CBN Curitiba sobre quais as melhores opções de presentes digitais para este Natal. Já estou pensando no assunto e, durante a semana, espero fazer algumas postagens que sinalizem aquilo que tenho observado.
Mas, para realmente poder colaborar, comecei por essa dica: se for comprar pela internet, comece já. Afinal, você não quer se sentir mal e levar tristeza aos presenteados em potencial.
Até porque existe uma perspectiva de um Natal quentíssimo em vendas, e pode ocorrer que aquilo que você pretenda comprar esteja em falta, mais para frente.
Está dada a primeira dica!
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Internet a US$ 13/mês para 15Mb. Na Bulgária...
Tive retorno de meus comentários no Bulgaria Gazette. Sobre banda larga, meu correspondente búlgaro me diz:
“Quanto à penetração da banda larga - um dos principais fatores é o custo para o consumidor. Eu pago cerca de 13USD/mês, para 15 Mbs, o que é um preço razoável. Há uma competição em nível saudável. Apenas um par de anos atrás, haviam muito poucos concorrentes no mercado: a ex-estatal BTC (Bulgarian Telecommunications Company) representava uma espécie de monopólio, e então era capaz de proporcionar uma qualidade de internet e velocidade razoáveis com ADSL (baseada nas redes de telefone), mas a preços exagerados. Os pequenos provedores de acesso pequeno não podiam entregar velocidade e qualidade aceitáveis.
No entanto, com a ajuda de algumas normas legislativas e ao desenvolvimento de linhas ópticas, as coisas mudaram…”
No entanto, com a ajuda de algumas normas legislativas e ao desenvolvimento de linhas ópticas, as coisas mudaram…”
Eu pago em Curitiba R$ 91,84 por 6Mb, ou USD 54 ao câmbio de hoje. Ou USD 9 por Mb de velocidade nominal. Meu amigo búlgaro paga USD 0,87 por Mb.
Em termos de velocidade efetiva, eu fico com mais ou menos 1/5 da nominal, logo meu custo efetivo é de USD 45 por Mb. E notem que eu moro em uma cidade com boa infraestrutura de comunicações e um bom nível de competição.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
No Brasil, faça como os Búlgaros
Durante o segundo turno das eleições brasileiras de 2010, um tema que ganhou alguma notoriedade, embora com pouca importância nos debates, foi a origem búlgara da então candidata, hoje presidente eleita Dilma Roussef.
Circularam pela web até informações falsas sobre seu passado, e isso me despertou alguma curiosidade. Aí eu procurei no Google por jornais búlgaros, inclusive os que supostamente a acusavam de ter nascido na Bulgária, logo seria inelegível para um cargo reservado a brasileiros natos. Eu até brinquei com o tradutor do Google e postei no Twitter que Дилма Русеф - със силен мандат, но я смятат за "автопилота на Лула" http://www.dnevnik.bg/985814/ via @Dnevnik, na segunda feira após a vitória de Dilma, ou Dilmano Rousseff - com um mandato forte, mas como "piloto automático Lula" http://www.dnevnik.bg/985814. Até aí, bricadeira pura, mas serviu ao menos para me mostrar que o Google Translate está melhorando, embora possa melhorar muito mais.*
Aí fui ver a edição em inglês do jornal Bulgaria Gazette e achei uma postagem de 2009 que comentava a melhoria da qualidade dos serviços de internet banda larga lá, chegando perto da Coréia do Sul e ganhando de Lituânia, Suécia e Romênia. Aí eu postei um comentário no site, pedindo mais informações sobre o relatório que gerou a notícia e as respectivas fontes. Claro que dei uma tuitada sugerindo à presidente eleita que procurasse se informar do tema, até antes de tomar posse, pois, numa dessas, até poderíamos tentar aprimorar nossa banda larga tupiniquim, que deixa muita gente irritada com a qualidade e de bolsos vazios pagando as faturas.
Feita a provocação, segui cuidando da vida até que recebi uma resposta do administrador, no mesmo dia, dizendo o seguinte (vai mesmo em inglês):
admin said:
* Um teste que fiz foi pegar o texto original em búlgaro, vertê-lo para o inglês e depois passar ao português para finalmente voltar ao búlgaro. Resultado: entrada = saída, coisa impensável há um ano atrás.
Circularam pela web até informações falsas sobre seu passado, e isso me despertou alguma curiosidade. Aí eu procurei no Google por jornais búlgaros, inclusive os que supostamente a acusavam de ter nascido na Bulgária, logo seria inelegível para um cargo reservado a brasileiros natos. Eu até brinquei com o tradutor do Google e postei no Twitter que Дилма Русеф - със силен мандат, но я смятат за "автопилота на Лула" http://www.dnevnik.bg/985814/ via @Dnevnik, na segunda feira após a vitória de Dilma, ou Dilmano Rousseff - com um mandato forte, mas como "piloto automático Lula" http://www.dnevnik.bg/985814. Até aí, bricadeira pura, mas serviu ao menos para me mostrar que o Google Translate está melhorando, embora possa melhorar muito mais.*
Aí fui ver a edição em inglês do jornal Bulgaria Gazette e achei uma postagem de 2009 que comentava a melhoria da qualidade dos serviços de internet banda larga lá, chegando perto da Coréia do Sul e ganhando de Lituânia, Suécia e Romênia. Aí eu postei um comentário no site, pedindo mais informações sobre o relatório que gerou a notícia e as respectivas fontes. Claro que dei uma tuitada sugerindo à presidente eleita que procurasse se informar do tema, até antes de tomar posse, pois, numa dessas, até poderíamos tentar aprimorar nossa banda larga tupiniquim, que deixa muita gente irritada com a qualidade e de bolsos vazios pagando as faturas.
Feita a provocação, segui cuidando da vida até que recebi uma resposta do administrador, no mesmo dia, dizendo o seguinte (vai mesmo em inglês):
admin said:
Aos que querem justificar nossa não presença na lista, não faltam argumentos: Nenhum país dos Bric (Brasil, Russia, Índia e China) estão lá e eles têm em comum o alto crescimento, enormes extensões geográficas e populações imensas. O mesmo se aplicaria aos Estados Unidos e Canadá, exceto pelo recente falta de crescimento das economias de ambos e a população pequena do Canadá, se não contarmos ursos polares e focas.
Mas, pensando 10, 20 anos para frente, eu temo que nossas discussões acadêmicas e políticas, e as iniciativas quixotescas de ampliar quantidade de acessos de banda larga, sem se preocupar com qualidade e velocidade disponíveis em escalas cada vez maiores sejam tão somente os panos de fundo para um potencial freio nessa fase boa de crescimento que vive o Brasil.
Numa sociedade do conhecimento, ter acesso de banda larga de qualidade e a preços acessíveis é uma das premissas básicas para caminhar ao sucesso.
Um dos problemas que temos é que sempre nos colocamos em comparação com as chamadas nações desenvolvidas, de primeiro mundo.
Numa dessas, com a era Dilma Rousseff se aproximando em janeiro, poderemos aprender com o simpático país do leste europeu, que até por laços familiares de nossa futura presidente, poderemos chamar de país irmão e, humildemente, aprender o bom caminho.
Vou seguir estudando o assunto da banda larga na Bulgária... O que era uma curiosidade meramente intelectual despertou em mim a vontade de entender com mais profundidade o que ocorre por lá.
* Um teste que fiz foi pegar o texto original em búlgaro, vertê-lo para o inglês e depois passar ao português para finalmente voltar ao búlgaro. Resultado: entrada = saída, coisa impensável há um ano atrás.
domingo, 7 de novembro de 2010
Usabilidade: Um Evento para aprender ou rever conceitos
O nome é complicado, mas o tema, importantíssimo: 4º Simpósio Internacional de Usabilidade e Experiência com o Usuário. Daí eu não só estou fazendo a divulgação do evento como também estou decidido a participar. Semana que vem, 16 e 17 de novembro, em São Paulo.
Explicando melhor: a imensa maioria dos produtos e serviços ofertados no mundo digital falham fragorosamente não por ter limitações técnicas ou por deixarem de entregar aquilo que propõem. É que a coisa gerada é difícil de usar, complicada de entender, ou leva muito tempo para se chegar onde é necessário, ou ainda distrai o usuário com informações, imagens, menus, links desnecessários.
Uma coisa que aprendi nos últimos anos foi a mágica da Apple. Nada a ver com um marketing brilhante ou com a superioridade intelectual do Steve Jobs. apenas a proposta dos produtos e serviços da Apple são centrados no desafio de melhorar, por vezes reinventar a experiência do usuário. Basta ir em www.apple.com e buscar pela expressão user experience e ela vem por exatas 491 ocorrências, cobrindo todo o leque de ofertas da empresa.
O que poucos se dão conta é que a Apple também dá tiros n'água. Alguns de seus produtos precisam ser revistos em várias gerações até pegarem com o mercado. Outros simplesmente somem da lista de ofertas e silenciosamente acabam no ostracismo. Mas é essa obsessão com a experiência do usuário, impregnada na cultura da companhia da maçã que faz a diferença.
Isso tem a ver com usabilidade.
Com a disseminação da internet, já com 2 bilhões de seres humanos acessando regularmente, e a rápida universalização dos celulares, também nessa ordem de usuários, muita coisa mudou. As ofertas precisam ser encantadoras, simples, de entendimento trivial, sem exóticos e complexos manuais do usuário que ninguém lê, muito menos entende.
Esse simpósio deveria ser de participação compulsória de profissionais de TI. Ao menos um sumário dele deveria ser postado na internet seguido da criação de um ENEU (Exame Nacional de Ensino de Usabilidade), ou melhor, um EIEU, o I de internacional.
Todo profissional do setor deveria ter os conceitos básicos de usabilidade permeados em seu DNA profissional. Afinal, o mundo mudou muito desde os primeiros computadores pessoais que tinham muitas limitações, eram caros e usavam sistemas operacionais baseados em caracteres, como o CP/M e o MS/DOS.
Aí uma empresa inovadora chamada Microsoft popularizou uma interface baseada em janelas (sim, o Windows), que não foi inventada nem lançada no mercado por ela, mas o encantament do usuário veio de sua bem sucedida estratégia de produto.
Na área de telefonia celular, tudo era maravilha para a Nokia e Motorola, e a regra eram aparelhos cada vez menores que tivessem a bateria com carga mais durável. Isso até que os canadenses da Research In Motion inventassem o conceito do Blackberry para o mundo empresarial.
Um dia a Apple foi ao mercado com um novo produto, o iPhone, com sua tela sensível ao toque e uma interface gráfica belíssima, mas totalmente derivada de outro produto, o iPod, já um sucesso entre os players de música portáteis.
Para mim, o iPhone é uma referência em termos de usabilidade. Discuto apenas a validade de seu nome. Como usuário de um, só não consegui ainda entender a razão do nome. Para mim, o iPhone é muito pouco phone, menos de 5% do que eu uso. Mas isso não tem a ver com experiência do usuário, e sim com estratégia de marketing. Ou a Apple ainda crê que o iPhone é um telefone celular...
Voltando ao simpósio, duas provocações aos leitores deste blog:
1- Como usuário de produtos digitais, ou nem tanto, quantos deles você já descartou por absoluta falta de usabiliadade?
2- Se você é profissional que desenvolve produtos e serviços para o mercado de TI ou para qualquer outra oferta no mundo digital, respire fundo e pense: se você estivesse do outro lado da mesa, como comprador ou futuro usuário, que nota você daria para a usabilidade?
Então, vá ao Simpósio!
P.S.: Não gosto do termo usability. Fico com user experience. Usability não tem muito a ver com usabilidade para os bilhões de usuários de produtos e serviços digitais.
Explicando melhor: a imensa maioria dos produtos e serviços ofertados no mundo digital falham fragorosamente não por ter limitações técnicas ou por deixarem de entregar aquilo que propõem. É que a coisa gerada é difícil de usar, complicada de entender, ou leva muito tempo para se chegar onde é necessário, ou ainda distrai o usuário com informações, imagens, menus, links desnecessários.
Uma coisa que aprendi nos últimos anos foi a mágica da Apple. Nada a ver com um marketing brilhante ou com a superioridade intelectual do Steve Jobs. apenas a proposta dos produtos e serviços da Apple são centrados no desafio de melhorar, por vezes reinventar a experiência do usuário. Basta ir em www.apple.com e buscar pela expressão user experience e ela vem por exatas 491 ocorrências, cobrindo todo o leque de ofertas da empresa.
O que poucos se dão conta é que a Apple também dá tiros n'água. Alguns de seus produtos precisam ser revistos em várias gerações até pegarem com o mercado. Outros simplesmente somem da lista de ofertas e silenciosamente acabam no ostracismo. Mas é essa obsessão com a experiência do usuário, impregnada na cultura da companhia da maçã que faz a diferença.
Isso tem a ver com usabilidade.
Com a disseminação da internet, já com 2 bilhões de seres humanos acessando regularmente, e a rápida universalização dos celulares, também nessa ordem de usuários, muita coisa mudou. As ofertas precisam ser encantadoras, simples, de entendimento trivial, sem exóticos e complexos manuais do usuário que ninguém lê, muito menos entende.
Esse simpósio deveria ser de participação compulsória de profissionais de TI. Ao menos um sumário dele deveria ser postado na internet seguido da criação de um ENEU (Exame Nacional de Ensino de Usabilidade), ou melhor, um EIEU, o I de internacional.
Todo profissional do setor deveria ter os conceitos básicos de usabilidade permeados em seu DNA profissional. Afinal, o mundo mudou muito desde os primeiros computadores pessoais que tinham muitas limitações, eram caros e usavam sistemas operacionais baseados em caracteres, como o CP/M e o MS/DOS.
Aí uma empresa inovadora chamada Microsoft popularizou uma interface baseada em janelas (sim, o Windows), que não foi inventada nem lançada no mercado por ela, mas o encantament do usuário veio de sua bem sucedida estratégia de produto.
Na área de telefonia celular, tudo era maravilha para a Nokia e Motorola, e a regra eram aparelhos cada vez menores que tivessem a bateria com carga mais durável. Isso até que os canadenses da Research In Motion inventassem o conceito do Blackberry para o mundo empresarial.
Um dia a Apple foi ao mercado com um novo produto, o iPhone, com sua tela sensível ao toque e uma interface gráfica belíssima, mas totalmente derivada de outro produto, o iPod, já um sucesso entre os players de música portáteis.
Para mim, o iPhone é uma referência em termos de usabilidade. Discuto apenas a validade de seu nome. Como usuário de um, só não consegui ainda entender a razão do nome. Para mim, o iPhone é muito pouco phone, menos de 5% do que eu uso. Mas isso não tem a ver com experiência do usuário, e sim com estratégia de marketing. Ou a Apple ainda crê que o iPhone é um telefone celular...
Voltando ao simpósio, duas provocações aos leitores deste blog:
1- Como usuário de produtos digitais, ou nem tanto, quantos deles você já descartou por absoluta falta de usabiliadade?
2- Se você é profissional que desenvolve produtos e serviços para o mercado de TI ou para qualquer outra oferta no mundo digital, respire fundo e pense: se você estivesse do outro lado da mesa, como comprador ou futuro usuário, que nota você daria para a usabilidade?
Então, vá ao Simpósio!
P.S.: Não gosto do termo usability. Fico com user experience. Usability não tem muito a ver com usabilidade para os bilhões de usuários de produtos e serviços digitais.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
SMARTPHONE: Nome meio certo, meio errado
Cena típica da era analógica: duas adolescentes conversando ao telefone, queimando tempo e energia para descrever a roupa de uma amiga e o que ela fazia ao se encontrar com um menino popular na tribo. Tempo médio da observação: 5 minutos; Tempo médio das descrições: 15 minutos; Precisão das informações: < 20%
Cena típica da era digital, com adolescentes na mesma situação, mas em 2010: uma foto ou um vídeo capturado pelo celular e mandado por e-mail de uma para outra, ou, mais provável ainda: sua postagem no YouTube ou no Facebook, ou no Orkut, com uma chamada pelo Twitter. Tempo médio da observação: 5 minutos; Tempo médio da transmissão: 1 minuto; Precisão das informações: 100%
Agora, às estatísticas brasileiras:
1- As receitas das operadoras de celular já registram faturamento de serviços de internet representando 53% das receitas, contra 47% para SMS (torpedos) e MMS (videotorpedos)
2- Os Serviços de Valor Adicionado (SVA) representam algo entre 15% e 20% das receitas totais. Por SVA entendemos os serviços de informação diversos, musica, jogos, vídeo, TV, localização georeferenciada e muitos outros.
3- No mundo corporativo, quase 10% das linhas de celular já são exclusivamente de dados
4- Em abril deste ano, a teledensidade (ou numero de linhas por 100 habitantes), segundo a Anatel, atingiu 112 no Centro Oeste (puxada por Brasília), 105 no Sudeste, 99 no Sul, e 75v no Norte e Nordeste do Brasil. Ou seja, tirando o Norte e Nordeste, regiões de potencial forte crescimento, o resto do país já está “universalizado”, quando falamos em telefonia móvel
5- Embora a participação de smartphones no bolo ainda seja pequena, 34% dos consumidores pretendem ter um, em sua próxima compra. No mundo corporativo, já são 50% de usuários que possuem um telefoninho esperto.
6- Os usuários de smartphones com mais recursos e planos mais caros chegam a gastar menos de 10% do tempo de uso com voz via operadora.
Peraí... Telefone? Vejamos algumas das principais funcionalidades dos melhores smartphones no mercado brasileiro:
- Câmera fotográfica
- Câmera de vídeo
- Player de musica
- Player de vídeo
- GPS
- Bluetooth
- WiFi
- Mapas
- Internet
- TV Digital
- 1.000.000+ de aplicativos, só contando as lojas da Apple e do Google, embora muita coisa ainda não esteja disponível entre nós
- Ah!!! – e telefone, claro, as boas e velhas chamadas de voz...
Então, dá para seguir chamando essas engenhocas de telefones?
Eu entendo que não! Precisa apenas definir um novo nome ou uma nova sigla. Smartphone não é ruim, pelo Smart. Mas ele definitivamente não tem o phone como seu atributo principal. Um iPhone ou um Blackberry, para ficar em dois ícones da mobilidade esperta, são pouco usados para falar, do modo que nossos avós faziam, ou tentavam fazer quando e se dava linha...
Aberta a sugestão de busca de um novo nome, pois esses aparelhinhos ficarão cada vez mais smart e cada vez menos phone. Então, alguém se habilita?
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Eleições Digitais 2010
Embora possa correr o risco de cometer injustiças, prefiro soltar aqui minhas impressões sobre o uso e desfrute da internet e das redes sociais nessas eleições 2010, à luz de observações e do resultado dentre os principais candidatos eleitos e os que foram ao segundo turno.
A palavra que me vem à cabeça de forma recorrente é decepcionante. Esse é o adjetivo que se aplica ao todo. Eu esperava que, no primeiro turno, muitos candidatos com chances relevantes usassem as facilidades criadas pela legislação e suportadas pela tecnologia para (a) captar recursos financeiros, (b) mobilizar a militância e (c) usar as redes sociais para disseminar idéias, planos e plataformas, além de propagar as mensagens e interagir com as bases.
A realidade de um ou outro candidato, desta ou daquela região do país pode me desmentir, mas, se essas eleições fossem algo como um ENEM para classificar candidatos aptos a aproveitar o mundo digital para ganhar eleições e fazer boa política, provavelmente sobrariam vagas e as excessões confirmariam a regra.
Em 2006, a referência veio do Rio Grande do Sul, onde a jovem e então desconhecida Manuela D'Ávila elegeu-se deputada federal centrada em uma inteligente campanha feita pelo Orkut. Pois bem, em 2010, Manuela reelegeu-se com folga, quase testando a marca de 500.000 votos. Até o momento em que escrevo essa coluna não consigo identificar casos semelhantes Brasil afora.
E os/as demais?
Marina Silva fez bonito na votação e na captação de recursos de pessoas físicas pela internet. Terão sido esses os motores principais de seus quase 20 milhões de votos? Pouco provável, mas Marina demonstrou de forma pontual como participar do pleito com apoio da tecnologia digital. Talvez ela não tivesse tantos votos, não fosse uma captação de dinheiro miudo de modo tão pulverizado e uma razoável repercussão de suas mensagens nas redes sociais e que apareceram de forma expressive em algumas medicos de tráfego.
OK, a maioria dos candidatos a cargos eletivos criou ou deu um upgrade no Twitter, tentou animar comunidades no Orkut e no Facebook, postou videos no YouTube, mas poucos, muito poucos mesmo, conseguiram estar entre os mais populares.
Tirando as postagens dos comerciais do Tiririca, talvez mais divulgados pelo inusitado do candidato e da facilidade de distribuição na web, eu não consigo fazer uma associação direta entre candidatos bem votados e uma inteligente estratégia digital de campanha.
Ah! Ia esquecendo dos chatos que entupiram caixas postais de entrada ou de spam com e-mails que replicavam os santinhos de papel e as mensagens forjadas de difamações a candidatos com alguma liderança nas pesquisas. Mas essa comunicação via e-mail eu desconsidero, por ineficaz e antiga
Já o segundo turno da campanha presidencial começou quente com a polêmica levantada sobre o aborto, gerando tráfego relevante em todas as redes sociais e quase sempre originada por não militantes partidários e muito menos dos comitês de campanhas, e isso pode ser um indicativo de rumo para o futuro, com estratégias pautadas pelas características específicas das autoestradas do mundo digital
Com o desenrolar do pós-campanha, com certeza surgir novos casos de sucesso. Mas não nos esqueçamos das disputas havidas entre os comitês das campanhas mais abonadas para conquistar –a peso de ouro- o concurso de colaboradores ou consultores que trabalharam nas eleições americanas de 2008, eu esperava mais. E o que vimos ficou muito longe do que deles se esperava.
Especialmente em se tratando do Brasil que sempre inova nessa area de tecnologia digital.
Qual o motivo? Vou arriscar um palpite: os marqueteiros tradicionais conseguiram impor mais do mesmo, aproveitando-se das regras do jogo, que passam pelo tal do horário eleitoral gratuito.
Eu esperava um pouco mais de presença das mídias digitais nas eleições 2010, em função do que vem ocorrendo no mundo inteiro e da quantidade de brasileiros conectados regularmente a internet, hoje já a maioria da população
Pode ser -ou é- assim que se elegem nossos representantes, com estratégias calcadas nessa legislação antiga e nas realidades do século XX.
Será melhor assim? Pode até ser, mas eu achei muito chato.
A palavra que me vem à cabeça de forma recorrente é decepcionante. Esse é o adjetivo que se aplica ao todo. Eu esperava que, no primeiro turno, muitos candidatos com chances relevantes usassem as facilidades criadas pela legislação e suportadas pela tecnologia para (a) captar recursos financeiros, (b) mobilizar a militância e (c) usar as redes sociais para disseminar idéias, planos e plataformas, além de propagar as mensagens e interagir com as bases.
A realidade de um ou outro candidato, desta ou daquela região do país pode me desmentir, mas, se essas eleições fossem algo como um ENEM para classificar candidatos aptos a aproveitar o mundo digital para ganhar eleições e fazer boa política, provavelmente sobrariam vagas e as excessões confirmariam a regra.
Em 2006, a referência veio do Rio Grande do Sul, onde a jovem e então desconhecida Manuela D'Ávila elegeu-se deputada federal centrada em uma inteligente campanha feita pelo Orkut. Pois bem, em 2010, Manuela reelegeu-se com folga, quase testando a marca de 500.000 votos. Até o momento em que escrevo essa coluna não consigo identificar casos semelhantes Brasil afora.
E os/as demais?
Marina Silva fez bonito na votação e na captação de recursos de pessoas físicas pela internet. Terão sido esses os motores principais de seus quase 20 milhões de votos? Pouco provável, mas Marina demonstrou de forma pontual como participar do pleito com apoio da tecnologia digital. Talvez ela não tivesse tantos votos, não fosse uma captação de dinheiro miudo de modo tão pulverizado e uma razoável repercussão de suas mensagens nas redes sociais e que apareceram de forma expressive em algumas medicos de tráfego.
OK, a maioria dos candidatos a cargos eletivos criou ou deu um upgrade no Twitter, tentou animar comunidades no Orkut e no Facebook, postou videos no YouTube, mas poucos, muito poucos mesmo, conseguiram estar entre os mais populares.
Tirando as postagens dos comerciais do Tiririca, talvez mais divulgados pelo inusitado do candidato e da facilidade de distribuição na web, eu não consigo fazer uma associação direta entre candidatos bem votados e uma inteligente estratégia digital de campanha.
Ah! Ia esquecendo dos chatos que entupiram caixas postais de entrada ou de spam com e-mails que replicavam os santinhos de papel e as mensagens forjadas de difamações a candidatos com alguma liderança nas pesquisas. Mas essa comunicação via e-mail eu desconsidero, por ineficaz e antiga
Já o segundo turno da campanha presidencial começou quente com a polêmica levantada sobre o aborto, gerando tráfego relevante em todas as redes sociais e quase sempre originada por não militantes partidários e muito menos dos comitês de campanhas, e isso pode ser um indicativo de rumo para o futuro, com estratégias pautadas pelas características específicas das autoestradas do mundo digital
Com o desenrolar do pós-campanha, com certeza surgir novos casos de sucesso. Mas não nos esqueçamos das disputas havidas entre os comitês das campanhas mais abonadas para conquistar –a peso de ouro- o concurso de colaboradores ou consultores que trabalharam nas eleições americanas de 2008, eu esperava mais. E o que vimos ficou muito longe do que deles se esperava.
Especialmente em se tratando do Brasil que sempre inova nessa area de tecnologia digital.
Qual o motivo? Vou arriscar um palpite: os marqueteiros tradicionais conseguiram impor mais do mesmo, aproveitando-se das regras do jogo, que passam pelo tal do horário eleitoral gratuito.
Eu esperava um pouco mais de presença das mídias digitais nas eleições 2010, em função do que vem ocorrendo no mundo inteiro e da quantidade de brasileiros conectados regularmente a internet, hoje já a maioria da população
Pode ser -ou é- assim que se elegem nossos representantes, com estratégias calcadas nessa legislação antiga e nas realidades do século XX.
Será melhor assim? Pode até ser, mas eu achei muito chato.
sábado, 2 de outubro de 2010
Urnas Eletrônicas e Fraudes
Sou um ardoroso defensor do modelo brasileiro de urnas eletrônicas e, por vezes, tenho o blog atacado por cassandras do caos que buscam chifres em cabeças nunca dantes corneadas.
Mas o tema de fraudes em urnas eletrônicas ressurge que nem surto de gripe e dengue, e, sintomaticamente isso ocorre após a apuração dos votos e sempre pela boca de candidatos derrotados ou de suas marionetes.
Pois bem, apenas para registro: hoje, 2/10/2010, essas vozes estão caladas, embora todo o processo de preparação das urnas tenha podido ser auditado por todos os partidos. Ou seja, usando o velho ditado do "quem cala consente", tudo de estar OK.
Será que a partir de amanhã alguns dos que não conseguirem emplacar um mandato vão voltar com a velha e surrada cantilena?
A conferir...
Mas o tema de fraudes em urnas eletrônicas ressurge que nem surto de gripe e dengue, e, sintomaticamente isso ocorre após a apuração dos votos e sempre pela boca de candidatos derrotados ou de suas marionetes.
Pois bem, apenas para registro: hoje, 2/10/2010, essas vozes estão caladas, embora todo o processo de preparação das urnas tenha podido ser auditado por todos os partidos. Ou seja, usando o velho ditado do "quem cala consente", tudo de estar OK.
Será que a partir de amanhã alguns dos que não conseguirem emplacar um mandato vão voltar com a velha e surrada cantilena?
A conferir...
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Obviously, this article is somewhat old. However, there is a more recent information about the subject, which came out just a couple of weeks ago, in the third annual broadband study by CISCO systems and the Oxford university. A link to the article:
http://newsroom.cisco.com/dlls/2010/prod_101710.html
The basic conclusion is that Bulgaria, while not topping the charts in terms of absolute numbers, is one of the countries with the most improvement in broadband quality compared to previous years, especially among it’s direct competitors in the group of the developing economies or as mentioned in the article: “topping the list of the Efficiency-driven economies”.
I personally cannot complain at all about the Internet quality since a couple of years already. I live in one of the major bulgarian cities and have a cable Internet, but DSL Internet is available almost anywhere, even in small villages.
Indo ao link da pesquisa da Cisco/Universidade de Oxford acima, vemos que houve um aumento da qualidade global da banda larga de 24% este ano, comparado com 2009. E que são hoje 14 países prontos para as "aplicações da internet de amanhã", tais como TV de alta definição via web e serviços de videocomunicações de alta qualidade (telepresença para o consumidor) devem estar em alta dentro de poucos anos. E são esses os países, em ordem decrescente de avanço: Coréia do Sul, Japão, Letônia, Suécia, Bulgária, Finlândia, Romênia, Lituânia, Holanda, Hong Kong, Alemanha, Portugal, Dinamarca e Islândia. Esse ranking compara com apenas 9 países em 2009 e só o Japão 2008. O estudo deixa claro, todavia, que Letônia, Bulgária, Romênia e Lituânia têm taxas de penetração de banda larga bem menores que os demais. Vale a pena dar uma fuçadinha nesse bem estruturado estudo...